NA CARA DO GOL

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# ESTÃO SOBRANDO VAGABUNDOS#

Tinha vários assuntos possíveis de merecer uma coluna hoje. Uma coluna bem escrita, com cuidado e esmero. O final eletrizante do brasileirão em que colorados vibraram com o gol do Grêmio no Maracanã, o título merecido do Flamengo, minhas experiências futebolísticas em Buenos Aires, mas vou deixar estes assuntos para meus colegas e hoje dedicar minhas palavras contra uma categoria cada vez mais presente nos estádios brasileiros.

Eles estão por todo lugar. Chegam em pequenos grupos ou sozinhos, mas na hora da confusão estão sempre aglutinados. Falando alto, provocando algazarra. Não respeitam as autoridades, tendo especial prazer em afrontar policiais. Não raro assaltam outros torcedores ou promovem arrastões. São estimulados pelas drogas, consomem quantidades industriais de álcool ou são movidos puramente pela sem-vergonhice e certeza de impunidade.

Usam as torcidas organizadas como veículo para extravasar suas frustrações. Por serem pobres, desempregados, terem baixa autoestima, feios, péssimos pais, drogaditos, não terem namoradas, cornos, terem o pênis pequenos,serem sádicos ou simplesmente vagabundos. Quando decidem agir, agridem qualquer ser vivo que está na sua frente e depredam o patrimônio alheio, muitas vezes do proprio clube que supostamente torcem e amam. Anseiam pelo confronto. E quando este acontece exalam covardia pois na totalidade das vezes estão em maior número.

Estão por todo lugar. Em São Paulo, agredindo o jogador Vagner Love. Em Curitiba ,na turba que quase destruiu o Couto Pereira. No Rio de Janeiro na festa do Flamengo ( até quando são campeões eles brigam). No aeroporto Salgado Filho ameaçando jogadores do Grêmio as 00:30 da manhã (porque vagabundo mesmo é aquele que vai domingo á noite no aeroporto xingar o seu time… será que eles não trabalham na segunda ou não tem mulher em casa para tomar conta?)

Muitas vezes dizem que são uma minoria? Acredito, mas será que são tão poucos? Duvido. Porque lá em Curitiba tinha MUITA GENTE no confronto contra a Polícia. Pelo menos umas 500 pessoas. São muitas pessoas com problemas que usam o futebol como válvula de escape para as suas frustrações. Não se importam se vão machucar os outros . Querem apenas extravasar seus instintos animais.

As ferramentas para acabar com isso estão aí: Câmeras  para identificá-los, maior rigor da polícia nos estádios, penas mais pesadas para os infratores e extinção das torcidas organizadas em todo o Brasil. Basta que sejam aplicadas estas medidas com certeza os episódios de violência diminuirão drasticamente. Os clubes tem que parar de ser populistas e tolerarem este tipo de gente só porque alguns são sócios e rendem votos nas eleições. Em cada ato de selvageria explícito torcedores pacíficos acabam por abandonar os estádios devido a intolerância de animais.

Depois do que vi domingo… não tenho como deixar de pensar se não vale a pena parar de ir ao estádio e poupar-me dessa selvageria.

” De vez em quando você precisa dar uma parada e visitar a si mesmo.” Audrey Giorgi

Abraços a todos!!!

4 Respostas to “NA CARA DO GOL”

  1. Flávio pardini Says:

    Muito bom artigo. Gostaria de adicionar que muitos cartolas utilizam o futebol como um trampolim para a vida política. Assim protegem e incentivam as torcidas organizadas na certeza de receber caminhões de votos nas eleições para prefeitos, deputados senadores e governadores.
    Também existe a imprensa populista que exalta negativamente os torcedores levando aos com menos luzes agir como animais. Esse caso é muito comum inclusive em rádios gauchas…lembram do episódio de vamos queimar a bandeira, vamos matar tal time de outro estado… pois bem…
    Deste modo não é a toa que a baderna promovida no Couto Pereira encontre-se em outros meios de nossa sociedade.
    Mas não fiquem preocupados… a COPA será perfeita pois os interesses serão outro$$$$$$

    • junigol Says:

      Concordo contigo Flávio. E infelizmente no Brasil é regra geral, muitos são influenciados por isso na época das eleições. As pessoas não separam a preferência clubística da política. Quem nunca ouviu algum amigo ou parente dizer: ” Eu não voto nele porque ele é colorado.” ou “Voto nele porque ajudou o Grêmio.” Isso é quase caso de analfabetismo político. Deveriam cassar o título de eleitor dessas pessoas. Penso assim, digo logo e respeito as opiniões contrárias: FUTEBOL, RELIGIÃO E POLÍTICA NÃO SE MISTURAM.

  2. mzerbes Says:

    Esta é uma das grandes mazelas do futebol. E não é especificamente o futebol nacional. O futebol (mundial) está doente. O pior de tudo é que os infratores (não tenho como chamá-los de torcedores) são uma pequena parcela. Todavia, uma pequena parcela que atinge a maioria. Violência afasta as pessoas boas do estádio. Os hooligans assombram os torneios europeus, enquanto os barras-bravas assombram os campeonatos sul-americanos…

    Eu, por exemplo, desde que levei uma pedrada no braço, ao adentrar as dependências do Estádio Beira-Rio, naquele distante Gre-Nal em que o Grêmio venceu o Time da Beira do Lago por 2 a 1 (com gols de Ronaldinho e Warley), NUNCA mais voltei ao estádio do co-irmão. Aquela pedrada poderia ter sido na minha cabeça…e aí, meus amigos, talvez eu não estivesse aqui conversando com vocês…

    A violência no futebol precisa acabar… antes que a violência acabe com o futebol…

  3. gustavo Says:

    Um absurdo total. Não por acaso o Junior escreveu essa excelente matéria. Realmente, o espetáculo do futebol cedeu espaço para o espetáculo bestial, em que os meio-homens se tornam homens quando em multidões e quando (pensam eles) não são identificáveis.

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