VOCÊ IRIA AO ESTÁDIO DO RIVAL PARA SECAR?

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Hoje, excepcionalmente em virtude do pleito que se avizinha, gostaria de pedir um pouco do espaço do esporte para falar de política, a fim de concitá-los à reflexão, sem ter nenhum objetivo de conduzir a esse ou àquele candidato.

A primeira coisa que precisamos nos dar conta é que muitos de nós ouvimos, quando criança, que seríamos o futuro do país. Pois bem, aquela frase de esperança (e responsabilidade) que nos conferiram hoje precisa de resposta.

A primeira delas é a de que fizemos algo para um futuro melhor. A nossa geração, apesar de muito abaixo do ideal, teve acesso maciço à escola em relação a tempos pretéritos. Tudo graças aos investimentos da classe média e de recentemente um lampejo de ações governamentais. Tivemos mais acesso ao ensino superior e, em linhas gerais, obtivemos bons resultados, qualificando o mercado de trabalho.

Se os governos, independentemente de cores e bandeiras, tivessem investido adequadamente em educação, assim como a iniciativa privada (nossos pais) fez, hoje estaríamos muito mais avançados em todos os níveis. Mas o que quero dizer é que, dentre as pessoas que tiveram a felicidade de ter oportunidades de estudo e crescimento, em linhas gerais os jovens adultos de hoje fizeram a sua parte. Fizemos a nossa parte até hoje.

Nós, jovens adultos, não somos mais o futuro da nação. Somos o presente. E devemos continuar agindo para termos um país melhor. Hoje não apenas nos qualificando, mas agindo efetivamente contra a corrupção e os (des)governos.

Basicamente, existem duas formas: ou uma nova revolução farrapa ou através do voto. Sinceramente, se conseguíssemos uma revolução menos sangrenta, eu apoiaria. Não pelo meu gauchismo, mas pelos absurdo que vejo e ouço. Por causa dos desmandos e abusos.

Não consigo esconder esse sentimento de decepção e descrédito. Eu vou chegar perante a urna eletrônica dia 03 de outubro e escolher o menos pior para me representar nos poderes executivo e legislativo.

Isto é um absurdo! O voto é o melhor instrumento de soberania do povo, é a forma de se homenagear a democracia, elegendo alguém que me represente. Ora, é como assinar uma procuração por instrumento público, autorizando determinada pessoa a agir em meu nome no Poder Executivo e Legislativo.

E sinceramente, tirante um cargo de senador e talvez para deputado estadual, eu não assinaria esta procuração por mais ninguém nessas eleições. Mas vou votar. E meu voto não é para dar a procuração àquele que julgo ser o melhor, mas para afastar aquele que não quero.

Acho muito pouco, sobretudo diante de nós, jovens adultos, que fizemos nossa parte para um Brasil melhor: estudamos e nos tornamos profissionais qualificados. Ainda temos muito a fazer e melhorar. Fizemos a nossa parte se olharmos a média do país, mas não fizemos nem perto do que podíamos e podemos.

Ainda estamos longe do ideal: vendemos votos, somos mal educados, burlamos regras de trânsito, privilegiamos interesses privados… em suma, cometemos desde pequenas até grandes infrações morais e penais. Por isso, temos representantes corruptos, que refletem a cara do país.

Esse cenário vem lentamente mudando. Por isso é que pessoas corretas se veem afrontadas ao serem obrigadas a ir votar. Mas não por não gostarem da democracia; simplesmente pela completa ausência de opções de representantes que honrem com dignidade a procuração que a eles passaremos no próximo domingo.

Em suma, no dia 03 de outubro vou comparecer à cabina secreta como se tivesse indo ao Beira-Rio torcer pelo adversário do Internacional, algo que só faria se fosse obrigado.

3 Respostas to “VOCÊ IRIA AO ESTÁDIO DO RIVAL PARA SECAR?”

  1. mzerbes Says:

    Complicado. Sou adepto da ideologia de que o voto no Brasil deveria ser FACULTATIVO, tal como nos Estados Unidos da América. Aí teríamos uma boa noção do índice de reprovação quanto aos candidatos.

    “Para minha sorte”, estarei em Teutônia-RS, cidade do Vale do Rio Taquari na qual reside a minha mulher. Logo, não votarei pela primeira vez. Justificarei.

  2. Junique Says:

    Bom era no tempo da cédula de papel. Podíamos votar em qualquer pessoa. Já teria até um slogan para o meu candidato: ” Vote no pegador, Renato Gaúcho para Senador.”

  3. mzerbes Says:

    huahuahuhauhuauhauhauhauhahuahuhuahua… o frasista Junigol está de volta também!!!

    Demais! Demais!

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