O Legado do Último Ídolo Gremista

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Tcheco não é mais jogador do Grêmio. Anderson Simas Luciano, nascido em 11 de Abril de 1976, mais precisamente na cidade de Curitiba, atualmente medindo 1,80 m e pesando 77kg, ganhou a alcunha de “Tcheco” ainda quando criança. Começou a carreira profissional no Paraná Clube-PR/BRA em 1994, clube em que jogou até 1998. Em 1999 Tcheco jogou pelo Esportivo-RS/BRA, clube da cidade dos vinhedos Bento Gonçalves, no interior do Rio Grande do Sul. Entre os anos de 2000 e 2002 Tcheco atuou pelo Malutrom-PR/BRA, voltando a atuar no futebol paranaense e se destacando. Neste ano de 2002, ele ainda haveria de ser contratado pelo Coritiba-PR/BRA, clube que haveria de fazer o seu futebol despontar para o mundo.  Em 2003, foi o líder de um Coritiba-PR/BRA que obteve a vaga na Copa Libertadores da América e contava no elenco com Marcel, Roberto Brum e Lima. Foi então que o Al Ittihad/ARS levou Tcheco para a Arábia Saudita, onde atuou entre os anos de 2003 e 2005, ganhando muita fama na Ásia, jogando o Mundial de Clubes pelo time saudita, inclusive dando um calor no São Paulo-SP/BRA nas semifinais (3 a 2 para os paulistas e com muito suor), tornando-se “O Rei das Arábias”, segundo a imprensa daquele país. Em 2005 Tcheco haveria de ter uma passagem muito rápida e decepcionante pelo Santos-SP/BRA. Passou grande parte do ano lesionado. Retornou no ano seguinte ao Al Ittihad/ARS, para então se transferir para o Grêmio em 2006 e viver uma verdadeira história épica de amor, batalhas sangrentas e muita doação e identificação com o maior clube do Estado do Rio Grande do Sul.

No Grêmio, em pouco tempo, Tcheco virou capitão do time, ídolo da torcida, referência e símbolo de uma geração. Foi bicampeão gaúcho (2006/2007), vice-campeão da Copa Libertadores da América (2007) e vice-campeão do Campeonato Brasileiro (2008). A campanha do Grêmio deflagrada em 2007 pela Copa Libertadores da América se deve (e muito) a Tcheco. Ele marcou gols impossíveis, inimagináveis, foi o goleador do time naquele torneio, praticamente levando o time nas costas, quando os “aspirantes a craques na época” Diego Souza, Lucas e Carlos Eduardo se imiscuiam. Foi marcante. Há anos que o Imortal Tricolor não chegava a uma final de Libertadores. Viradas épicas contra São Paulo-SP/BRA, Santos-SP/BRA e Defensor/URU levariam o Grêmio à grande final ante o poderosíssimo Boca Juniors/ARG de Roman Riquelme, Palácio e Palermo.

Tcheco foi meu último ídolo, como torcedor fanático que sou da instituição Grêmio Football Porto-alegrense. Sempre o defendi. Sempre comprei briga com todos por ele. Sempre fui caçoado por meus amigos céticos e (até certo ponto) “secadores”. O fato é que Tcheco teve três anos brilhantes de Grêmio: 2006, 2007 e 2008. Levou o time nas costas na Libertadores 2007. Conduziu o Grêmio a campanhas exuberante nos Brasileirões de 2006 (terceiro lugar) e 2008 (vice-campeão), todavia, a idade começou a pesar para o craque gremista. Como todos sabem, jogadores de futebol com 33 anos começam a perder gradualmente as suas potencialidades, e com Tcheco não é diferente. Ele não tem a mesma explosão muscular. Ele não tem a mesma força. Ele não tem a msma combatividade. E agora, neste ano de 2009, ganhou um “plus a mais”: resolveu reclamar demasiadamente e levar cartão amarelo em todos os jogos, agindo como se um atleta das categorias de base fosse.

Sinceramente, Tcheco deveria encerrar a carreira ao final deste ano. Na tarde de ontem, o jogador, seus procuradores e a direção tiveram uma reunião e ficou definida a saída do ex-capitão. Ele provavelmente irá para o Corinthians Paulista-SP/BRA de Mano Menezes (seu treinador no Grêmio em 2006 e 2007) ou para o Atlético-MG/BRA de Celso Roth (seu treinador no Grêmio em 2008 e 2009). Tcheco estará com 34 anos, e certamente (se for prudente) parará de jogar ao término do ano de 2010, sob pena de encerrar a sua carreira em baixa. Ele foi extremamente importante para o Grêmio nestes últimos anos, porém, é chegada a hora de sair. É preciso renovar. É preciso mudar o vestiário gremista. Acredito que com 4 contratações de peso o Grêmio terá condições de ganhar todos os títulos em 2010: Reasco (lateral-direito equatoriano da LDU/EQU), Tinga (volante brasileiro do Borussia Dortmund/ALE), Hugo (meia-esquerda do São Paulo-SP/BRA) e Borges (atacante brasileiro do São Paulo-SP/BRA). Vá com Deus, Capitão! Quero queimar a minha língua, e que tu sejas muito feliz no clube que defenderás em 2010! A torcida gremista agradece pelos seus serviços e o aguarda para colocar os pés na Calçada da Fama do Imortal Tricolor! Teu nome está gravado (eternamente) na história deste clube…

Tchüss!!!

Uma resposta to “O Legado do Último Ídolo Gremista”

  1. gustavo Says:

    Vai fazer falta. Um cara de fibra, organizador de meio campo, inteligente, pelo jeito um excelente profissional e um baita ser humano, agregador de vestiário.

    Tudo na vida tem início, meio e fim. Pena que o ciclo do Tcheco se encerrou sem um grande título. Ele e o Grêmio mereciam.

    A entrevista dele hoje, dizendo que não comemorará gol se marcar contra o Grêmio no Olímpico é de arrepiar.

    Obrigado, capitão!

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