Archive for setembro \30\UTC 2010

Enfim, facilidade

setembro 30, 2010

Finalmente o Grêmio teve uma vitória tranquila. A igualdade alcançada pelo São Paulo na segunda etapa foi um acaso. Era nítido que o Tricolor gaúcho venceria a partida, pois foi melhor durante todo o jogo.

Portaluppi acertou ao escalar Paulão. Com isso, adiantou Vilson e fez com que Lúcio fosse praticamente um meia ao invés de volante. O time ficou bem postado em campo e a vitória veio ao natural.

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Lúcio e Gilson se deram bem na esquerda. Ambos renderam mais que Fábio Santos – o que não é lá tarefa muito difícil. Será que a camisa 6 finalmente mudará de dono?

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André Lima não é lá o centro avante dos sonhos, mas é aguerrido e bom no jogo aéreo. A dupla com Jonas está dando certo.

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Impressionante o nível das arbitragens brasileiras. E a CBF nem aí. Só quer saber da Copa…

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Tudo bem, o adversário de ontem não faz uma boa campanha, mas o Grêmio vai aos poucos provando que tem um grupo. Talvez não suficiente para brigar pelo título, mas pelo menos para alcançar uma posição honrosa ao final do campeonato.

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Saimon e Neuton devem formar a zaga contra o Vitória. Bom teste para os guris. O grande problema é quem será o armador – já que Douglas também está suspenso. Creio que Portaluppi colocará Lúcio de meia.

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Se outubro for tão bom quanto setembro, o Grêmio vai dar trabalho.

Portaluppi Facts

setembro 30, 2010
André Lima e a Geral: Grêmio trucidou impiedosamente o São Paulo no Estádio Olímpico Monumental por 4 a 2. FONTE: CLicRBS

André Lima e a Geral: Grêmio trucidou impiedosamente o São Paulo no Estádio Olímpico Monumental por 4 a 2. FONTE: CLicRBS

O Imortal Tricolor não para de subir na tabela do Campeonato Brasileiro 2010. Faz a melhor campanha do segundo turno e, sem sombra de dúvidas, se tivesse Renato Portaluppi no comando do time, desde o início, certamente estaria brigando pelo título. Paulo Silas, infelizmente, foi um erro. Uma aposta da direção gremista que não deu certo. É um técnico emergente, que surgiu bem no Avaí-SC, contudo, tendo em vista suas atitudes ante os microfones (como no Caso Jean, em que ele afirmou não ter sido vaiado pela torcida, pois não faz gol contra – referente ao empate em 1 a 1 com o rebaixável Goiás-GO no qual o zagueiro flamenguista fez um gol contra), assim como a forma pela qual arma seus times, comprovou-se que Silas ainda não está preparado – se é que um dia estará – para comandar um clube da grandeza de Grêmio e Flamengo-RJ.

Renato Portaluppi é uma realidade. Ninguém mais ousa duvidar dele. Ele deu padrão de jogo ao time. Ele incendiou a torcida que tanto o venera como ídolo supremo do Grêmio. Ele arrumou o vestiário. Ele deu carinho aos jogadores. Renato demonstra, mais do que nunca, a sua maturidade como treinador de futebol. Está pronto. Os resultados obtidos com o Grêmio são sua maior prova. O time que ele formou no Bahia é atualmente o segundo colocado na Série B do Campeonato Brasileiro e também é uma realidade.

Contra o São Paulo-SP ontem no Monumental, Renato mexeu no esquema mais uma vez. A torcida estava um pouco relutante em aceitar Lúcio no meio e Vilson de volante (improvisações), mas nunca deixou de acreditar em Renato. Foi o segundo melhor jogo do Grêmio no ano. Com certeza a melhor atuação do Grêmio nas mãos de Renato Portaluppi. Douglas foi o maestro do meio, sempre invertendo o jogo, abusando dos passes perfeitos e passando pelos marcadores como se fossem cones. André Lima teve seu melhor momento no clube: foi autor de dois gols típicos de centrovante, demonstrando todo o seu faro de gol. Jonas teve dedicação impecável, jamais desistindo das jogadas. Adílson foi aplicado na contenção. Lúcio começou vacilante, mas depois de pegar confiança esbanjou bom futebol. Paulão ganhou todas no alto, fazendo o estádio quase vir abaixo com suas jogadas de força. Vilson lembrou Réver, ao sair jogando com personalidade, tocar a bola com certa naturalidade e quase marcar um golaço de fora da área, por intermédio de um chute ambicioso de chapa.

Mas faltava “a cereja do bolo”: Diego Clementino. Eu aguardava ansiosamente a estreia do promissor Jr Viçosa. Renato optou pela experiência de Diego Clementino, ex-Cruzeiro-MG, Nacional/POR, entre outros clubes. Mas que baita jogada de Renato! Diego infernizou a defesa são-paulina. Marcou o gol que decretou a goleada e ainda cavou a expulsão do ótimo Alex Silva, zagueiro de Seleção Brasileira.

A vaga na Libertadores ainda segue muito distante. Sem embargo, ninguém mais duvida do Imortal Tricolor de Renato. O rebaixamento foi afastado. A vaga na Copa Sul-americana está praticamente garantida. Mas o treinador gremista e seus comandados querem mais. O time de Renato Portaluppi, deveras, tem a cara do Grêmio – algo que imprensa e torcida exigiam “há séculos”…

Tchüss, fusballteigers!!

VOCÊ IRIA AO ESTÁDIO DO RIVAL PARA SECAR?

setembro 29, 2010

Hoje, excepcionalmente em virtude do pleito que se avizinha, gostaria de pedir um pouco do espaço do esporte para falar de política, a fim de concitá-los à reflexão, sem ter nenhum objetivo de conduzir a esse ou àquele candidato.

A primeira coisa que precisamos nos dar conta é que muitos de nós ouvimos, quando criança, que seríamos o futuro do país. Pois bem, aquela frase de esperança (e responsabilidade) que nos conferiram hoje precisa de resposta.

A primeira delas é a de que fizemos algo para um futuro melhor. A nossa geração, apesar de muito abaixo do ideal, teve acesso maciço à escola em relação a tempos pretéritos. Tudo graças aos investimentos da classe média e de recentemente um lampejo de ações governamentais. Tivemos mais acesso ao ensino superior e, em linhas gerais, obtivemos bons resultados, qualificando o mercado de trabalho.

Se os governos, independentemente de cores e bandeiras, tivessem investido adequadamente em educação, assim como a iniciativa privada (nossos pais) fez, hoje estaríamos muito mais avançados em todos os níveis. Mas o que quero dizer é que, dentre as pessoas que tiveram a felicidade de ter oportunidades de estudo e crescimento, em linhas gerais os jovens adultos de hoje fizeram a sua parte. Fizemos a nossa parte até hoje.

Nós, jovens adultos, não somos mais o futuro da nação. Somos o presente. E devemos continuar agindo para termos um país melhor. Hoje não apenas nos qualificando, mas agindo efetivamente contra a corrupção e os (des)governos.

Basicamente, existem duas formas: ou uma nova revolução farrapa ou através do voto. Sinceramente, se conseguíssemos uma revolução menos sangrenta, eu apoiaria. Não pelo meu gauchismo, mas pelos absurdo que vejo e ouço. Por causa dos desmandos e abusos.

Não consigo esconder esse sentimento de decepção e descrédito. Eu vou chegar perante a urna eletrônica dia 03 de outubro e escolher o menos pior para me representar nos poderes executivo e legislativo.

Isto é um absurdo! O voto é o melhor instrumento de soberania do povo, é a forma de se homenagear a democracia, elegendo alguém que me represente. Ora, é como assinar uma procuração por instrumento público, autorizando determinada pessoa a agir em meu nome no Poder Executivo e Legislativo.

E sinceramente, tirante um cargo de senador e talvez para deputado estadual, eu não assinaria esta procuração por mais ninguém nessas eleições. Mas vou votar. E meu voto não é para dar a procuração àquele que julgo ser o melhor, mas para afastar aquele que não quero.

Acho muito pouco, sobretudo diante de nós, jovens adultos, que fizemos nossa parte para um Brasil melhor: estudamos e nos tornamos profissionais qualificados. Ainda temos muito a fazer e melhorar. Fizemos a nossa parte se olharmos a média do país, mas não fizemos nem perto do que podíamos e podemos.

Ainda estamos longe do ideal: vendemos votos, somos mal educados, burlamos regras de trânsito, privilegiamos interesses privados… em suma, cometemos desde pequenas até grandes infrações morais e penais. Por isso, temos representantes corruptos, que refletem a cara do país.

Esse cenário vem lentamente mudando. Por isso é que pessoas corretas se veem afrontadas ao serem obrigadas a ir votar. Mas não por não gostarem da democracia; simplesmente pela completa ausência de opções de representantes que honrem com dignidade a procuração que a eles passaremos no próximo domingo.

Em suma, no dia 03 de outubro vou comparecer à cabina secreta como se tivesse indo ao Beira-Rio torcer pelo adversário do Internacional, algo que só faria se fosse obrigado.

“Veterano do Showbol” Aparece no Futsal do TYMV

setembro 29, 2010

Após 3 semanas sem ver a pelota, muito trabalho e concursos, este relator que vos fala retornou à ativa. Mais parecia um jogador de showbol: veterano, correu os primeiros 15min e já não aguentava mais, só dando tapas e tentando as jogadas na medida do possível, sempre visando os companheiros bem posicionados (ou melhor, com mais fôlego). Pelo menos, os times ficaram muito bem distribuídos e o jogo foi pegadíssimo – algo que não ocorria há duas semanas já, segundo informações.

Algumas coisas inusitadas ocorreram no decorrer do jogo: Junique chegou atrasado e adentrou a quadra devorando uma barrinha de cereal, este relator estreou uma Adidas F50 branca com detalhes pretos e rosa (igual a do goleador do Brasileirão, Jonas), Caxias cometeu um pênalti e saiu falando espanhol (afirmando que “no pasa nada”), Bartt quase acertou o refletor do ginásio ao chutar uma bola reboteada (se fosse em campo aberto a bola teria ido parar na rua), entre outros fatos. Ah… não se pode esquecer de uma reestreia: Digão, primo deste relator, bravo goleiro. E também, uma volta: Bartt, figurinha carimbada do TYMV.

O Time Azul – formado por Digão, Benninho Carioca, Ratobol, Alemão Pizoni e Zerbes – manteve certo controle do jogo durante grande parte da peleia. Sempre vencendo por 1 ou 2 gols. Ocorre que, como este relator estava descontado e sem ritmo de jogo, muitas vezes o Time Laranja – formado por Caxias, Junique, Bartt, Luís Mirandinha e Cleitão – chegava no 4 contra 3. Ratobol, Benno e Alemão tiveram trabalho, mas faziam grande partida. Junique e Bartt aproveitavam para correr às costas deste relator, aproveitando-se da falta de pulmão do adversário. No último quarto de tempo do jogo, o Time Laranja virou a partida na base da raça, por intermédio de 1 gol de Bartt (um petardo da intermediária que desviou na defesa azul e enganou o goleiro de destacada atuação, Digão) e outro de Luís.

O jogo pegou fogo. O Time Azul buscava o empate incessantemente e passou a parder gols inacreditáveis. Até que… a bola resolveu entrar. Benninho, após passe em profundidade deste relator, de frente para o gol, empatou a peleia novamente. Alemão, após jogada em que houve a participação de todos os atletas azuis, anotou um belo gol, colocando os azuis na frente mais uma vez. E então a “Síndrome do Grêmio” baixou. Este relator perdeu um gol, após driblar Caxias, e chutar desequilibrado (a bola trincou na trave e saiu). Na sequência, Alemão tabelou com Benno e, ao invés de tocar limpa para este relator marcar o gol que aniliquilaria a peleia, resolveu chutar a gol (pois estava com mjuita confiança). Ato contínuo, a bola foi tocada para Cleitão às costas da defesa azul, Alemão voltou enlouquecidamente para a defesa, Cleitão (sob a marcação de Ratobol) bateu alto, Digão fez grande defesa, a pelota voltou para Cleitão NA FEIÇÃO, entre Rato e Alemão, e meteu para o fundo das redes. Alemão dividiu a bola com Cleitão, que acabou caindo por sobre o joelho de Pizoni. Lance feio. Jogo parado. Empate deflagrado. Golaço de Cleitão. Quando a bola voltou para o centro da quadra o gongo soou. Fecham-se as curtinas. Termina mais um BAITA jogo no TYMV.

OBS: como não houve súmula na ausência deste relator, seguem abaixo aquelas relativas aos jogos pretéritos.

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— SÚMULA DO JOGO # 122 —  JOGO ATRASADO!!

** TIME AZUL:

01-Caxias – GK
02-Ratobol
03-Diogo Carioca
04-Alemão Pizoni
05-Cleitão(C)
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12
x
6
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** TIME LARANJA:

01-Vinny – GK
02-Junique
03-Benninho Carioca
04-Luís Mirandinha
05-Mossoró
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LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 1)
HORA: 20h
DATA: 14 de setembro de 2010.
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— SÚMULA DO JOGO # 123 —  JOGO ATRASADO!!

** TIME AZUL:

01-Vinny – GK
02-Diogo Carioca
03-Alemão Pizoni
04-Francéscoli
05-Cleitão(C)
———————–
5
x
15
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** TIME LARANJA:

01-Caxias – GK
02-Junique
03-Benninho Carioca
04-Ratobol
05-Luís Mirandinha
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LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 1)
HORA: 20h
DATA: 21 de setembro de 2010.

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— SÚMULA DO JOGO # 124

** TIME AZUL:

01-Digão – GK
02-Ratobol
03-Benninho Carioca
04-Alemão Pizoni
05-Zerbes
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9
x
9
———————–

** TIME LARANJA:

01-Caxias – GK
02-Junique
03-Bartt
04-Luís Mirandinha
05-Cleitão
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LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 1)
HORA: 20h
DATA: 28 de setembro de 2010.
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Tchüss, fusballteigers!!!

Poderia ter sido mais fácil

setembro 28, 2010

Quase que o filme do jogo contra o Flamengo se repete. O Grêmio – como no segundo tempo do jogo do meio de semana – deixou de matar o jogo quando era melhor. Porém, a diferença foi que contra o Atlético/MG a partida poderia ter sido definida antes da meia hora inicial. O gol de Daniel Carvalho colocou o Galo na partida. No segundo tempo o Tricolor perdeu mais algumas chances de garantir a vitória, mas não teve sucesso. Aí foi sufoco até o fim. O Grêmio precisa ser mais efetivo e  matar os jogos quando criar as chances, até porque não será sempre que Victor salvará lá atrás.

***

Renato chamou o time mineiro para cima com suas alterações. Mesmo assim as melhores chances para marcar foram tricolores – muito mais pela fragilidade e desespero atleticano do que qualquer outra coisa.

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Há quanto tempo um lateral do Grêmio não fazia um gol de dentro da área oriundo de uma tabela?

Outro que mais uma vez jogou bem foi Douglas. A escalação dos três volantes fizeram com que o meia não voltasse para marcar, o que ajudou no seu desempenho.

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Victor fará falta enquanto estiver com a Seleção Brasileira.

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Se o Grêmio voltar a fazer valer o fator local, e manter os bons resultados fora, pode brigar por uma vaga no G-3.

Onde está o fator local?

setembro 23, 2010

O Grêmio teve inúmeras chances de matar o jogo no segundo tempo e não o fez. Bastou um vacilo da zaga para o Flamengo chegar ao gol de empate. Parece que o fator local não é mais um ponto forte do time gaúcho. No segundo turno, estamos jogando melhor fora de casa. Se tivéssemos vencido Palmeiras e Flamengo, certamente estaríamos na disputa por uma vaga na Libertadores de 2011. Porém, o plantel do Grêmio carece de alguns jogadores de maior qualidade. É nítido.

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Depois de fazer 1×0, inexplicavelmente o Grêmio recuou. Deu toda a liberdade para o Flamengo atacar. Léo Moura contra Fábio Santos era a arma do time carioca. Foi por lá que saiu o gol de empate. No segundo tempo o Grêmio voltou melhor. Acertou mais passes e o jogo fluiu mais fácil. Feito o 2×1, o Tricolor continuou criando chances, porém, pecou nas finalizações. Além disso, Marcelo Lomba também salvou a equipe de Silas. Victor, como sempre, também ia realizando suas defesas importantes. Com todo respeito ao Petkovic (que é um baita jogador), mas não se pode tomar gol dele em jogada de velocidade. E mais, para que a linha de impedimento? Que falta faz um xerife naquele meio campo.

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O jogo do próximo domingo, contra o Atlético/MG fora de casa, é de vital importância. Uma derrota pode fazer com que o Grêmio volte a se preocupar mais com a parte de baixo do que de cima da tabela. As duas últimas boas atuações fora de casa dão uma alento ao torcedor. Como toda equipe mediana deste Brasileirão, o Grêmio oscila dentro da competição. E assim será até a última rodada. A não ser que o Tricolor consiga uma sequência de vitórias. Mas, pelo jeito, a tendência é que isso não ocorra.

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Justa a convocação de Victor para a seleção brasileira. Está em ótima fase.

Do jeito que Felipão gosta

setembro 16, 2010

Felipão, melhor do que ninguém, sabe o quanto é complicado encarar o Grêmio no Olímpico. Ainda mais embalado como estava. E o que ele fez? Fechou bem o time do Palmeiras. Para ajudar, o Tricolor teve uma noite daquelas. Faltou movimentação ao time de Portaluppi. Além disso, os laterias poucos efetivos também contribuíram para que a marcação do time paulista tivesse resultado.

Com uma cobrança de falta perfeita de Marcos Assunção, e a vantagem no marcador, a estratégia de Felipão ficou ainda mais clara. Com o segundo gol marcado após um contra ataque rápido e uma falha da zaga Tricolor, ficou ainda melhor. Enquanto isso, o Grêmio acumulava escanteios e nada acontecia. O gol de Jonas veio pelo sufoco. Se nem tudo era céu depois da vitória contra o Corinthians, nem tudo deve ser inferno depois da derrota de ontem. Porém, a reabilitação deve ser imediata, caso contrário, o fantasma do rebaixamento voltará.

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O Grêmio possui um único primeiro volante em seu elenco: Ferdinando. Tudo bem, todos sabem da qualidade técnica do jogador, mas depois de parar o meio campo corintiano, por que não repetir a escalação no jogo de ontem?

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Se o adversário está fechado, é preciso movimentação e um toque de bola rápido, correto? Além, é claro, das jogadas pelas laterais. Pois é, o Grêmio não conseguiu fazer nada disso, facilitando a marcação palmeirense.

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Impressionante o desperdício de cobranças de faltas e escanteios. Será que nenhum jogador treina para cobrar decentemente?

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Borges está praticamente fora do campeonato. Lamentável. Contratar é preciso.

Esse é o Grêmio!

setembro 13, 2010

A vitória contra o Corinthians teve a cara do Grêmio. Se a primeira etapa foi marcada pela técnica – e o golaço de Douglas -, a segunda fez com que ressurgisse o Grêmio guerreiro. Nem mesmo a mãozinha da arbitragem fez com que o Tricolor saísse de campo derrotado. O Grêmio de sábado mostrou todas as virtudes que o torcedor quer ver dentro das quatro linhas, resta agora saber até onde essa equipe pode chegar.

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Douglas foi decisivo nas duas últimas vitórias. Inegável a ascensão do camisa 10. O time equilibrado que Renato colocou em campo também ajudou. Com Ferdinando e Adilson se preocupando exclusivamente em marcar, Douglas e Souza tiveram liberdade para criar. Além disso, o Grêmio ganhou poder de marcação e (enquanto o jogo estava em igualdade numérica) deu poucas chances para o adversário. Gabriel também está a cada jogo mais a vontade. Em linhas gerais, o Grêmio vem crescendo de produção. Se Renato mantiver um time equilibrado, o Tricolor pode confirmar a vaga na Sul-Americana e, quem sabe, sonhar com a Libertadores. Ou alguém ainda acha que o Grêmio luta para não caiar?

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Victor a cada dia se torna mais ídolo gremista. Anda numa fase espetacular.

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A vitória da chapa Renova Tricolor nas eleições de sábado já era esperada. O grupo de Paulo Odone elegeu mais 150 conselheiros e terá maioria absoluta no Conselho Deliberativo do clube. O que pode acarretar em sua própria aclamação como presidente na eleição que ocorre em dezembro. Porém, a votação surpreendente da Terceira Via (chapa que contou com sócios do clube que nunca exerceram o cargo de conselheiro) aliada ao falto da chapa 2 (atual situação) não ter conseguido chegar à cláusula de barreria (30% dos votos), e por consequência não elegendo nenhum conselheiro, dão mostras de que os sócios querem o retorno de Odone e seus aliados no comando do clube. O processo político gremista ainda pode evoluir, mas fica claro que a cada eleição a participação dos associados cresce. Quem ganha com isso é o clube.

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Quarta-feira, 15 de setembro, o Imortal faz 107 anos. A boa fase colocará mais de 30 mil torcedores no Olímpico. Além disso, a vinda de Felipão também é um atrativo.

Sequência animadora

setembro 9, 2010

O jogo poderia ter sido resolvido cedo se o Grêmio tivesse caprichado nas finalizações. Num primeiro tempo magistral de Douglas, o Tricolor abriu o placar em cobrança de falta perfeita do camisa 10 e teve mais algumas chances para aumentar o placar. Logo aos dois minutos da segunda etapa o Grêmio tem um pênalti a seu favor. Jonas desperdiçou. Com apenas Adilson como homem de marcação no meio campo, o Tricolor não conseguiu marcar como no primeiro tempo e proporcionou um maior domínio por parte do Atlético/GO. Porém, foram poucas as chances de gol criadas pelo fraco time goiano.

Mesmo assim, o clima era de apreensão no Olímpico. Sentimento que deu lugar a euforia quando num contra ataque Borges matou o jogo numa bela arrancada. A festa foi grande e finalmente o Grêmio se afasta um pouco da zona da degola. A sequência de resultados é animadora. Resta agora é continuar trabalhando para subir ainda mais na tabela.

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Renato só escalou o time com três atacantes porque o adversário era o Atlético/GO. Evidente que contra o Botafogo ele também escalou o time com três na frente, porém, o Grêmio perdia por 2×0. Souza foi recuado e jogou como segundo volante. Se comparado com ele mesmo, melhorou um pouco de rendimento. Adilson e Vilson foram seguros. O grande destaque da partida foi Douglas. Resta saber se a lesão no pubes é que faz o jogador cair de rendimento no segundo tempo. Fato é que o jogador, assim como o time, vem crescendo de produção.

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Lúcio deve ser titular. Fábio Santos há tempos não dá uma boa resposta na lateral esquerda. Creio que é questão de tempo para que Renato coloque o jogador no banco.

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Neste sábado, 11 de setembro, ocorre a eleição para renovação de parte do Conselho Deliberativo do Grêmio. O entorno do Olímpico na noite de ontem era um grande palanque. As três chapas (Chapa 1 – Renova Tricolor; Chapa 2 – Dá-lhe Grêmio; Chapa 3 – Terceira Via) correndo atrás de votos. Você que é sócio e está apto a votar preste atenção e vá atrás de informações sobre as chapas. O futuro do Grêmio pode ser definido com seu voto. Faça bom uso dele.

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Veja abaixo o trailer do filme sobre a Geral do Grêmio. Essa torcida revolucionou o modo de torcer nos estádios brasileiros. É de arrepiar. Os gremistas sabem do que falo…

Saindo do sufoco

setembro 6, 2010

A escalação de Gilson – inexplicavelmente repetida por Renato – no meio campo gremista era um sinal claro de que o Grêmio teria grandes dificuldades contra o Botafogo. Com 20 minutos de partida o Tricolor já perdia por 2×0 e parecia ser só início de uma jornada terrível. Renato trocou Gilson por Roberson. O Grêmio teve mais posse de bola mas pouco criou. Já o Botafogo perdia chances para ampliar – inclusive desperdiçando um contra ataque de cinco contra dois. Impressionante. Sorte que a bola caiu no pé do Herrera.

Logo no começo da segunda etapa Jonas descontou, numa entregada da zaga botafoguense. Porém, o Grêmio continuava com posse de bola mas sem concluir com qualidade. E o Botafogo seguia perdendo gols. Então Portaluppi partiu para o desespero e colocou o time para cima. Encheu de atacantes e deixou só Adílson na marcação.

Em cobrança de falta de Lúcio, Jonas empatou. O Grêmio teve mais sorte do que juízo. Porém, o empate foi importantíssimo.

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O que mais me assusta na equipe gremista é a facilidade com que os adversários chegam ao nosso gol. Os dois volantes não conseguem marcar. Aí, a zaga fica sem segurança e exposta. Time que joga contra o Grêmio troca três passes e está na cara do gol. Marcar, e bem, é preciso!

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A imprensa gaúcha clama por Maylson como terceiro do meio campo. Acho Maylson um jogador mediano. Porém, se Renato fizer com que pelo menos os meias preencham espaço, creio que a marcação já melhora. Erro é colocar Leandro nessa posição, que me parece ser muito mais um segundo atacante do que um homem de meio campo.

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Virar o turno fora da zona de rebaixamento foi a grande notícia do final de semana. Dos últimos nove pontos disputados o Grêmio ganhou cinco, o que, de certa forma, mostra uma evolução da equipe. Agora é lotar o Olímpico na quarta-feira e apoiar o Imortal.

Importante vitória

setembro 2, 2010

O mais importante foi a vitória. Mais uma vez o time oscilou dentro da partida e convenceu somente na primeira etapa, deixando os gremistas presentes no Monumental aflitos até o apito final. Evidente que os três pontos falam por si só. É melhor jogar mau e vencer do que bem e perder, porém, um dia esse equilíbrio tem que vir, ou vai ser esse sofrimento até a última rodada.

Quanto ao fato da equipe ter decaído no segundo tempo, creio que os volantes cansaram, principalmente Adilson (que Renato errou ao não substituí-lo). Douglas e Souza não marcam ninguém, com isso sobrecarregam os dois volantes. Além disso, o Grêmio não teve retenção de bola na frente durante o segundo tempo. Soma-se a isso a postura mais ofensiva do Guarani, o atual momento gremista na tabela, e deu no que deu: sufoco.

Os mais de 30 mil gremistas que foram ao Olímpico fizeram sua parte. O time dentro de campo correspondeu, mais com raça do que futebol, mas, não importa. O momento era de vitória e ela veio. Agora é ganhar moral e sair de vez da zona do perigo.

***

Douglas tem uma grande qualidade técnica, isso ninguém discute. O grande problema que o meia enfrenta é causado pelo seu estilo. A torcida gremista quer que seus jogadores corram os 90 minutos, marquem, deem carrinhos, enfim, querem que a raça prevaleça sobre a técnica. Não discordo disso, porém, não se faz um time somente técnico e também somente raçudo, deve prevalecer o equilíbrio. Tudo bem, Douglas, na média, está devendo ao torcedor, mas é nítido que ele é o único jogador diferenciado que o Grêmio tem em seu elenco.

Outro fato que chama a atenção é a falta de paciência de alguns torcedores em relação ao meia. Ele pode fazer cinco passes certos em sequência, mas basta um erro para que, ALGUNS TORCEDORES, vaiem. Ontem ficou claro a falta que ele fez quando saiu. O Grêmio perdeu criação e posse de bola.

OBS: a virada de jogo para o Fábio Santos no lance do gol da vitória foi de Douglas.

O rapaz tem bola no corpo. Cabe a torcida entender seu estilo e ele querer jogar. O Tricolor sairia ganhando.

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Vem sendo veiculado na imprensa gaúcha a possível candidatura de Fábio Koff à presidência do clube, num possível confronto contra Paulo Odone – candidato da oposição e favorito ao cargo. Acho que Koff não se candidatará. Talvez ele mantenha o suspense até o dia 11 de setembro, quando ocorre a eleição de renovação de parte do Conselho Deliberativo do clube. Porém, se Koff for candidato, a disputa no final do ano será histórica.

Goleada Surreal no Futsal do TYMV

setembro 1, 2010

Era para ser um jogo mais parelho do que o da semana passada. Este relator que vos fala escolheu os times com Cleitão. No papel, os times estavam bem parelhos. Cleitão, capitão do Time Laranja, optou por um time de mais toque de bola, enquanto este relator, capitão do Time Azul, optou por um time mais raçudo. Com 10 minutos de jogo, os azuis venciam por 6 a 0 com 4 gols de minha autoria e 2 de Mossoró. Mossoró, aliás, voltou a demonstrar toda a sua habilidade e visão de jogo no início da partida. Junique e Alemão Pizoni voavam pelas alas, sempre aparecendo para jogar com este relator ou com Mossoró. Ocorre que, como normalmente ocorre, Mossoró passou a exagerar nas jogadas de efeito em dado momento. Aproveitando-se disso, o Time Laranja descontou com 1 gol de Diogo Carioca.

Diogo gritou o jogo inteiro com Cleitão. Luís marcava forte, inclusive, fazendo 4 faltas seguidas neste relator. Era o típico refrão do futebolês: “a bola pode passar, mas o jogador não”. Ratobol tentava armar as jogadas, mas a marcação dos azuis era forte. Mossoró marcou novamente e deixou em 6 a 0 a diferença. Foi então que o Time Azul resolveu aproveitar os erros dos laranjas. Os azuis passaram a pressionar mais e acertar o pé: Diogo marcou 2 vezes, Cleitão 1 vez e Luís Mirandinha 2 vezes, sendo o último após chute forte da intermediária. A vantagem caíra para um “mísero 1 a 0”. Caxias fazia grandes defesas em prol dos laranjas. Vinny estimulava os atletas azuis a buscar o resultado e organizava a marcação.O Time Azul estava muito próximo do gol de empate. O Time Laranja discutia entre si e cometia falhas na marcação.

No lance capital, Luís chegou na ponta direita e cruzou para o meio. Cleitão perdeu a chance de matar o jogo, deixando a bola espirrar. Este relator tomou a bola, conduziu-a rapidamente até o meio da quadra, deu um corte seco em Ratobol, e chutou de chapa sem chances para Vinny no canto direito rasteiro. Aquele gol desarticulara o Time Azul. Na sequência, Diogo Carioca tentou jogada no meio da quadra, perdeu a bola para este relator que, na base da vontade, puxou novo contra-ataque, tabelou com Mossoró, e decretou 9 a 6 pró laranjas. A partir daí, o Time Azul largou de mão o jogo. Diogo cansara de correr por Cleitão. Junique marcou 2 vezes, Mossoró mais 1 e este relator outras 2 vezes. O resultado elástico não demonstrou o que realmente foi o jogo. O Time Laranja mereceu a vitória, mas 14 a 6 fugiu um pouco da realidade. Deve-se muito mais à competência dos laranjas frente ao gol dos azuis, mesclada ao desinteresse do Time Azul em buscar o resultado no fim da peleia. Particularmente, para este relator foi um alívio voltar a jogar bem após a fatídica partida da semana pretérita, e de quebra, com 8 gols. Semana que vem tem feriado. Toco y Me Voy retorna às atividades dentro de 15 dias…

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— SÚMULA DO JOGO # 121

** TIME AZUL:

01-Vinny – GK
02-Ratobol
03-Diogo Carioca
04-Luís Mirandinha
05-Cleitão(C)
———————–
06
x
14
———————–

** TIME LARANJA:

01-Caxias – GK
02-Junique
03-Alemão Pizoni
04-Mossoró
05-Zerbes(C)
———————————————————-
LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 1)
HORA: 20h
DATA: 31 de agosto de 2010.
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Tchüss, fusballteigers!!!


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