CHASQUE PELO PAGO DE CADA UM E DE TODOS NÓS

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Bueno, xiruzada, peço licença para uma intervenção extraordinária e fora da temática esportiva do Pitaco do Guasca. E o motivo é dos mais nobres. Como todo bom gaúcho, eu tenho um apego enorme pelo meu pago. E ele tá cada vez mais em risco, por culpa nossa. Eu não sou do Partido Verde, nem acompanho a moda do tal de COP15. Até acho demagogia tratar do assunto sem que se saia da teoria pra prática.

Tem um galo véio dizendo que o mundo vai acabar em 2012, fervendo de dentro pra fora, como num aparelho desses de microondas (que nunca vai suplantar o bom e velho fogo de chão). Pra mim, é uma grande besteira mas, mesmo não tendo relação direta com o assunto, me fez pensar nas coisas que já vêm acontecendo no mundo. Como todos sabem, eu viajo bastante pro interior. E minha rotina já mudou poor causa das variações climáticas. Tenho ligado para as concessionárias das rodovias ou para as polícias rodoviárias para saber se não houve nenhum deslizamento de terras por causa das chuvas ou alguma árvore caída na estrada por causa dos ventos. E isso tem entrado na rotina, como se fosse normal. Mas, chomisco, não é e nem pode ser!

Tche, uma frase certa que vem do campo e se aplica em qualquer situação da vida é a seguinte: “se plantares milho, nunca vais colher feijão”. O que parece óbvio ululante é muito mais profundo, sobretudo quando adaptarmos para o cotidiano: se eu semear mentira, discórdia, algazarra e falsidade, nunca vou colher verdade, paz e serenidade. Pensem nisso…

Mas o que me leva a vir até aqui é a preocupação com o planeta. Vejo o tal do COP15 e desejo que algo seja feito em termos de governos dos países. Porque se hoje colhemos desarranjos climáticos, tempestades, vendavais, enchentes, extremos de calor e frio, tudo isso é a colheita de uma semeadura porca, repleta de uma incomensurável emissão de gases poluentes, desmatamentos sem controle, mau uso da água, enfim, do desequilíbrio ambiental que nós mesmos causamos, seja as empresas e seus controladores, de forma direta, seja de forma indireta, conosco assistindo de camarote e deixando de fazer a nossa parte.

Sou um cético no que tange a ações governamentais de relevo, porque isso implica interferir nos lucros das grandes empresas e do próprio governo. E aí, amigos, nada é feito. Porque, afinal de contas, dinheiro é ou não é a coisa mais importante da vida!?

Então, convido os amigos a prestar atenção em pequenas coisas da vida, como, por exemplo, em um restaurante, no buffet, não trocar de prato ao repetir. Isso, que se faz em nome de regras afrescalhadas de etiqueta, significa mais um prato a ser desnecessariamente lavado, o que implica um desperdício desinteligente de cerca de um litro de água potável em nome de uma etiqueta démodé, para usar um termo nada gauchesco. Outra coisa simples, como fechar a torneira enquanto se escova os dentes ou faz a barba, reduzir em um minuto o tempo do banho, pode significar uma economia de 15 litros de água. Cada cidadão pode, portanto, deixar de gastar, brincando, 20 litros de água diariamente, o que significa 600 litros/pessoa/mês. Bastante, não? Agora, vamos multiplicar isso, somente pelos últimos 15 anos de nossas vidas… cada um botou fora, desnecessariamente, quase 10 mil litros de água. Projetando mais 50 anos de vida, no mínimo, para cada um de nós, será que podemos admitir que cada um de nós vai simplesmente deixar os nossos descendentes sem cerca de 30.000 litros de água, por culpa de um capricho preguiçoso? É amigos… daqui a 50 anos, só a cidade de Porto Alegre, contando que tenha 2 milhões de habitantes, terá desperdiçado, bobamente, 60 bilhões de litros de água… só por não fechar a torneira enquanto escova os dentes ou por simplesmente trocar de prato no chamado “segundo tempo”. Como os números aumentam, né?

Outras medidas simples podem ser tomadas como evitar ligar o ar condicionado quando não faz tanto calor ou frio (essa, no calor, eu tenho dificuldade), deixar de usar o carro para ir até a esquina comprar pão, etc.

E, por que não, plantar uma árvore? A sabedoria popular diz que todo homem deve ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. Vou mais além: como dificilmente o pessoal terá espaço em suas casas para plantar uma árvore, eu me prontifico a trazê-las e plantá-las em Bom Jesus. E batizo o espaço lá no sítio como “capão do futebol”

Deixo este chasque aos amigos, com o intuito de apenas exemplificar pequenas atitudes e incentivar a reflexão para, quem sabe, fazer surgir outras pequenas atitudes (não só ideias) que podem dar início a uma virada na tendência climática do mundo. Parem e pensem: a cada ano que passa, os problemas climáticos se agravam! Em 2008, Santa Catarina sofreu isoladamente: E esse ano? Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro viveram semanas de angústia. Pessoas estão morrendo por causa disso.

Anos atrás, nada disso se pensava no Brasil. Ciclone era coisa de americano e terremoto, de japonês. E essas duas coisas já acontecem aqui (a segunda, com menos intensidade, mas já se percebe).

E a causa disso tudo, ao fim e ao cabo, está só na mesquinharia e no descaso de nós mesmos. Por isso, o mesmo ser humano que causou isso, pode, com seriedade e a longo prazo, mudar essa história e esse destino. Até quando vamos brincar ou fazer pouco caso disso?

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