O Que Há com Autuori?

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Paulo Autuori: o treinador carioca passa o seu pior momento no Imortal Tricolor. FONTE: GloboEsporte.com

Paulo Autuori: o treinador carioca passa o seu pior momento no Imortal Tricolor. FONTE: GloboEsporte.com

Desde o início, fui um dos defensores da vinda deste treinador para as bandas da Azenha. Tinha (como tenho até hoje) a convicção de que Paulo Autuori é um tremendo de um técnico, e que ainda trará muitas conquistas ao Imortal Tricolor. O currículo do treinador fala por si só: campeão brasileiro/1995 com o Botafogo-RJ, campeão mineiro e da América/1997 com o Cruzeiro-MG, campeão peruano/2001 com o Alizana de Lima/PER, campeão peruano/2002 com o Sporting Cristal/PER, e campeão da América e do mundo/2005 com o São Paulo-SP. Paulo Autuori de Mello nasceu em 25 de Agosto de 1956, é graduado em Educação Física pela Universidade Castelo Branco, graduado em Administração Esportiva pela PUC-RJ, e formado em curso para treinadores de futebol pela UERJ. Autuori já treinou a Seleção do Peru, o Kashima Antlers/JAP e o Benfica/POR também.

Mesmo tendo um ótimo currículo e um bom grupo de jogadores a sua disposição, Paulo Autuori ainda não conseguiu implementar as suas idéias no Grêmio. Isso é nítido. Pelo Imortal Tricolor, o treinador detém um retrospecto apenas razoável: 47,38% de aproveitamento, em 19 jogos, dos quais obteve 7 vitórias, 6 empates, 6 derrotas, 31 gols a favor, 23 gols contra e um saldo positivo de 8 gols. Sem culpa na campanha da Copa Libertadores da América, Autuori tem na sua passagem pelo Grêmio pontos muito positivos: a vitória no Grenal do Centenário e as muitas goleadas pelo Campeonato Brasileiro jogando em casa. Contudo, há pontos negativos também: as necessárias vitórias fora de casa (que estão para vir, mas nunca vêm) e as “invencionices” dos últimos jogos.

No meu entender, é preciso fixar um time titular de uma vez por todas e treiná-lo para sufocar o adversário. Marcação sob pressão. Não basta querer ocupar os espaços, como vem pleiteando Autuori. Mas concordo com ele que não é necessário fazer faltas. Se o jogador “chegar inteiro no lance”, cometer falta se torna algo totalmente desnecessário.  A postura que o Grêmio vinha adotando em casa (até o jogo ante o Vitória-BA no qual Autuori “inventou” mais uma vez) era perfeita: marcação sob pressão o tempo todo, jogadas laterais rápidas, troca de passes rápida, poucas faltas e competência para fazer os gols. Mas até isso Autuori estragou na última rodada, quando empatou com o Vitória-BA em pleno Estádio Olímpico Monumental. Inventou colocando Túlio na lateral-direita, e retirou Tcheco (capitão do time e  pulmão do meio de campo) para colocar o ridículo Douglas Costa. Os baianos não venceram o jogo por incompetência de seus atacantes (Neto Berola e Roger). Foram duas bolas na trave e ampla vantagem a título de posse de bola. Após a torcida esbravejar pedindo a entrada de Tcheco, Autuori cedeu e o Grêmio transformou-se. Voltou a ser o velho Grêmio de forte pegada. De um cruzamento de Tcheco, saiu o gol de número 11 do atacante Jonas, goleador do Brasileirão. O Grêmio ainda poderia ter vencido no final, não fosse Jonas perdeu um gol incrível de fronte para o goleiro Viáfara. Adílson e Réver fizeram as suas piores partidas atuando com a camisa do Grêmio.

Mas o problema todo, é que aulo Autuori já vem errando há alguns jogos (fundamentalmente nas partidas fora de casa). No jogo contra o Botafogo-RJ cometeu o erro crasso de querer retrancar o time (faltando 22 minutos para o término da partida) para garantir a vitória de 3 a 2. Retirou o melhor em campo até então e autor de dois gols (Jonas), para colocar um jogador de características defensivas e sem ritmo de jogo (Makelele). O empate era questão de tempo. “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. O gol “espírita” de Leandro Guerreiro nos minutos finais não foi originado por obra do azar gremista, mas por culpa de Autuori. Fechando o time, ele chamou o adversário para o campo de defesa do Grêmio. Lamentável. Erro primário. No jogo anterior peleyado fora de casa, Autuori já cometera o mesmo erro, ao tentar garantir um resultado com uma retranca. O treinador do Grêmio só sabe jogar pra frente. Ele não sabe se retrancar. Então porque razão ele inventa? Inconcebível. Para dar um basta a toda esta problemática, é preciso colocar Adílson no banco, o “mestre na matéria de errar passes”. Outra: Douglas Costa já teve as suas chances e nada mostrou. Ele não passa de uma opção para a segunda etapa dos jogos. Chega de contestar a titularidade de Tcheco!Além disso, porque não podemos jogar com um lateral-direito de origem? Chega de improvisações! Sendo assim, eu escalaria o Grêmio ante o Náutico Capibaripe-PE na próxima rodada com a segunte formação: Marcelo Grohe; Joílson, Mário Fernandes, Réver e Lúcio; Túlio, Fábio Rochemback, Tcheco e Souza; Jonas e Maxi López. Já seria um bom começo para se ganhar fora de casa, meu caro Paulo Autuori…

Tchüss!

2 Respostas to “O Que Há com Autuori?”

  1. RodriNIGHT Says:

    Infelizmente o campeonato vai acabar e vamos continuar esperando o Grêmio deslanchar…

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