JUNIGOL NA COPA

by

DIA 4 – PRIMEIRA RODADA – GRUPO D

HOLANDA 2 X 0 DINAMARCA

O “novo carrossel holandês” parou no pragmatismo dinamarquês. Apesar do resultado positivo e ficou longe do futebol bonito dos amistosos, tendo uma atuação no máximo razoável. Começou o jogo tomando a iniciativa e tendo mais posse de bola que o adversário. Só que era um domínio inócuo, pois tocava a bola de um lado para outro sem nenhuma penetração na área adversária. Os dinamarqueses jogaram todo o primeiro tempo com as famosas duas linhas de quatro em contra-ataques com lançamentos longos para os grandalhões Bendtner e Rommedal ( este com dois chutes foi o que esteve mais próximo do gol).

A falta de Robben era sentida no time Holandês, por isso não foi de estranhar o modo que saiu o primeiro gol do jogo. Um gol contra da Dinamarca, uma falha técnica, há 1 minuto do segundo tempo. S Paulsen foi afastar de cabeça uma bola cruzada e esta saiu desviada, batendo nas costas do companheiro Agger e entrando no gol. A partir daí a Holanda teve mais espaços pois a Dinamarca foi obrigada a sair mais. Sem criação, não conseguiu resultado prático Aos 6 minutos, Van Persie quase ampliou para os holandeses. 

Na metade do segundo tempo entrou o holandês Elia. Jogando como um antigo ponta esquerda, bem aberto e abusando de velocidade e habilidade deixou a zaga dinamarquesa desnorteada. Pelo outro lado Affelay também criava muito perigo. Aos 36 Sneijder chutou e a bola raspou a trave e aos 39 saiu o segundo gol. Elia concluiu na trave e Kuyt pegou o rebote dando números finais ao jogo.

Foi uma vitória convincente mas sem nenhum brilho da equipe holandesa.

Craque do Jogo: Elia

Pereba: S. Paulsen

 

 

CAMARÕES 0 X 1 JAPÃO

Resultado surpreendente, pois o Japão nunca havia vencido em jogos de estréia em copas, enquanto Camarões nunca havia perdido. Além disso o Japão vinha de 5 derrotas em 6 jogos nos jogos pré-copa. O Japão apresentou um futebol de muita marcação inclusive dos atacantes e muitas jogadas pelas laterais. Camarões tem um futebol muito pobre, com excesso de volantes e com um esquema que deixa isolado seu centroavante Eto’o, atuando quase como ponta direita.

O gol japonês saiu no final do primeiro tempo em um cruzamento para a área em que a zaga falhou e Honda recebeu no segundo pau  concluindo com precisão para as redes. Camarões só levou perigo no segundo tempo com jogadas individuais de Eto’o e chutes de fora da área. Num destes aos 35 do segundo tempo Mbia acertou a trave. Mas foi muito pouco para quem tem a pretensão de repetir a Copa de 90 quando atingiu as quartas de final.

Craque: Honda

Troféu fashion : Assou Ekoto ( tem um cabelo rastafari todo enfeitado e jogou com a etiqueta fora do calção o jogo inteiro)

PRIMEIRA RODADA – GRUPO E

ITALIA 1 X 1 PARAGUAI

Jogo tecnicamente razoável, mas de muita emoção e disposição. O Paraguai mostrou um sistema defensivo sólido e se tiver mais ofensividade pode surpreender. Já a Itália teve um ataque quase inexistente e pressionou no segundo tempo mais pelo abafa do que organizadamente.

No primeiros 15minutos de jogo o Paraguai estava nervoso e não acertava mais de 3 passes consecutivos. Itália dominava o meio campo e comandava as ações. A primeira chance foi num chute de Montolivo, defendido pelo goleiro paraguaio Justo Villar. Após isso os paraguaios passaram a tocar mais a bola e usar mais as laterais, principalmente a direita para criar contra-ataques. Mas ambas as equipes erravam passes no setor ofensivo, deixando o jogo muito limitado as duas intermediárias.

O gol paraguaio surgiu aos 38 minutos. Torres cobrou falta e Alcaraz “decolou”, subindo muito mais que Cannavaro e cabeceando sem chances para Buffon.

No intervalo entrou o goleiro reserva Marchetti, pois Buffon saiu lesionado. Mas quem fazia muita falta era Pirlo o cérebro do meio campo italiano. Sem ele as jogadas saiam forçadas e truncadas facilitando as coisas para a defesa adversária. O Paraguai abdicou do ataque, sentindo o aumento da pressão da Itália que passou a cruzar mais bolas na área, buscando conclusões de Pepe e Iaquinta. Por isso o gol italiano só poderia sair de bola parada.  Aos 18 minutos num escanteio do lado esquerdo, Villar saiu em falso e De Rossi concluiu para o gol vazio. Com a entrada de Camoranesi a pressão da Itália aumentou, mas sem efetividade. Não havia conclusões a gol, apenas a posse de bola. O Paraguai trocou os atacantes mas deixou-os isolados até o final,  sem condiçoes de tentar o segundo gol.

Ambas as equipes tem grandes chances de se classificar. Mas o futuro delas não parece animador, principalmente para a Itália. A falta de Pirlo e o envelhecimento da equipe parecem grandes demais para que o técnico Marcello Lippi possa corrigir.

Craque: De Rossi

Troféu “Alguém me Viu?”: Iaquinta e Lucas Barrios

Troféu Vinho Tinto: Morel Rodriguez e Cannavaro ( quanto mais velhos mais jogam)

Troféu Mustella: Villar e o vôo em falso.

 

Uma resposta to “JUNIGOL NA COPA”

  1. mzerbes Says:

    “O ‘novo carrossel holandês’ parou no pragmatismo dinamarquês”.

    COMO É QUE É, JUNIQUE????

    A Laraja Mecânica enfia 2 a 0 num dos maiores clássicos europeus e tu vens aduzir isso???? Blasfêmia! Heresia irretoquível! Pecado que chegou derrubar o monastério dos Deuses do Futebol…

    Ahhhhhhhhhhhh…não!!! hahahahhaa…tu estas de pegadinha!

    TODO MUNDO SABE que sou dinamarquês desde pequenino. Apaixonei-me pelo futebol da DinaMÁQUINA de 1986 e que viria assombrar o mundo (ainda mais) em 1992, quando levou a Eurocopa daquele ano. Mas a Holanda não teve trabalho. Não precisou jogar 2/3 do que sabe. Nem precisou de Robben. Nem precisou de Nistelrooy. Nem precisou de Davids, Seedorf, Bergkamp, Van Der Saar, ou outro figurão da Seleção pretérita.

    Como eu havia analisado anteriormente, a Laranja Mecânica está PRONTA para vencer a sua primeira Copa do Mundo. Elia é o “Neymar Holandês”. Joga demais! Já surge como forte concorrente à revelação. O time é estruturado, abusa dos toques rápidos e valoriza a posse de bola. O time mais inteligente da Copa, sem sombra de dúvidas.

    A Dinamarca ainda ficará com a segunda vaga no grupo e irá incomodar muito. É uma seleção bem arquitetada por Morten Olsen (ex-jogador da DinaMÁQUINA 1986/92), tendo como individualidades John Dahl Tomasson (ausência bastante sentida no jogo ante a Holanda), C. Poulsen (da Juventuds-ITA), Agger (titular há anos da zaga do Liverpool-ING), o interminável Rommedahll, o bom goleiro Sorensen e o rodado Jorgensen.

    COMEÇOU A CONTAGEM REGRESSIVA PARA O PRIMEIRO TÍTULO DA LARANJA MECÂNICA! FALTAM 6 JOGOS!!!

    Abraço!

    Marcelo “Robben” Zerbes

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: