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Inter de Porto Alegre-RS/BRA Proporciona o Maior Fiasco da História do Futebol Sul-americano

dezembro 15, 2010
Kidiaba foi eleito o melhor em campo. FONTE: Capa do GloboEsporte.com

Kidiaba foi eleito o melhor em campo. FONTE: Capa do GloboEsporte.com

Pela primeira vez na história do futebol, um clube sul-americano é eliminado precocemente de uma semifinal de Mundial de Clubes. O Inter de Porto Alegre-RS/BRA não ficou apenas neste recorde. Foi a primeira vez na história que um clube sul-americano não disputará uma final de Mundial de Clubes. Não só isso: foi a primeira vez desde que o futebol começou a ser jogado que um clube brasileiro foi derrotado por um clube africano em torneios entre continentes. Em síntese: os vermelhos brindaram os gremistas com o maior fiasco de sua história.

Na tarde deste inesquecível 14 de dezembro de 2010, o Inter de Porto Alegre-RS/BRA foi destroçado pelo TP Mazembe da República Democrática do Congo (QUEM???) por 2 a 0, gols de Kabangu e Kaluiyutuka. No primeiro, Bolívar e Índio assistem a Kabangu dominar a bola, enquadrar o corpo, e girar pra bater de chapa (sem chances) para um incrédulo goleiro Renan. No segundo, com o Inter de Porto Alegre-RS/BRA já desnorteado e desorganizado, veio “a pá de cal” (nas palavras do narrador Galvão Bueno): Kuliyutuka pedalou diante de Guiñazu, lembrando Robinho na final do Brasileirão de 2005 contra Rogério do Corinthians, descadeirou o argentino, bateu forte no canto direito de Renan que, após 4 séculos passados, caiu para tentar a defesa, quando a pelota já beijava as redes vermelhas. Agora o TP Mazembe/RDC, apelidado sarcasticamente de “Todo Poderoso” Mazembe, pegará na final o vencedor de Internazionale de Milão/ITA e Seongnan Chunma/COR.

Desde que Renato Portaluppi assumiu o Grêmio, a gangorra mudou de lado no Estado do Rio Grande do Sul. O Grêmio saiu da zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro 2010 para obter a última vaga brasileira para a Copa Libertadores 2011, atropelando o “flanelinha” Inter de Porto Alegre mais uma vez (o qual amargou uma vexatória 8ª colocação). Na sequência, era preciso que o Goiás-GO/BRA fosse derrotado na final da Copa Sul-americana 2010 pelo Independiente/ARG para que o Imortal Tricolor confirmasse a sua vaga na Libertadores. Deu certo. SECAÇÃO POSITIVA. Para finalizar com glórias, o Inter de Porto Alegre-RS se manteve ATRÁS do Grêmio na história do futebol: enquanto o Grêmio tem um título mundial e um vice-campeonato mundial, o Inter de Porto Alegre-RS tem um título mundial e (NO MÁXIMO) um terceiro lugar. Tem coisa pior que assistir a uma decisão de terceiro lugar em um mundial no qual o teu time jogou apenas 1 jogo e já está fora, após uma “lavada futebolística”??? Deu certo novamente. SECAÇÃO POSITIVA.

Se era pra ir para o Mundial de Clubes e fazer esse fiasco, era preferível ficar em Porto Alegre-RS.  A gremistada, dona de 65% da torcida no Rio Grande do Sul, agradece-te, Inter de Porto Alegre-RS!!! Ah…a FIFA ainda errou ao colocar em seu site que o logotipo do Inter de Porto Alegre-RS era o do Vitória da Bahia. Na Libertadores, a Conmebol colocou o símbolo do Internacional de Santa Maria em lugar do símbolo do clube da Avenida Padre Cacique. É tanta vergonha que fica até chato descrever. Gastar R$ 9 mil pra ver o Inter de Celso Juarez Roth levar uma lambada do Mazembe não tem preço.  “O Inter de Porto Alegre-RS comeu o pão Kidiaba amassou…” (dissera um gremista espirituoso)

MAZEMBE 2 X 0 INTERNACIONAL
Kidiaba, Nkulukuta, Kimwaki, Ekanga e Kasusula; Mihayo, Kaluyituka, Bedi e Kasongo; Kabangu (Kanda) e Singuluma. Renan, Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Wilson Matias, Guiñazu, Tinga (Giuliano) e D’Alessandro; Rafael Sobis (Oscar) e Alecsandro (Leandro Damião).
T: Lamine N’Diaye T: Celso Roth
Estádio: Mohammed bin Zayed, em Abu Dhabi (Emirados Árabes). Data: 14/12/2010. Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda). Auxiliares: Berry Simons (Holanda) e Sander Van Roekel (Holanda).
Gols: Kabangu, aos sete do segundo tempo, e Kaluyituka, aos 40 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Nkulukuta (Mazembe); Índio (Inter).
Público: 22.131.

Tchüss, fusballteigers!!

Atentado à Delegação da Seleção do Togo Põe em Cheque Primeira Copa do Mundo na África

janeiro 9, 2010

Nesta última sexta-feira, às vésperas da Copa Africana de Nações (a “Copa América” do Continente Africano) que deverá ser realizada na Angola, o ônibus que conduzia a delegação da Seleção do Togo foi metralhado por 20 minutos. Em comunicado oficial, o governo angolano condenou o que chamou de “ação terrorista”. O atentado aconteceu no trecho rodoviário entre Bicongolo e Chiculu, na província de Cabinda, próximo da fronteira com a República do Congo.  De acordo com a Federação Togolesa de Futebol, nove membros da delegação (incluindo os jogadores Kodjovi Obilalé e Serge Akakpo) foram feridos com os tiros. O motorista do ônibus não suportou os ferimentos e morreu. A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) assumiu a autoria do ataque na região, que vive em conflito pela independência de Angola. O ministro de Angola informou que o grupo da FLEC que realizou a ação terrorista era proveniente da República do Congo para onde regressou após a consumação do atentado. Assim como os dirigentes da Confederação Africana de Futebol garantiram a realização da Copa Africana de Nações, o ministro da Juventude e Esporte, Gonçalves Muamdumba, também afirmou que o ataque à delegação do Togo não vai afetar a organização e a segurança do torneio. Uma viatura com jornalistas também foi atingida pelos disparos.

O território de Cabinda é uma das 18 províncias de Angola, mas não pertence fisicamente à área do país. O local fica entre a República Democrática do Congo (ex-Zaire) e a República do Congo. A região é rica em petróleo e é assolada por um conflito separatista desde a independência angolana, em 1975. Consoante o “Jornal Digital”, de Angola, a resistência de Cabinda, denominada FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda), já havia alertado em diversas ocasiões que poderia haver falta de segurança para as equipes que se deslocariam à província durante o torneio.

Emmanuel Adebayor, jogador do Manchester City/ING, capitão e grande estrela da Seleção do Togo, saiu ileso do atentado, mas era um dos atletas mais inconformados. FONTE: Site da Fifa

Emmanuel Adebayor, jogador do Manchester City/ING, capitão e grande estrela da Seleção do Togo, saiu ileso do atentado, mas era um dos atletas mais inconformados. FONTE: Site da Fifa

Traumatizados com o incidente, jogadores de Togo já cogitam não entrar em campo. Thomas Dossevi, jogador togolês do Nantes/FRA asseverou que se puderem boicotar a Copa das Nações Africanas, os jogadores assim o farão, uma vez que o grupo está muito abatido e só pensa em retornar para casa. Deveras, trata-se de um fato profundamente lamentável. Aqui no Toco y Me Voy sempre pregamos a paz e a alegria de se poder praticar o futebol. Rechaçamos veemente quaisquer atitudes de violência, tal como esta reprovável atitude deste grupo terrorista. Aliás, isso só prova como há gente ignorante, burra e sem instrução no planeta. Estes elementos (sim, elementos, haja vista que pessoas, seres humanos ou cidadãos não fazem isso) radicais da sociedade angolana precisam ser repudiados pelas autoridades e devidamente punidos na forma da lei. Futebol é paz, alegria, saúde, vibração. Futebol não combina com violência, atentado, politicagem, ignorância. Tudo bem que a Copa do Mundo de 2010 será na África do Sul, e não em Angola, todavia, não deixa de servir de parâmetro, tendo em vista as peculiaridades continentais daqueles países. Joseph Blatter está atento. O mundo está atento. A Copa das Nações Africanas era para servir de “aperitivo” para a Copa do Mundo, e tornou-se uma ameaça. Até quando teremos de aturar esta estirpe de crime no esporte?

Tchüss!!!


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