A Frenética Dança dos Treinadores no Campeonato Brasileiro 2010

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Renato Gaúcho orientando Rodrigo Graal pela última vez no Bahia-BA/BRA.

Renato Gaúcho orientando Rodrigo Graal pela última vez no Bahia-BA/BRA.

Sai Paulo Silas, entra Renato Gaúcho (ex-Bahia-BRA/BRA) no Grêmio. Sai Estevam Soares, entra Mário Sérgio (sem clube) no Ceará-CE/BRA. Sai Ricardo Silva, entra Toninho Cecílio (Grêmio Prudente-SP/BRA) no Vitória-BA/BRA. Sai Roberto Fernandes, entra René Simões (sem clube) no Atlético Goianiense-GO/BRA. Sai Ricardo Gomes, entra Sérgio Baresi (das categorias de base do clube) no São Paulo-SP/BRA. Essas substituições clubísticas de técnicos foi feita nos últimos 3 dias. INCRÍVEL. Mas só no Brasil que isso acontece. Não é novidade. Todo brasileiro sabe que, se o time não vai bem, alguém tem de “pagar o pato”. Por vezes é o vice-presidente de futebol, por vezes até o presidente larga fora, mas quase sempre é o treinador.

No Grêmio, por exemplo, saíram o vice de futebol (Luiz Onofre Meira) e o treinador (Paulo Silas). A torcida já pedia as suas saídas há tempos. Era “uma tragédia já anunciada”. Agora, com novo ânimo, novo treinador (Renato Gaúcho), novo vice de futebol (Alberto Guerra), o Imortal Tricolor tentará reagir no segundo semestre de 2010. Após um primeiro semestre bastante positivo (levantou a Taça Fernando Carvalho e ganhou o Campeonato Gaúcho; levantou a Taça Hugo de León, torneio amistoso em que massacrou o Nacional de Montevidéu em seu próprio estádio; terceiro colocado na Copa do Brasil), o Grêmio desorganizou-se e degringolou. Segundo o jornalista Paulo Pires, da Rádio Bandeirantes Porto Alegre, “o Grêmio demitiu um treinador para contrara um mito”. Renato se despede do Bahia-BA/BRA hoje à noite, fazendo seu último jogo como treinador do clube baiano. Caso ele vença, o time entra no G4 que subirá para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

O Palmeiras-SP/BRA, que teve como últimos treinadores (nada mais nada menos) que Wanderley Luxemburgo, Muricy Ramalho e agora Luiz Felipe Scolari, não consegue sair da mediocridade. Com Felipão, ainda não venceu em 5 jogos. Trata-se de um caso típico em que a culpa pelas más campanhas não se deve ao comando técnico. No Brasil, traoca-se de treinador como se troca de roupa. No meu entender, é uma tremenda falta de cultura. Contudo, no caso específico do meu Grêmio, a direção era OBRIGADA a demitir Silas. O ciclo dele acabara, suas convicções já não existiam, e o principal, Silas havia perdido o comando do vestiário. Vejam o Ceará-CE/BRA: é o terceiro colocado no Brasileirão e já está no seu terceiro treinador (começou com Paulo César Gusmão, o qual aceitou proposta do Vasco da Gama-RJ/BRA; contratou Estevam Soares; e agora traz Mário Sérgio Pontes de Paiva, “o Vesgo”).

Muitos treinadores ainda “dançarão” a dança do desempregado até o final do ano. Apenas uma estatística para finalizar este post: os times que costumam contratar de 4 a 5 treinadores por campeonato costumam rebaixar…

Tchüss!!

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