CAMPEONATO GAÚCHO – parte 1 – história e primeira edição

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Ao ler a coluna da semana passada do de “NA CARA DO GOL”, do nosso amigo Junigol, na qual ele contou a história dos irmãos Pontes, do Gaúcho de Passo Fundo, percebi que aquela coluna cairia como uma bainha de adaga na coluna deste que vos deixa este chasque. E troncho de inveja, me dei conta que o “Pitaco do Guasca” precisa abordar mais o futebol gaúcho. Vou começar pelo nosso campeonato, na parte histórica. Justamente no ano em que o Campeonato Gaúcho completa 90 anos.

Até 1960, o Campeonato gaúcho era regionalizado, ou seja, subdividido. Os campeões citadinos disputavam a fase regional e os campeões das regiões jogavam o Estadual. Por isso, até então não se tinha mais de um representante da Capital e região na disputa do campeonato Estadual. Bem ou mal, apesar de não ser unificado, antes não se tinha um domínio tão grande da dupla Gre-Nal. Tanto é verdade que, depois de 1960, somente Caxias (2000) e Juventude (1998) quebraram, uma vez cada um, a hegemonia de Grêmio e Inter. Hoje o calendário não permite, mas fico triste ao ver extintos os campeonatos citadinos. Quem é do interior sabe o que é ver estruturas de futebol sucateadas, abandonadas nas cidades onde, outrora, o futebol moveu paixões e multidões. Mas, deixando a nostalgia de lado, vamos aos números.

A primeira edição do campeonato era para ter sido feita em 1918, ano em que foi criada a Federação Rio-Grandense de Desportos. Mas foi adiada devido a uma forte epidemia, a “gripe espanhola” que assolou o Estado. Vejam, em 1918, uma epidemia já era tratada com mais responsabilidade do que hoje. Talvez porque o futebol não fosse refém das TVs e dos patrocinadores, mas a inteligência e o bom senso acabam quando começa o interesse econômico…

Bueno, o fato é que o primeiro campeonato gaúcho de futebol foi organizado oficialmente em 1919. Foi o primeiro campeonato REALMENTE estadual do país, já que, nos outros estados, os campeões citadinos eram declarados campeões estaduais. E aqui, os campeões citadinos se enfrentavam em regiões e os campeões das etapas regionais disputariam o estadual.

Assim, o primeiro gauchão foi dividido nas seguintes Regiões: 1) Região de Porto Alegre-São Leopoldo; 2) Região de Pelotas-Bagé; 3) Região de Cruz Alta; e 4) Região de Uruguaiana-Livramento. Os representantes das fases Regionais foram: Grêmio e Nacional (São leopoldo), pela Região 1; Brasil de Pelotas e Guarany de Bagé, pela Região 2; (Desconhecido), pela Região 3; Uruguaiana e 14 de Julho, pela Região 4.

Achei ser uma fórmula interessante e bem lógica, mas eis que, para a disputa da fase Regional, todos os times, à exceção de Grêmio, 14 de julho e Brasil de Pelotas, perderam o prazo para a inscrição dos atletas e foram eliminados. Classificaram-se para a final os escretes de Grêmio, que segundo consta, vencera o 14 de julho por 4 a 2 (mas algumas publicações desconsideram esse fato) e Brasil de Pelotas.

O Grêmio Esportivo Brasil, à época ainda chamado de Grêmio Sportivo Brasil, era atual tricampeão da liga pelotense e mais, nos últimos 3 anos, registrava apenas uma derrota, exatamente para o Grêmio FBPA, em 1917.

O jogo final, ocorreu em Porto Alegre, no Estádio da Baixada, famoso Fortim da Baixada, primeiro estádio do Grêmio, localizado no bairro Moinhos de Vento. Era partida única, na qual o vencedor sagrar-se-ia campeão gaúcho. E o Brasil de Pelotas não se ‘achicou’ pelo fator local: formado por modestos e honrados operários, goleou o Tricolor por 5 a 1, levantando o primeiro caneco gaúcho da história. Este foi o único título do time pelotense.

Logo no início da partida o GEB já fazia 2 a 0, gols de Proença aos 12 minutos e Ignácio aos 19. O Grêmio ainda conseguiu descontar no primeiro tempo, com um gol de Máximo aos 28 minutos. O primeiro tempo encerrou assim, mas no segundo tempo, Proença, já mexeria no placar logo aos 4 minutos. Fulminante, o Brasil faria mais um gol ainda no início do segundo tempo, com Alvariza aos 6 minutos; e Proença, o nome do jogo, decretaria o fechamento da goleada, marcando o último tento aos 26 minutos da etapa final.

A comemoração foi intensa e perdurou as 19 horas que levaram a volta para Pelotas, feita de navio, a bordo do vapor “Itaberá”. Na chegada, o comandante fez disparar os canhões de bordo e acordou a cidade, que foi inteira receber seus campeões e seguir a comemoração na sede do clube.

Foto dos campeões:

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Escalações:
GRÊMIO: DEMÉTRIO Silveira; Pedro PINTO e Jorge Tavares PY; DORIVAL Fonseca, Francisco Fernandes – CHIQUINHO e Luiz ASSUMPÇÃO; Oscar GERTUM, Severino Franco da Silva – LAGARTO, MÁXIMO Laviaguerre, Alcides MENEGHINI e Walter Lewis – LIVI.
BRASIL: Oswaldo FRANCK; Francisco NUNES e ARY Xavier; FLORIANO Lourenço, Pedro ROSSELLI e Waldomiro Victorio – BABA; Jorge FARIA, Alberto CORREA, Pelágio PROENÇA, Ignácio GERLACH e Ismael ALVARIZZA

Sei que vai ficar BASTANTE extenso, mas vou citar a íntegra da matéria do Correio do Povo, de 11/11/1919:

Notas Sportivas
FOOT BALL

Como era esperado, alcançou o mais franco sucesso o match
jogado na tarde e ante-ontem no Ground do Moinhos de Vento, para a
disputa do Campeonato Estadual. Concorreram a essa prova as equipes do
Grêmio Sportivo Brasil, Campeão da Liga Pelotense e o Grêmio Foot Ball
Portoalegrense, Campeão da Associação Portoalegrense de Desportos.
Pela primeira vez foi disputado o Campeonato Estadual, sob os
auspícios da Federação Riograndense de Desportos e o honroso titulo de
Campeão coube a equipe do foot-ball pelotense. É lamentavel que os
portoalegrenses tenham deixado ir para Pelotas o Campeonato Estadual,
quando á esse título, o foot-ball portoalegrense tinha todas as razoes
para aspirar. Os rapazes do campeão local não corresponderam ás
espectativas do nosso mundo sportivo, o qual na tarde de ante-ontem,
esperava, que o foot-ball portoalegrense desse mais uma prova de seu
valor.
Em materia desse sport, estamos evidentemente retrocedendo. De
quem é a culpa?
Dos players portoalegrenses, que não procuraram trenar e não
melhoraram sua tactica. Dos players gremistas, que não só tinham a
zelar o brilhante passado do club do Moinhos de Vento, como do
foot-ball portoalegrense, se podia exigir melhor defeza se seus
créditos sportivos. E mais uma vez lamentável foi o resultado do score
tão elevado, com que os pelotenses nos venceram, na pugna de domingo,
em que os os rapazes do sul, demonstraram, assim, que são mais
adiantados no seu modo de jogar. A derrota de domingo, nos servirá de
licção e aguardaremos outra oportunidade para que o foot-ball
portoalegrense possa restaurar, suas tradições que como é sabido, são
as mais honrosas.
Agora nos ocupemos dos vencedores do Campeonato Estadual de
1919. O foot-ball pelotense, nesta pugna, teve uma exellente
representação, superior ainda ao que se esperava. Os onze jogadores do
Grêmio Sportivo Brasil, não descuidaram um momento para vencer o seu
adversario, fazendo todo o possivel para se sair honrosamente. A sua
victória, não sofre a mínima contestação, representando ella o esforço
da inteligência dos onze hábeis players. A sua actuação deixou a
melhor impressão e os aplausos que receberam, durante o match, foram
uma prova evidente de que souberam jogar com muita tactica e vencer
como se deve.
É justo o júbilo dos pelotenses; é justa a victória do Grêmio
Sportivo Brasil, e tanto mais digno de apreço, porque ela foi
conquistada com players patricios, que aprenderam a jogar, e se
fizeram fortes, excluisivamente nos grounds de Pelotas. Portanto, o
Campeonato Estadual desde anno, coube a legitimos players gaúchos,
facto mais nos enche de orgulho porque assim, demonstranos que, no
foot-ball, temos conterrâneos que sabem cultivar esse sport, como ele
merece
Depois das 14 horas, já era avultada a assistencia de
espectadores que se achava no Ground do Moinhos de Vento, ávida de
apreciar o desenrolamento do match do Campeonato Estadual. Aquela
hora, houve uma prova preliminar entre o 2º team do Grêmio Foot Ball
Portoalegrense e o de igual cateria do Sport Club Cruzeiro. Esta pugna
despertou bastante interesse, tendo o jogo corrido debaixo de franco
entusiasmo. A equipe cruzeirista, mesmo sem training, deu prova de
jogar bem, enfrentando galhardamente o seu rival, que é detentor do
Campeonato de seguntos teams deste anno. Nada faltou aos cruzeiristas,
para não desmerecerem, vencendo o Grêmio Portoalegrense por uma
diferença de um goal. Na primeira phase o Cruzeiro marcou tres goals e
o Grêmio
Portoalegrense, um tento tendo sido este por meio de um penalty. No
segundo half-time, o Cruzeiro marcou mais um goal a seu favor e o
Grêmio, mais dois, finalizando o match com este score. Sport Club
Cruzeiro 4-3 Grêmio Foot Ball Portoalegrense. Á saída do ground, a
equipe vencedora que foi bem dirigida pelo player Faillace, recebeu
ovações delirantes pelo modo com que se portou.
Terminada a prova dos segundos teams, entraram no ground as
elevens do Brasil e do Grêmio Portoalegrense. A entrada dos pelotenses
foi saudada com uma salva de palmas, tendo sido ao representativo
capitão offerecido um bello bouquet de flores pela equipe local. Após
essas homenagens de provas de confraternização dos mundos sportivos
pelotense e portoalegrense, sorteou-se o kick-off. Sendo favorecido no
sorteio o Grêmio Portoalegrense, opinou pelo goal favorecido pela
sombra jogando assim, o Brasil contra o sol.
Logo de saída, os gremistas perdem a bola para o Brasil, que
num rápido ataque, obriga os locais a se defenderem. Tornando a
offensiva, os gremistas perdem um bom passe de Meneghini, numa nova
investida, os locais são repelidos pelo back Ary. Deante os primeiros
ataques dos portoalegrenses, os pelotenses mantem-se indecisos por
alguns minutos, afim de verificar quaes eram os pontos fracos dos seus
contentores. Usando essa táctica, fácil foi-lhe saber aos visitantes,
quaes eram as condições dos nossos. Verificando que as extremas dos
halves do Grêmio, não eram firmes, os rapazes do Brasil, por essas
extremidades iniciaram a sua offensiva de uma firmeza de admirar á
avultada assistência. A assistência que a princípio torcia pela
victória dos nossos, foi aos poucos se manifestando pelos nossos
visitantes deante do jogo brilhante de combinação desde os backs até
os forwards. Já então passavam cinco minutos e já Demétrio havia
defendido um perigoso corner e um violento tiro do ágil Proença,
quando os pelotenses começaram a fazer sentir o seu peso para depois
tirar o necessário resultado. Gertum tetando escapar, faz um passe a
Meneghini, que este não approveita, devido a prompta intervenção de
Nunes, que, se mostra assim, um back seguro. Mais dois ataques os
pelotenses levam a effeito, sendo que num golpe de cabeça, Proença põe
fora a bola, o mesmo se dando com Gerlach, que dá um tiro, que passa
rente a rede. O Brasil vai assim, aos poucos , recuperando a sua calma
de actuar, trazendo em polvoroza a équipe do Grêmio, a qual não se
sente bem deante dessas perigosas offensivas. Py chega a rebater um
bom ataque do Brasil passando assim aos dez minutos com uma leve
superioridade dos pelotenses. Estes firmam-se sempre na sua táctica de
actuar e na combinação, marcando bem Lagarto, que em suas poucas
escapadas, constitue um perigo para os visitantes.
Aos 12 minutos, em consequencia de um ataque, feito pela extrema
direita Proença, com a cabeça, recebe a bola e numa magistral
avançada, envia-a dentro da rede gremista. O keeper Demétrio foi sem
dúvida o causador deste ponto, pois si tivesse agido com mais
agilidade, facilmente telo-ia evitado. Diante desse feito dos
pelotenses, os gremistas tentam atacar, mas nada conseguem, porque os
rapazes do Brasil mostram que sabem actuar de qualquer forma, indicado
na verdadeira regra da association.
Cinco minutos depois da marcação do primeiro ponto, os visitantes
fizeram mais um goal, que o juiz annullou-o, por ser feito em
condições off-side. A anulação desse ponto, não impressionou os
pelotenses, porque dois minutos depois, conquistavam, entre ovações,
mais um goal, por intermédio de Correa que soube aproveitar um bom
passe do ágil extrema Farias. Seguiu-se uma carga do Gr~emio, que é
mais uma vez annullada, com grande maestria, por parte dos pelotenses,
que reiniciam sua offensiva, dão dois tiros sem resultado apreciável.
Py, apossando-se da bola, envia-a aos seus dianteiros, os quaes
procurando avançar, obrigam Nunes a commetter um corner, aos 28
minutos. Bem dado por Gertum, a bola foi aparada, com a cabeça de
Máximo, que num golpe envia na rede dos visitantes de baixo de
applausos calorosos.
O jogo, proseguindo, manten-se no centro do campo, por alguns
minutos, até que os gremistas, melhorando a sua combinação, fazem bons
ataques, destacando-se do seu conjunto o player Lagarto. Livi, como
extrema, prejudica a actuação do quinteto local que se mostra resentir
da falta de Bruno. Os dois tiros de Gertum são bem defendidos por
Franck, que mostra possuir certa agilidade, na sua posição, e um outro
tiro de Meneghini passar por cima da trave. Dos 30 minutos em diante,
o jogo se manteve parelho, porem com cargas melhores dirigidas pela
equipe visitante. Esta, nos últimos dez minutos desmoreceu um pouco,
parecendo aos assistentes, que se achava um tanto cançada. Mesmo
assim, os gremistas não souberam tirar partido, pois actuando com
pouca calma, não souberam marcar os principais elementos que possue o
Brasil. Proença, distribuindo bem o jogo, constitue nas arrancadas o
terror da cidadella dos Campeões de Porto Alegre. Demétrio, Py e
Dorival, defendem quase ao finalizar da primeira phase do math, três
fortes cargas dos pelotenses, terminando esta partida com o score
seguinte: Grêmio Sportivo Brasil 2-1 Grêmio Foot Ball Portoalegrense
A impressão que se teve dos pelotenses foi optima, no primeiro tempo.
Essa impressão, melhorou ainda, no segundo half-time, quando elles
souberam ingringir uma terrivel derrota aos representantes do foot
ball portoalegrense. Depois da marcação do 3º goal, por parte do
Campeão de Pelotas, os portoalegrenses desmoreceram completamente,
actuando sob uma dolorosa impressão de totos que faziam votos pela
victória da équipe representativa de Associação de Desportpos
Portoalegrense.
Ao iniciar a segunda phase da pugna, Chiquinho annullou uma escapada
do quinteto visitante e Gertum, procurando escapar, nada consegue, por
estar bem marcado. Voltando a bola aos pés de Proença, este dá um tiro
muito alto e, em nova investida, os pelotenses obrigam Demétrio, a
defender um tiro alto. Passavam quatro minutos, quando aproveitando
uma centrada da extrema direita, Proença marca o 3º goal.
Proseguindo a pugna, os gremistas accentuam as suas indecisões, no
modo de jogar, ao passo, os pelotenses redobram na sua firmeza de
actuar. Dois minutos depois, ao feito acima Alvariza, que se mostra um
bom extrema faz o 4º ponto. E assim goal sobre goal, firma-se a
victória dos pelotenses no Campeonato Estadual.
Proseguindo a pugna, sempre com a superioridade da equipe vencedora,
Py defende um perigoso corner e Demétrio faz duas boas defesas. Os
gremistas tentam ainda mais uma vez carregar, porém, a indecisão de
sua defesa, não lhes dá coragem precisa, para atacarem os já Campeões
do Estado. Aos 26 minutos, por meio de passes feitos de cabeça, os
pelotenses acercam-se, em peso, da cidadella portoalegrense. Ainda com
um kick de cabeça, Proença o ágil center-foward, marcou o 5º e último
goal da equipe pelotense. Deante desse feito, os visitantes
desenvoveram um belo jogo de passes e driblings, emocionando, assim o
público, que tomado de delírio, não cessa de apladí-los, até que o
match terminou com este score: Grêmio Sportivo Brasil 5-1 Grêmio Foot
Ball Portoalegrense.
Ao retirar-se do ground, novas ovações se fizeram ouvir, aos
pelotenses, que na pugna de ante-ontem, confirmaram a fama de que
vinham precedidos. A sua equipe atuou com muita calma, demonstrando
ser homogenea, mas de seu conjuncto, se destacam: na defesa Nunes,
como back; Rosselli e Victório, como hales e Proença, Faria e
Alvarizza como ageis fowards. Estes foram os players que mais se
destacaram no match de domingo e quanto aos demais, não demonstraram
serem nada superiores. Ary Xavier, que quando aqui esteve defendendo
as cores do Internacional, veio com um jogo muito melhorado e firme.
Quanto ao eleven portoalegense, não correspondeu a espectativa,
destacando-se apenas Lagarto e Py, que tudo fizeram para que o
insuccesso do foot ball local não fosse maior.

Tche, me arrepia ler isso. Futebol na origem. Respeito, devoção e espírito esportivo. Como eu queria ter visto isso e vivido esse tempo…

5 Respostas to “CAMPEONATO GAÚCHO – parte 1 – história e primeira edição”

  1. mzerbes Says:

    Clap, clap, clap, clap, clap… (onomatopéia carcaterizando o som de palmas)

    OBS: um dos melhores posts deste blog;

    OBS 2: o melhor pitaco já dado pelo Guasca (hehe);

    OBS 3: simplesmente fenomenal a história (sendo que eu já havia ficado pasmo quando o Estimado Colunista havia me dado “uma palhinha” sobre a sua coluna antes de iniciar o futsal de ontem à noite);

    OBS 4: tempos em que o dinheiro não mandava nos campeonatos, mas sim, a qualidade dos jogadores dos times e o poder de cada torcida.

  2. junigol Says:

    Meu amigo, que maravilha… levei uns 30 minutos lendo e relendo tudo.
    E vou ler novamente. Excelente trabalho de pesquisa. É um prato cheio para os amantes de história.
    Estou ansioso pelos próximos “pitacos” hehehe.

  3. Gustavo Says:

    “É bom esse Proença!”

    hehe… Zerbes e Junior, obrigado pela generosidade. Já era hora de eu tentar me aproximar do nível dos demais blogueiros que, em termos de conhecimento futebolístico, sobretudo, estão muito além de mim.

    Abraço!

  4. Luiz Conceição Says:

    Prezado Amigo…meu primo levou ao meu conhecimento o teor desta página. Tio Proença, figura amada, era casada com minha tia-avó, Ignacia dos Santos Proença, tia Guxa. Após o seu falecimento e de Tia Guxa, resolveram os herdeiros legar-me uma jóia preciosa que pertencia ao meu amado Tio. Assim, fui brindado com o anel de ouro ofertado a cada um dos campeões de 1919, ao meu Tio inclusive. O anel tem o formato do distintivo do nosso xavante, com as inicias estilizadas PP (Pelávio Proença) e, na parte interna as iniciais GSB (Gremio Sportivo Brasil) e a inscrição ” campeão estadual 1919 “. Foi um grande prazer ler esta matéria, verdadeiro resgate histórico, cujo conteúdo vai para o histórico da família. E vou dizer-te mais uma curiosidade: Tio Proença, segundo diz o pessoal da família, num jogo com o arqui-rival do Brasil naépoca, o Ideal, depois de fazer três gols, foi alvejado com três tiros pelo Presidente deste clube, irritado com a mais do que provável eficiência e competência de meu tio; uma pessoa extraordinária que muijto amávamos e – por que não dizer? – ainda amamos. Obrigado.

  5. Guasca de Bom Jesus Says:

    Luiz, que baita história! muito obrigado pelas palavras.

    Fantástica essa história dos tiros que o Senhor Pelávio Proença tomou do presidente do adversário! renderia uma ótima matéria e seria um prazer publicar, se por acaso tiveres mais detalhes do jogo.Se quiseres e não for algo invasivo à privacidade, seria ótimo anexar uma foto do anel que ganhaste a esta matéria, sobre seu tio! O futebol gaúcho precisa dessas histórias!

    Abraço!

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