Archive for setembro \30\UTC 2009

CAMPEONATO GAÚCHO – parte 2 – história do primeiro campeão.

setembro 30, 2009

Semana passada eu decidi escrever mais sobre o nosso campeonato gaúcho, que entendo ser subvalorizado. Já foi chamado de cafezinho, cede espaço para outras competições mas, ao final das contas, é o primeiro título que um clube grande tem de vencer no ano. E todo bom gaúcho cultua o pago. Portanto, valorizemos mais o triunfo nos nossos domínios, para poder saborear melhor as glórias longe do nosso território.

Bueno, hoje me dedico a falar do primeiro campeão gaúcho, o Grêmio Esportivo Brasil, o nosso querido Brasil de Pelotas. Inicialmente chamado de Grêmio Sportivo Brasil, o clube foi fundado em 07/09/1911. E a história dessa instituição tem curiosidades muito interessantes.

A primeira delas está nas cores. Em função da data (comemorativa da independência do País), as cores do clube inicialmente foram verde e amarelo, semelhante às do E.C. Pelotas. Este fato gerou muita polêmica à época. Reza a história que este é o fato gerador da grande rivalidade que existe entre os clubes. Para resolver o impasse que se formou, o G.E.Brasil resolveu trocar de cores. Assim, como o Pelotas inspirou-se nas cores do Clube Caixeral (azul e amarelo) para seu fardamento, o G.E.Brasil resolveu adotar as cores do Clube Diamantinos (vermelho e preto), mudando então as cores do fardamento.

Outra curiosidade é a forma como o clube foi fundado. Tudo começou após uma divergência entre dirigentes e jogadores do Sport Club Cruzeiro do Sul, que era dirigido e mantido por funcionários da Cervejaria Haertel. O campo do S.C. Cruzeiro do Sul situava-se ao lado do terreno da cervejaria. Certa feita, simpatizantes do clube estavam cercando o campo, quando viram chegar alguns jogadores do S.C.Cruzeiro, que foram direto para o campo, treinar.

Irritados, os colaboradores determinaram que os jogadores parassem o treino e fossem ajudar no trabalho. E os jogadores acabaram indo embora, frustrados. Mas dois desses rapazes, mais irresignados com a intolerância dos colaboradores que faziam a cerca, enquanto iam embora, caminhavam e discutiam inconformados a situação, até que sentaram em um terreno, próximo ao local onde hoje se situa o Estádio Bento Freitas, sede do clube, e confabularam a possibilidade de fundar um novo clube.

Esses dois rapazes eram Breno Corrêa da Silva e Salustiano Brito. Então, foi feita uma reunião de fundação do clube, no dia 07/09/1911, na Rua Santa Cruz, n° 56, residência do Sr. José Moreira de Brito, pai de Salustiano. Estava fundado o novo clube, cujo nome, além das cores inicialmente escolhidas, tinha inspiração patriótica.

O Brasil de Pelotas é reconhecido por sua garra e pelo fanatismo da torcida Xavante. A torcida se autodenomina uma nação guerreira, com sangue nos olhos. Outro dado interessante é que o Brasil de Pelotas tem a maior (segundo site oficial da FGF) e mais fanática torcida do interior do Estado.

E o estádio Bento Freitas vira um caldeirão vermelho e preto, um verdadeiro alçapão, onde frequentemente a pujança da torcida equilibra a diferença técnica para com os clubes maiores e transforma em verdadeiras batalhas os jogos lá disputados.

O clube possui títulos de importância, como o primeiro campeonato gaúcho, em 1919, os títulos de campeão regional (fase do gauchão, que como referi quarta passada, era subdividido em regiões até 1960) nos anos de 1926, 1927, 1941, 1946 e 1950. Foi Vice-Campeão gaúcho em 1953, 1954, 1955 e 1983; ainda fora o campeão do interior, em 1954, 1955, 1963, 1964, 1968 e 1984; tem ainda, entre outros títulos, 27 campeonatos citadinos e ainda foi terceiro colocado no campeonato brasileiro de 1985.

O valente Brasil de Pelotas ainda participou da série A do campeonato brasileiro nos anos de 1978, 1979, 1984 e o de 1985, na melhor posição alcançada por um clube gaúcho, tirante a dupla Gre-Nal. Em 1920, os pelotenses ainda participaram de uma competição nacional de elite, o torneio dos campeões da CBD, ficando em terceiro lugar.

Do Brasil de Pelotas saiu o primeiro jogador de times gaúchos convocados para a Seleção Brasileira. Trata-se de Alvariza, um dos destaques da final do gauchão de 1919. Ele foi convocado para o Sul-Americano de 1920, tendo marcado gol logo na estreia, e contra os donos da casa, os chilenos. Alvariza haveria de jogar todas as partidas, inclusive contra Uruguai e Argentina, tendo sido artilheiro da seleção naquele ano. Foi recebido em Pelotas como herói.

Ainda, Alvariza participaria de um jogo histórico contra a Argentina, partida disputada com apenas 8 jogadores para cada lado, devido ao fato de que alguns jogadores se recusaram a entrar em campo após atitudes racistas de parte da imprensa argentina, que fez charges de jogadores da seleção como macacos.

Seguindo nas curiosidades, o Brasil-PE participou, em 25/12/1915, em Pelotas, do primeiro jogo de futebol noturno no país. A iluminação artificial começou nos gramados do Brasil durante um jogo deste histórico clube gaúcho. Outra coisa interessante é que, em 1983, Felipão treinou o clube, sendo que lá conheceu o seu colega Murtosa, de onde se tornaram inseparáveis profissionalmente.

Já o apelido Xavante decorre de outro fato histórico: durante um clássico Bra-Pel, em 1946 no estádio adversário, a torcida invadiu o campo, em fato semelhante a um famoso filme da época, intitulado “A invasão Xavante”. O Brasil virou o jogo e ganhou por 5×3, conquistando mais um título citadino. Este fato, aliado á circunstância de que as cores do clube são as mesmas utilizadas pelos índios Xavantes, deu origem à alcunha que é sinônimo de bravura e resistência.

Entretanto, apesar da gloriosa história do clube, os fatos recentes não são de títulos, mas de sofrimento, por conta do acidente ocorrido com o ônibus da delegação em 15/01/2009, em Canguçu. O infortúnio provocou a morte do preparador de goleiros Giovani Guimarães, do zagueiro Régis e do atacante uruguaio Claudio Millar, o maior artilheiro da história do clube, com 111 gols (outros artilheiros de destaque foram Gilson, goleador do gauchão de 1992 – 13 gols e Proença, craque da final de 1919 do primeiro campeonato gaúcho, com 03 gols).

Este triste ocorrido, além de marcar para sempre a história do clube, ainda provocou uma grande desestruturação na base da equipe, com a perda dos jogadores e o completo desequilíbrio emocional. Chegou-se a cogitar a não participação do clube no estadual de 2009, mas o Xavante, guerreiro como sempre, enfrentou a batalha, sabendo ser ela potencialmente devastadora. E foi. O time haveria de jogar 08 partidas em 15 dias e apesar de contar com apoio de clubes e jogadores de fora, inclusive com o lendário goleiro Danrlei sob a meta, o descenso foi inevitável e infelizmente o clube disputará a série B do Gauchão de 2010.

Mas o rebaixamento foi honroso porque, mesmo dilacerado, o Brasil honra este torrão gaúcho: disputou o campeonato e só se entregou quando não tinha mais o que fazer. Mas foi depois de muita luta; e caiu ajoelhado, olhando pra frente, simbolizando o mais atávico e honroso espírito gauchesco de garra; honrou os gaúchos de verdade e também o nome e tradição Xavante. Força, Brasil! Quero te ver em 2011, no ano do teu centenário, de volta ao lugar de sempre, na elite do futebol gaúcho.

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Noite de Pouca Inspiração de um Quinteto no Futsal do Toco Y Me Voy

setembro 30, 2009

O jogo começou morno. Muitos erros de passe em ambos os times. Chutes despretensiosos de fora da área. Os times se estudaram demais no início. Eram quase 10 minutos de jogo e a bola ainda não havia balançado as redes. O Time Azul saiu na frente, mas o Time Laranja empatou em seguida. O jogo parecia que iria melhorar. O Time Azul desempatou, marcando o 2 a 1, e o Time Laranja buscou o resultado, mais uma vez, deixando a peleya empatada novamente. O Time Azul passou então a tocar mais a bola, e aproveitando os erros de ataque os laranjas, em contra-ataques rápidos, retomou o marcador e não abandonou mais a liderança. Após o 2 a 2, os Azuis fizeram 3 a 2 e 4 a 2. O jogo ainda estava parelho. Mas os erros primários de passe do Time Laranja desesimularam os próprios jogadores. O pivô do Time Azul (Pedro Henrique) passou a jogar com mais liberdade da marcação dos laranjas e deitou e rolou ao final do jogo. Com triangulações objetivas, sempre no 3 contra 2, Pedro Henrique tabelava com quem vinha de trás (quase sempre Junique e Bartt), empilhando gols. A vantagem chegou a ser de 9 gols, mas ao término do jogo, caiu para 7. Este relator chegou até a fazer os seus golzinhos, aplicar algumas janelinhas, mas era como “remar contra a maré”. O Time Laranja, como um todo, estava numa daquelas noites em que nada dá certo. Aí, meu amigo, é como o Junique diz: “o melhor que se tem a fazer é comer um cachorro quente e ir dormir…”

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** TIME AZUL:

01-Bartt
02-Junique
03-Diogo
04-Renatinho
05-Pedro Henrique(C)
———————–

13

x

6
———————–
** TIME LARANJA:

01-Cuervo
02-Ratobol
03-Cacá(C)
04-Luís Mirandinha
05-Zerbes
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LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 2)
HORA: 21h
DATA: 29 de Setembro de 2009.
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Tchüss, fusballteigers!!

NA CARA DO GOL

setembro 29, 2009

COPA 2014… SERÁ QUE DECOLA?

Depois da euforia pela escolha do Brasil como sede da copa de 2014, começamos a ter o “choque de realidade”. A morosidade e a lerdeza tomama.   A Fifa já pensa em reduzir o numero de sedes pois os editais ainda não estão prontos, criticou a obra do estádio do Morumbi, falando que o projeto de reforma do mesmo não permitiria condições de receber as semifinais. Isso sem falar de Porto Alegre, que estão ameaçadas as obras de melhoria urbana previstas até 2013.

José Fortunati, o representante da prefeitura  ao retornar de Brasília disse em tom pessimista que a construção do sonhado metrô está ameaçada e que nem obras tidas garantidas, como as duplicações da avenida Tronco e da av. Beira-Rio estariam garantidas. Além do mais não auxiliaria nas reformas do Estádio Beira-Rio pelo fato dele ser particular. Penso se deveria valer a pena o  Internacional endividar-se a fim de reformar um estádio para sediar apenas 3 jogos da copa, pois os recursos atuais são insuficientes ( viriam da venda dos novos camarotes e da venda do estádio dos Eucaliptos)

O governo apenas auxiliaria na construção dos novos estádios estaduais. O PAC da copa está pronto, mas ainda não saiu do papel. Parece que falta muito tempo mas já em 2013 a maioria das instalações devem estar prontas para a copa das confederações. Se pensarmos que as obras nesse país sempre atrasam, é de ficar preocupado já. Foi prometido dinheiro para as reformas, mas o governo não está facilitando  a liberação delas, causando atrasos.

Para completar há o velho problema do desvio de verbas.Os jogos Pan Americanos custaram 10 vezes mais que o  orçamento original. A copa do mundo, envolve mais cidades, obras em estádios e infraestrutura, ou seja, o campo é infinitamente maior para que sejam feitas falcatruas. Além disso o Brasil também concorre para ser sede das Olimpíadas em 2016. Ou seja, vai haver dinheiro para fazer tudo isso neste período? Se depender do nosso presidente e da retórica do Pré – Sal vai até sobrar. Acredito que a Copa no  Brasil será superior a da África mas inferior a da Alemanha.

Para mim o maior benefício que este torneio fará serão pelas obres nas cidades. Que nosso possamos desfrutar isso aós o término do campeonato. Que a Copa sirva para ser um divisor de águas na grandes cidades brasileiras. Que além de bola na rede, melhore as condições de saúde, eduçação  e transporte do nossso povo.

sobre a rodada [44]

setembro 28, 2009

Campeonato Brasileiro

Barueri 0x1 Cruzeiro – Com um gol de Gilberto impedido e um pênalti não marcado para o time paulista, a Raposa levou os três pontos. Quarta o Cruzeiro foi prejudicado, no sábado beneficiado. O mundo gira.

Palmeiras 2×1 Atlético-PR – Que sufoco o Verdão levou. São Marcos salvou o time de perder em casa. Palmeiras abre cinco pontos e segue como favorito ao título.

São Paulo 1×1 Corinthians – Patuscada de André Dias e Bosco, Ronaldo estava lá. Depois o Tricolor empatou com um gol ilegal. O Palmeiras que gostou.

Coritiba 2×0 Náutico – Numa tarde de céu e inferno para Marcelinho Paraíba, o Coxa teve uma vitória importante na luta contra o rebaixamento.

Goiás 2×1 Grêmio – Virada do time de Hélio dos Anjos. O Grêmio segue sendo o time do quase.

Fluminense 3×2 Avaí – Esperança renovada?

Internacional 0x0 Flamengo – Empate na partida válida pelo Brasileiro de Polo Aquático.

Atlético-MG 3×1 Santos – Chocolate no Mineirão. O Galo encosta no Inter.

Botafogo 1×3 Vitória – Fiasco do Fogão em casa. Estevam resiste até quando?

Sport 2×1 Santo André – No jogo dos desesperados, o Sport vence e tenta sair do limbo.

Pos Time P J V E D GP GC SG
1 Palmeiras 50 26 14 8 4 41 25 16
2 Goiás 45 26 13 6 7 48 40 8
3 São Paulo 45 26 12 9 5 35 25 10
4 Inter 44 26 13 5 8 47 32 15
5 Atlético-MG 44 26 12 8 6 43 35 8
6 Grêmio 39 26 11 6 9 49 31 18
7 Vitória 39 26 11 6 9 41 39 2
8 Flamengo 38 26 10 8 8 38 36 2
9 Corinthians 38 26 10 8 8 35 36 -1
10 Avaí 37 26 10 7 9 39 33 6
11 Barueri 36 26 9 9 8 46 39 7
12 Santos 36 26 9 9 8 41 41 0
13 Cruzeiro 35 26 10 5 11 34 40 -6
14 Atlético-PR 31 26 9 4 13 26 38 -12
15 Coritiba 30 26 8 6 12 34 39 -5
16 Náutico 26 26 6 8 12 30 46 -16
17 S. André 25 26 6 7 13 27 39 -12
18 Botafogo 25 26 4 13 9 35 44 -9
19 Sport 23 26 6 5 15 32 46 -14
20 Fluminense 21 26 4 9 13 26 43 -17

Após Lambança no Mineirão, Árbitro Leva Gancho de 30 Dias

setembro 26, 2009

Ora, pelo menos o torcedor, a imprensa e os clubes não podem reclamar de uma coisa: da impunidade aos juízes de futebol. A Comissão de Arbitragem segue com a prática de afastamento de árbitros envolvidos em polêmicas. Desta vez, Evandro Rogério Roman, proveniente do Paraná, árbitro FIFA, passará por uma reciclagem por, no mínimo, 30 dias (como diz o site da Confederação Brasileira de Futebol). O árbitro deixou de marcar pelo menos 2 pênaltis na partida Cruzeiro-MG 1×2 Palmeiras-SP,  partida que devolveu a liderança do Campeonato Brasileiro ao time paulista. A propósito, não vou com a cara deste árbitro. Não gosto da forma como ele atua. A punição foi muito merecida. O único problema que vejo, é que as punições não têm surtido muito efeito. Elas não têm servido como medida de caráter pedagógico aos árbitros, uma vez que eles retornam e voltam a cometer erros similares. A moral é a mesma do Direito Penal: prende-se um delinquente com o intuito precípuo de ressocializá-lo e, assim, devolvê-lo à sociedade em condições de poder viver com o seu próximo novamente. Destarte, o juiz, após cumprir o seu prazo de “reciclagem”, deveria retornar à atividade em condições de não cometer mais aquela estirpe de erro. Mas é claro, isso em tese.

Apenas para constar, mas o árbitro Charles Hebert, proveniente do Estado de Alagoas, o qual apitou a partida Ceará-CE 0x1 Paraná Clube-PR, jogo válido pela Série B do Campeonato Brasileiro, com o polêmico gol de mão do atacante paranista, levou 90 dias de suspensão e só volta ano que vem.Tal como já havia dito em outras oportunidades, sou a favor de um quinto árbitro, o qual teria a função única de assistir o jogo por uma televisão, com acesso a imagens de várias câmeras para decidir os lances polêmicos e notificar o árbitro principal através de uma escuta (como ocorre com os auxiliares chamados vulgarmente de “bandeirinhas”). Dane-se a naturalidade do futebol. É preciso que haja justiça acima de qualquer coisa…

Tchüss!!

sobre a rodada [43]

setembro 24, 2009

Campeonato Brasileiro

Cruzeiro 1×2 Palmeiras – Vitória muito importante para o Verdão. O Cruzeiro perdeu a chance de se aproximar da parte de cima da tabela.

Pos Time P J V E D GP GC SG
1 Palmeiras 47 25 13 8 4 39 24 15
2 São Paulo 44 25 12 8 5 34 24 10
3 Inter 43 25 13 4 8 47 32 15
4 Goiás 42 25 12 6 7 46 39 7
5 Atlético-MG 41 25 11 8 6 40 34 6
6 Grêmio 39 25 11 6 8 48 29 19
7 Avaí 37 25 10 7 8 37 30 7
8 Flamengo 37 25 10 7 8 38 36 2
9 Corinthians 37 25 10 7 8 34 35 -1
10 Vitória 36 25 10 6 9 38 38 0
11 Barueri 36 25 9 9 7 46 38 8
12 Santos 36 25 9 9 7 40 38 2
13 Cruzeiro 32 25 9 5 11 31 40 -7
14 Atlético-PR 31 25 9 4 12 25 36 -11
15 Coritiba 27 25 7 6 12 32 39 -7
16 Náutico 26 25 6 8 11 30 44 -14
17 S. André 25 25 6 7 12 26 37 -11
18 Botafogo 25 25 4 13 8 34 41 -7
19 Sport 20 25 5 5 15 30 45 -15
20 Fluminense 18 25 3 9 13 23 41 -18

Imortal Tricolor Inicia Projeto 2010 Enxugando o Elenco e Apostando na Base

setembro 23, 2009

PARTE 1: Sergio “Café Segredo” Orteman é a mais nova contratação do Peñarol/URU

Apresentação oficial de Orteman no Peñarol. FONTE: Jornal Ovación

Apresentação oficial de Orteman no Peñarol. FONTE: Jornal Ovación

Orteman está livre para jogar futebol novamente. De acordo com o Jornal Ovación, da cidade de Montevidéu/URU, o meia uruguaio foi anunciado oficialmente pelo Peñarol/URU, nesta quarta-feira. Ele fechou contrato até o final do ano. O jogador se desligou do Grêmio em agosto, após uma negociação complicada. A rescisão de contrato foi publicada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF no dia 10 de setembro de 2009. Orteman foi denunciado por Osvaldo Domínguez Dibb, empresário paraguaio que presidiu o Olímpia/PAR. Em 2004, o jogador deixou o clube rumo ao Independiente de Avellaneda/ARG, e Dibb enviou à Justiça paraguaia um pedido de extradição por fraude e lesão de confiança. Na ocasião, o meia passou dois dias detido em Montevidéu/URU e depois liberado. Depois de dias recolhido em Porto Alegre-RS/BRA, Sergio Orteman resolveu se apresentar à Justiça do Paraguai. Segundo o Jornal Ovación, um juiz penal paraguaio comunicou à Interpol a anulação da ordem de detenção. Orteman chegou ao Grêmio no ano passado com grande expectativa do clube e da torcida. No entanto, o volante não rendeu o esperado e atuou em apenas nove partidas. O contrato do jogador com o clube ia até 2010. Vejam a parte final do que diz o periódico uruguaio:

Un jugador polifuncional para la mitad de cancha

El contrato que firmaron Peñarol y Sergio Orteman estipula que en caso de una futura venta, al club le corresponderá un porcentaje. Si bien no se confirmó oficialmente, sería un 20%.

En el aspecto deportivo, Orteman aseguró que se adapta a cualquier posición en la zona de volantes. “Se van a encontrar con un Orteman que va a ordenar, a hablar, que va a marcar y a tratar de jugar bien la pelota”, contó el jugador “más valioso” de la final de la Copa Libertadores de América 2002. Orteman, que el próximo martes cumple 31 años, debutó en Primera en 2000, jugando en Central Español. Luego pasó por Olimpia (Paraguay), Independiente (Argentina), Atlas (México), Boca Juniors (Argentina), Istambul (Turquía), Racing de Santander (España) y Gremio (Brasil), hasta firmar contrato con Peñarol“.

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PARTE 2: Lista de dispensa

Na tarde de ontem, o vice-presidente de futebol do Grêmio, Luiz Onofre Meira, anunciou uma lista de dispensa: Jadílson, Joílson e Makelele. Um dia após ser dispensado pelo Grêmio, o volante Makelele acertou com o Coritiba-PR. O jogador é o único entre os três que deixaram o Estádio Olímpico ontem que disputou apenas cinco jogos, podendo atuar por outra equipe no Brasileirão da Série A. O jogador, que estava no Tricolor desde 2008, atuou 49 vezes pelo Grêmio. Ele era quase uma espécie de “Itaqui para o técnico Celso Roth” (ex-treinador gremista), tendo em vista a confiança que tinha no atleta.  O representante do atleta Sérgio Suarez assinou a rescisão do jogador com o Grêmio na manhã desta quarta. A chegada do empresário em Curitiba está prevista para as 17h (horário de Brasília). O agente acertará o empréstimo de Makelele até dezembro de 2009. A ideia do clube é amenizar o impacto na folha de pagamento do clube, além de já planejar o elenco para a próxima temporada. Com a dispensa destes 3 atletas, o Imortal Tricolor está se livrando de pagar R$ 180 mil mensais. Vale lembrar que Orteman custava em torno de R$ 80 mil mensais ao Tricolor. A projeção é de que Matheus (volante), Gérson (zagueiro), Saimon (zagueiro) e Pessali (meia) sejam integrados definitivamente ao grupo profissional em 2010, juntamente com outros ex-juniores que já se encontram firmados no grupo (Bruno Collaço, Mário Fernandes, Thiego, Adílson, Douglas Costa e Roberson). Segundo vozes de dentro do Monumental, Mithyuê estaria com seu aproveitamento comprometido. Se isso se confirmar, e o Grêmio resolver dispensá-lo ou algo neste sentido, certamente estará cometendo um dos maiores erros da história…

Tchüss, fusballteigers!!

Na Volta de Luís ao Toco y Me Voy, Placar “Vira e Desvira”

setembro 23, 2009

A prioristicamente, Bartt e Cuervo iriam escolher os times, porém, o segundo mencionado não quis, dando lugar a Renatinho, como se pode perceber pelo vídeo supra. Pedro Henrique, segundo relatos, teria acertado um chute da intermediária na cesta de basquetebol, quando do aquecimento para o jogo – fato que não foi confirmado na Toco y Me Voy Tv. Os times ficaram parelhos, tendo o Time Laranja sido praticamente o mesmo que vencera a última peleia. O Time Laranja saiu na frente com um belo gol, após troca de passes envolvente entre Junique, Bartt e Pedro Henrique. Esboçando uma reação célere, o Time Azul virou o marcador com 3 gols deste relator. Pedro Henrique estava a fim de jogo, e chamava o jogo pra si, apostando nos lançamentos de Cuervo e nas jogadas de 1-2 com Bartt. Luís Mirandinha, mais recuado na sua volta às quadras (ele estava de férias nos Estados Unidos, consoante entrevista concedida à Toco y Me Voy Tv), tentava segurar as pontas com o combativo Junique. Tocando a bola e sendo efetivo nos contra-ataques, o Time Azul conseguiu empatar o jogo em 3 a 3 e virar para 4 a 3. A peleia começou a esquentar. Jogadas mais ríspidas começaram a surgir, fundamentalmente em lances nos quais os marcadores levavam toques de quem atacava, e em divididas pela posse de bola. O Time Azul então passou a centralizar-se nas jogadas de pivô (peculiares em termos de futsal). Renatinho e Rato passaram a acertar passes “açucarados”, enquanto Diogo e Dalmás uniam-se ao pivô através de jogadas rápidas de contra-ataque. Na base da vontade, mas principalmente da habilidade de seus atletas, o Time Azul empatou o jogo em 4 a 4, e após novo empate em 5 a 5, desandou a fazer gols. No momento mais importante do jogo, quando a vantagem dos Azuis era de 4 gols e os Laranjas haviam encostado com dois gols de Junique, em tramas bem articuladas do time, caindo a vatangem para 2 gols,aproveitando falhas na saída de bola da defesa, este humilde relator marcou mais 2 golos, cessando a reação Laranja. Ao final deste baita entrevero, a galera do Toco Y Me Voy ainda seria brindada com um golaço de encoberta feito por Pedro Henrique, do Time Laranja: após erro de passe de Dalmás no meio da quadra, ele percebeu que o goleiro Azul estava adiantado em sua meta, e deu um leve toque por sobre o guarda-metas. Mas era tarde para uma nova reação…

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** TIME AZUL:

01-Dalmás
02-Ratobol
03-Diogo
04-Renatinho(C)
05-Zerbes
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14

x

8
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** TIME LARANJA:

01-Cuervo
02-Junique
03-Bartt(C)
04-Pedro Henrique
05-Luís Mirandinha
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LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 2)
HORA: 21h
DATA: 22 de Setembro de 2009.
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Tchüss, fusballteigers!!

CAMPEONATO GAÚCHO – parte 1 – história e primeira edição

setembro 23, 2009

Ao ler a coluna da semana passada do de “NA CARA DO GOL”, do nosso amigo Junigol, na qual ele contou a história dos irmãos Pontes, do Gaúcho de Passo Fundo, percebi que aquela coluna cairia como uma bainha de adaga na coluna deste que vos deixa este chasque. E troncho de inveja, me dei conta que o “Pitaco do Guasca” precisa abordar mais o futebol gaúcho. Vou começar pelo nosso campeonato, na parte histórica. Justamente no ano em que o Campeonato Gaúcho completa 90 anos.

Até 1960, o Campeonato gaúcho era regionalizado, ou seja, subdividido. Os campeões citadinos disputavam a fase regional e os campeões das regiões jogavam o Estadual. Por isso, até então não se tinha mais de um representante da Capital e região na disputa do campeonato Estadual. Bem ou mal, apesar de não ser unificado, antes não se tinha um domínio tão grande da dupla Gre-Nal. Tanto é verdade que, depois de 1960, somente Caxias (2000) e Juventude (1998) quebraram, uma vez cada um, a hegemonia de Grêmio e Inter. Hoje o calendário não permite, mas fico triste ao ver extintos os campeonatos citadinos. Quem é do interior sabe o que é ver estruturas de futebol sucateadas, abandonadas nas cidades onde, outrora, o futebol moveu paixões e multidões. Mas, deixando a nostalgia de lado, vamos aos números.

A primeira edição do campeonato era para ter sido feita em 1918, ano em que foi criada a Federação Rio-Grandense de Desportos. Mas foi adiada devido a uma forte epidemia, a “gripe espanhola” que assolou o Estado. Vejam, em 1918, uma epidemia já era tratada com mais responsabilidade do que hoje. Talvez porque o futebol não fosse refém das TVs e dos patrocinadores, mas a inteligência e o bom senso acabam quando começa o interesse econômico…

Bueno, o fato é que o primeiro campeonato gaúcho de futebol foi organizado oficialmente em 1919. Foi o primeiro campeonato REALMENTE estadual do país, já que, nos outros estados, os campeões citadinos eram declarados campeões estaduais. E aqui, os campeões citadinos se enfrentavam em regiões e os campeões das etapas regionais disputariam o estadual.

Assim, o primeiro gauchão foi dividido nas seguintes Regiões: 1) Região de Porto Alegre-São Leopoldo; 2) Região de Pelotas-Bagé; 3) Região de Cruz Alta; e 4) Região de Uruguaiana-Livramento. Os representantes das fases Regionais foram: Grêmio e Nacional (São leopoldo), pela Região 1; Brasil de Pelotas e Guarany de Bagé, pela Região 2; (Desconhecido), pela Região 3; Uruguaiana e 14 de Julho, pela Região 4.

Achei ser uma fórmula interessante e bem lógica, mas eis que, para a disputa da fase Regional, todos os times, à exceção de Grêmio, 14 de julho e Brasil de Pelotas, perderam o prazo para a inscrição dos atletas e foram eliminados. Classificaram-se para a final os escretes de Grêmio, que segundo consta, vencera o 14 de julho por 4 a 2 (mas algumas publicações desconsideram esse fato) e Brasil de Pelotas.

O Grêmio Esportivo Brasil, à época ainda chamado de Grêmio Sportivo Brasil, era atual tricampeão da liga pelotense e mais, nos últimos 3 anos, registrava apenas uma derrota, exatamente para o Grêmio FBPA, em 1917.

O jogo final, ocorreu em Porto Alegre, no Estádio da Baixada, famoso Fortim da Baixada, primeiro estádio do Grêmio, localizado no bairro Moinhos de Vento. Era partida única, na qual o vencedor sagrar-se-ia campeão gaúcho. E o Brasil de Pelotas não se ‘achicou’ pelo fator local: formado por modestos e honrados operários, goleou o Tricolor por 5 a 1, levantando o primeiro caneco gaúcho da história. Este foi o único título do time pelotense.

Logo no início da partida o GEB já fazia 2 a 0, gols de Proença aos 12 minutos e Ignácio aos 19. O Grêmio ainda conseguiu descontar no primeiro tempo, com um gol de Máximo aos 28 minutos. O primeiro tempo encerrou assim, mas no segundo tempo, Proença, já mexeria no placar logo aos 4 minutos. Fulminante, o Brasil faria mais um gol ainda no início do segundo tempo, com Alvariza aos 6 minutos; e Proença, o nome do jogo, decretaria o fechamento da goleada, marcando o último tento aos 26 minutos da etapa final.

A comemoração foi intensa e perdurou as 19 horas que levaram a volta para Pelotas, feita de navio, a bordo do vapor “Itaberá”. Na chegada, o comandante fez disparar os canhões de bordo e acordou a cidade, que foi inteira receber seus campeões e seguir a comemoração na sede do clube.

Foto dos campeões:

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Escalações:
GRÊMIO: DEMÉTRIO Silveira; Pedro PINTO e Jorge Tavares PY; DORIVAL Fonseca, Francisco Fernandes – CHIQUINHO e Luiz ASSUMPÇÃO; Oscar GERTUM, Severino Franco da Silva – LAGARTO, MÁXIMO Laviaguerre, Alcides MENEGHINI e Walter Lewis – LIVI.
BRASIL: Oswaldo FRANCK; Francisco NUNES e ARY Xavier; FLORIANO Lourenço, Pedro ROSSELLI e Waldomiro Victorio – BABA; Jorge FARIA, Alberto CORREA, Pelágio PROENÇA, Ignácio GERLACH e Ismael ALVARIZZA

Sei que vai ficar BASTANTE extenso, mas vou citar a íntegra da matéria do Correio do Povo, de 11/11/1919:

Notas Sportivas
FOOT BALL

Como era esperado, alcançou o mais franco sucesso o match
jogado na tarde e ante-ontem no Ground do Moinhos de Vento, para a
disputa do Campeonato Estadual. Concorreram a essa prova as equipes do
Grêmio Sportivo Brasil, Campeão da Liga Pelotense e o Grêmio Foot Ball
Portoalegrense, Campeão da Associação Portoalegrense de Desportos.
Pela primeira vez foi disputado o Campeonato Estadual, sob os
auspícios da Federação Riograndense de Desportos e o honroso titulo de
Campeão coube a equipe do foot-ball pelotense. É lamentavel que os
portoalegrenses tenham deixado ir para Pelotas o Campeonato Estadual,
quando á esse título, o foot-ball portoalegrense tinha todas as razoes
para aspirar. Os rapazes do campeão local não corresponderam ás
espectativas do nosso mundo sportivo, o qual na tarde de ante-ontem,
esperava, que o foot-ball portoalegrense desse mais uma prova de seu
valor.
Em materia desse sport, estamos evidentemente retrocedendo. De
quem é a culpa?
Dos players portoalegrenses, que não procuraram trenar e não
melhoraram sua tactica. Dos players gremistas, que não só tinham a
zelar o brilhante passado do club do Moinhos de Vento, como do
foot-ball portoalegrense, se podia exigir melhor defeza se seus
créditos sportivos. E mais uma vez lamentável foi o resultado do score
tão elevado, com que os pelotenses nos venceram, na pugna de domingo,
em que os os rapazes do sul, demonstraram, assim, que são mais
adiantados no seu modo de jogar. A derrota de domingo, nos servirá de
licção e aguardaremos outra oportunidade para que o foot-ball
portoalegrense possa restaurar, suas tradições que como é sabido, são
as mais honrosas.
Agora nos ocupemos dos vencedores do Campeonato Estadual de
1919. O foot-ball pelotense, nesta pugna, teve uma exellente
representação, superior ainda ao que se esperava. Os onze jogadores do
Grêmio Sportivo Brasil, não descuidaram um momento para vencer o seu
adversario, fazendo todo o possivel para se sair honrosamente. A sua
victória, não sofre a mínima contestação, representando ella o esforço
da inteligência dos onze hábeis players. A sua actuação deixou a
melhor impressão e os aplausos que receberam, durante o match, foram
uma prova evidente de que souberam jogar com muita tactica e vencer
como se deve.
É justo o júbilo dos pelotenses; é justa a victória do Grêmio
Sportivo Brasil, e tanto mais digno de apreço, porque ela foi
conquistada com players patricios, que aprenderam a jogar, e se
fizeram fortes, excluisivamente nos grounds de Pelotas. Portanto, o
Campeonato Estadual desde anno, coube a legitimos players gaúchos,
facto mais nos enche de orgulho porque assim, demonstranos que, no
foot-ball, temos conterrâneos que sabem cultivar esse sport, como ele
merece
Depois das 14 horas, já era avultada a assistencia de
espectadores que se achava no Ground do Moinhos de Vento, ávida de
apreciar o desenrolamento do match do Campeonato Estadual. Aquela
hora, houve uma prova preliminar entre o 2º team do Grêmio Foot Ball
Portoalegrense e o de igual cateria do Sport Club Cruzeiro. Esta pugna
despertou bastante interesse, tendo o jogo corrido debaixo de franco
entusiasmo. A equipe cruzeirista, mesmo sem training, deu prova de
jogar bem, enfrentando galhardamente o seu rival, que é detentor do
Campeonato de seguntos teams deste anno. Nada faltou aos cruzeiristas,
para não desmerecerem, vencendo o Grêmio Portoalegrense por uma
diferença de um goal. Na primeira phase o Cruzeiro marcou tres goals e
o Grêmio
Portoalegrense, um tento tendo sido este por meio de um penalty. No
segundo half-time, o Cruzeiro marcou mais um goal a seu favor e o
Grêmio, mais dois, finalizando o match com este score. Sport Club
Cruzeiro 4-3 Grêmio Foot Ball Portoalegrense. Á saída do ground, a
equipe vencedora que foi bem dirigida pelo player Faillace, recebeu
ovações delirantes pelo modo com que se portou.
Terminada a prova dos segundos teams, entraram no ground as
elevens do Brasil e do Grêmio Portoalegrense. A entrada dos pelotenses
foi saudada com uma salva de palmas, tendo sido ao representativo
capitão offerecido um bello bouquet de flores pela equipe local. Após
essas homenagens de provas de confraternização dos mundos sportivos
pelotense e portoalegrense, sorteou-se o kick-off. Sendo favorecido no
sorteio o Grêmio Portoalegrense, opinou pelo goal favorecido pela
sombra jogando assim, o Brasil contra o sol.
Logo de saída, os gremistas perdem a bola para o Brasil, que
num rápido ataque, obriga os locais a se defenderem. Tornando a
offensiva, os gremistas perdem um bom passe de Meneghini, numa nova
investida, os locais são repelidos pelo back Ary. Deante os primeiros
ataques dos portoalegrenses, os pelotenses mantem-se indecisos por
alguns minutos, afim de verificar quaes eram os pontos fracos dos seus
contentores. Usando essa táctica, fácil foi-lhe saber aos visitantes,
quaes eram as condições dos nossos. Verificando que as extremas dos
halves do Grêmio, não eram firmes, os rapazes do Brasil, por essas
extremidades iniciaram a sua offensiva de uma firmeza de admirar á
avultada assistência. A assistência que a princípio torcia pela
victória dos nossos, foi aos poucos se manifestando pelos nossos
visitantes deante do jogo brilhante de combinação desde os backs até
os forwards. Já então passavam cinco minutos e já Demétrio havia
defendido um perigoso corner e um violento tiro do ágil Proença,
quando os pelotenses começaram a fazer sentir o seu peso para depois
tirar o necessário resultado. Gertum tetando escapar, faz um passe a
Meneghini, que este não approveita, devido a prompta intervenção de
Nunes, que, se mostra assim, um back seguro. Mais dois ataques os
pelotenses levam a effeito, sendo que num golpe de cabeça, Proença põe
fora a bola, o mesmo se dando com Gerlach, que dá um tiro, que passa
rente a rede. O Brasil vai assim, aos poucos , recuperando a sua calma
de actuar, trazendo em polvoroza a équipe do Grêmio, a qual não se
sente bem deante dessas perigosas offensivas. Py chega a rebater um
bom ataque do Brasil passando assim aos dez minutos com uma leve
superioridade dos pelotenses. Estes firmam-se sempre na sua táctica de
actuar e na combinação, marcando bem Lagarto, que em suas poucas
escapadas, constitue um perigo para os visitantes.
Aos 12 minutos, em consequencia de um ataque, feito pela extrema
direita Proença, com a cabeça, recebe a bola e numa magistral
avançada, envia-a dentro da rede gremista. O keeper Demétrio foi sem
dúvida o causador deste ponto, pois si tivesse agido com mais
agilidade, facilmente telo-ia evitado. Diante desse feito dos
pelotenses, os gremistas tentam atacar, mas nada conseguem, porque os
rapazes do Brasil mostram que sabem actuar de qualquer forma, indicado
na verdadeira regra da association.
Cinco minutos depois da marcação do primeiro ponto, os visitantes
fizeram mais um goal, que o juiz annullou-o, por ser feito em
condições off-side. A anulação desse ponto, não impressionou os
pelotenses, porque dois minutos depois, conquistavam, entre ovações,
mais um goal, por intermédio de Correa que soube aproveitar um bom
passe do ágil extrema Farias. Seguiu-se uma carga do Gr~emio, que é
mais uma vez annullada, com grande maestria, por parte dos pelotenses,
que reiniciam sua offensiva, dão dois tiros sem resultado apreciável.
Py, apossando-se da bola, envia-a aos seus dianteiros, os quaes
procurando avançar, obrigam Nunes a commetter um corner, aos 28
minutos. Bem dado por Gertum, a bola foi aparada, com a cabeça de
Máximo, que num golpe envia na rede dos visitantes de baixo de
applausos calorosos.
O jogo, proseguindo, manten-se no centro do campo, por alguns
minutos, até que os gremistas, melhorando a sua combinação, fazem bons
ataques, destacando-se do seu conjunto o player Lagarto. Livi, como
extrema, prejudica a actuação do quinteto local que se mostra resentir
da falta de Bruno. Os dois tiros de Gertum são bem defendidos por
Franck, que mostra possuir certa agilidade, na sua posição, e um outro
tiro de Meneghini passar por cima da trave. Dos 30 minutos em diante,
o jogo se manteve parelho, porem com cargas melhores dirigidas pela
equipe visitante. Esta, nos últimos dez minutos desmoreceu um pouco,
parecendo aos assistentes, que se achava um tanto cançada. Mesmo
assim, os gremistas não souberam tirar partido, pois actuando com
pouca calma, não souberam marcar os principais elementos que possue o
Brasil. Proença, distribuindo bem o jogo, constitue nas arrancadas o
terror da cidadella dos Campeões de Porto Alegre. Demétrio, Py e
Dorival, defendem quase ao finalizar da primeira phase do math, três
fortes cargas dos pelotenses, terminando esta partida com o score
seguinte: Grêmio Sportivo Brasil 2-1 Grêmio Foot Ball Portoalegrense
A impressão que se teve dos pelotenses foi optima, no primeiro tempo.
Essa impressão, melhorou ainda, no segundo half-time, quando elles
souberam ingringir uma terrivel derrota aos representantes do foot
ball portoalegrense. Depois da marcação do 3º goal, por parte do
Campeão de Pelotas, os portoalegrenses desmoreceram completamente,
actuando sob uma dolorosa impressão de totos que faziam votos pela
victória da équipe representativa de Associação de Desportpos
Portoalegrense.
Ao iniciar a segunda phase da pugna, Chiquinho annullou uma escapada
do quinteto visitante e Gertum, procurando escapar, nada consegue, por
estar bem marcado. Voltando a bola aos pés de Proença, este dá um tiro
muito alto e, em nova investida, os pelotenses obrigam Demétrio, a
defender um tiro alto. Passavam quatro minutos, quando aproveitando
uma centrada da extrema direita, Proença marca o 3º goal.
Proseguindo a pugna, os gremistas accentuam as suas indecisões, no
modo de jogar, ao passo, os pelotenses redobram na sua firmeza de
actuar. Dois minutos depois, ao feito acima Alvariza, que se mostra um
bom extrema faz o 4º ponto. E assim goal sobre goal, firma-se a
victória dos pelotenses no Campeonato Estadual.
Proseguindo a pugna, sempre com a superioridade da equipe vencedora,
Py defende um perigoso corner e Demétrio faz duas boas defesas. Os
gremistas tentam ainda mais uma vez carregar, porém, a indecisão de
sua defesa, não lhes dá coragem precisa, para atacarem os já Campeões
do Estado. Aos 26 minutos, por meio de passes feitos de cabeça, os
pelotenses acercam-se, em peso, da cidadella portoalegrense. Ainda com
um kick de cabeça, Proença o ágil center-foward, marcou o 5º e último
goal da equipe pelotense. Deante desse feito, os visitantes
desenvoveram um belo jogo de passes e driblings, emocionando, assim o
público, que tomado de delírio, não cessa de apladí-los, até que o
match terminou com este score: Grêmio Sportivo Brasil 5-1 Grêmio Foot
Ball Portoalegrense.
Ao retirar-se do ground, novas ovações se fizeram ouvir, aos
pelotenses, que na pugna de ante-ontem, confirmaram a fama de que
vinham precedidos. A sua equipe atuou com muita calma, demonstrando
ser homogenea, mas de seu conjuncto, se destacam: na defesa Nunes,
como back; Rosselli e Victório, como hales e Proença, Faria e
Alvarizza como ageis fowards. Estes foram os players que mais se
destacaram no match de domingo e quanto aos demais, não demonstraram
serem nada superiores. Ary Xavier, que quando aqui esteve defendendo
as cores do Internacional, veio com um jogo muito melhorado e firme.
Quanto ao eleven portoalegense, não correspondeu a espectativa,
destacando-se apenas Lagarto e Py, que tudo fizeram para que o
insuccesso do foot ball local não fosse maior.

Tche, me arrepia ler isso. Futebol na origem. Respeito, devoção e espírito esportivo. Como eu queria ter visto isso e vivido esse tempo…

NA CARA DO GOL

setembro 22, 2009

SOFRIMENTO SEM FIM PARA O PÓ DE ARROZ

Foi um domingo perfeito. Churrasco nota 10 ao meio dia, sobremesas luxuriantes, uma sesta reparadora e no aconchego do lar acompanhei o massacre do Grêmio sobre o Fluminense por 5X1. Completamente eufórico pelo placar saí a noite para embriagar – me de destilados com meus amigos e celebrar este dia perfeito ao som de música sertaneja.

Ao voltar para casa, á noite, inesperadamente pensei no Fluminense e no que tenho ouvido a respeito da situação do clube. Expressões como “bater em bêbado”, “saco de pancadas”, “Jesus chamando” são veiculadas ao clube com um tom quase jocoso. Não é para menos, recém ultrapassamos a metade do campeonato e o clube tem 99% de chance de cair para a série B (isso ainda era antes de domingo). Há cerca de um ano atrás estavam disputando a final da Libertadores e pensando em Yokohama e no Manchester United. O que aconteceu nesse meio tempo?

Volto quase ao início do século passado e traço um paralelo com a Argentina, o país. Junto com os Estados Unidos eram as nações mais ricas das américas. Possuíam terras férteis e um comércio dinâmico e variado. A Argentina era uma das 10 nações mais ricas do mundo e o seu PIB era superior ao da França. A partir dos anos 30 as crises políticas e o populismo demagógico afetaram os fundamentos econômicos do país levando a escolhas erradas e a estagnação do crecsimento. O governo de Perón intensificou isso e a ditadura dos anos 70 manteve o padrão. A Argentina perdendo o trem da história.

O Fluminense no mesmo período era o clube mais rico do Brasil. Era o maior vencedor de campeonatos cariocas (na época o principal do Brasil) era a base da  seleção Brasileira, possuia o melhor estádio do país (Laranjeiras, com sua luxuosa sede social) e a maior torcida. Tinha tudo para ser uma potência nos dias atuais. Mas também perdeu o trem da história. Hoje caminha para o terceiro rebaixamento em apenas 12 anos.

O clube, devido a diversas administrações carentes de uma gestão mais profissional não conseguiu utilizar a força de sua numerosa torcida para captalizar recursos proprios. Não modernizou sua sede, que necessita de reformas urgentes. O estádio é de uma pobreza franciscana, só manda jogos do campeonato carioca, e não possuem centro de treinamento, por isso aluga o do CFZ (do Zico). A única mentalidade era a de montar times, muitas vezes assumindo dívidas (o que diga,se de passagem é muito comum no Brasil). E infelizmente  negligenciaram a infraestrutura e os recursos financeiros do clube.

Conquistou alguns títulos de relevância nesse período (Brasileirão de 1984, e Copa do Brasil 2007) mas é  pouco para um clube com essa potencialidade. Mesmo com o patrocínio forte da Unimed a situação não melhora. O departamento de futebol é um caos. Trocou 5 vezes de treinador este ano ( Rene Simões, Parreira, Vinícius Eutrópio, Renato Gaúcho e Cuca). Ou seja falta convicção no trabalho realizado. E o resultado não poderia ser outro. Políticamente o Fluminense está rachado, a oposição está tentando remover o presidente Roberto Horcades na marra.  Está rumando ao inferno e o diabo está esfregando as mãos de satisfação.

O grande time do ano passado foi desmanchado e vários jogadores foram vendidos. As reposições foram bem inferioras. O time do Fluminense mesmo jogando no Maracanã não se impõe. Obteve apenas 3 vitórias nesse campeonato. Menos de uma por treinador trocado.

Esse quadro é muito similar nos outros clubes do Rio de Janeiro. Graves problemas monetários, excesso de dívidas e intrigas políticas em todos os lados. Mas parece que o Vasco da Gama está seguindo outro caminho após a saíde de Eurico Miranda. Roberto Dinamite profissionalizou a gestão do clube com a contratação de executivos, conseguindo assim erradicar o défcit mensal. E com novos patrocínios e austeriadade na administração o clube tornou-se viável econômicamnte Esse é um exemplo que deveria inspirar o Fluminense para que o retorno a série A seja rápido e com o mínimo de sofrimento.

Resumindo: Mesmo as maiores riquezas podem tornar-se minúsculas após anos de administrações desastradas.

Primeiro passo indispensável para conseguir as coisas que você quer é decidir o que você quer”  – Ben Stein

Abraços a todos!!!

sobre a rodada [42]

setembro 21, 2009

Campeonato Brasileiro

Náutico 0x0 Atlético-MG – Dois pontos que podem fazer falta para o Galo. Faltou ambição no time de Roth. Novidade?

Atlético-PR 1×0 Sport – O que vale são os três pontos, não é mesmo professor Lopes?

Vitória 2×0 Internacional – Rodada passada foi o líder. Agora o vice. O time baiano tenta uma reação.

Avaí 4×0 Barueri – Quem voltou a sua realidade? Avaí ou Barueri?

Grêmio 5×1 Fluminense – Enquanto um tenta chegar no G-4 o outro caminha a passos largos para a segunda divisão.

Santo André 1×1 São Paulo – Existe jogo jogado?

Santos 0x0 Botafogo – Que jogo horrível.

Corinthians 1×4 Goiás – O Goiás deu um chocolate no Timão. O Time de Hélio dos Anjos vai incomodar.

Flamengo 3×0 Coritiba – Que golaço do Imperador. E o do Pet também!

Pos Time P J V E D GP GC SG
1 Palmeiras 44 24 12 8 4 37 23 14
2 São Paulo 44 25 12 8 5 34 24 10
3 Inter 43 25 13 4 8 47 32 15
4 Goiás 42 25 12 6 7 46 39 7
5 Atlético-MG 41 25 11 8 6 40 34 6
6 Grêmio 39 25 11 6 8 48 29 19
7 Avaí 37 25 10 7 8 37 30 7
8 Flamengo 37 25 10 7 8 38 36 2
9 Corinthians 37 25 10 7 8 34 35 -1
10 Vitória 36 25 10 6 9 38 38 0
11 Barueri 36 25 9 9 7 46 38 8
12 Santos 36 25 9 9 7 40 38 2
13 Cruzeiro 32 24 9 5 10 32 38 -6
14 Atlético-PR 31 25 9 4 12 25 36 -11
15 Coritiba 27 25 7 6 12 32 39 -7
16 Náutico 26 25 6 8 11 30 44 -14
17 S. André 25 25 6 7 12 26 37 -11
18 Botafogo 25 25 4 13 8 34 41 -7
19 Sport 20 25 5 5 15 30 45 -15
20 Fluminense 18 25 3 9 13 23 41 -18

Torcedor Bate Pênalti (Sem Paradinha) e Empata Jogo do Campeonato Russo

setembro 21, 2009

Um lance (no mínimo) inusitado marcou a partida vencida pelo Saturn Moscou/RUS por 2 a 1 sobre o Spartak Moscou/RUS, no Campeonato Nacional da Rússia, em rodada celebrada neste sábado passado. Foi um daqueles lances históricos para serem lembrados por anos a fio, ainda mais por se tratar de um clássico da capital russa. O Saturn Moscou/RUS, clube defendido pelo zagueiro brazuca Zelão (ex-Corinthians Paulista-SP) e pelo atacante da Seleção Nigeriana Okoronkwo, havia aberto o placar em uma bela cobrança de falta do meia russo Dmitri Loskov, camisa de número 10. O Spartak Moscou/RUS conseguira cavar um pênalti através de uma jogada envolvendo o centroavante brazuca Welliton, ex-Goiás-GO/BRA. No exato momento em que o jogador Alex, ex-Internacional-RS/BRA, iria cobrar o pênalti, um torcedor (relativamente gordo) invadiu o campo, passou à frente do meia do Spartak Moscou/RUS, chutou a bola e marcou o gol. Notem no vídeo: com direito à replay, e sem paradinha. A torcida vibrou com o gol. O outro cidadão que invade o gramado chega a pedir desculpas para um dos atletas do Spartak.

Antes de ser barrado, o torcedor ainda teve tempo de comemorar seu feito. Na sequência, Alex converteu o pênalti, empatando a peleia na casa do arquirrival. Contudo, foi insuficiente. O centroavante da Seleção da Bósnia-Herzegovina Marko Topic acertou um canudaço no meio do gol, mas o chute saiu alto. Coitado do goleiro do Spartak Moscou/RUS. O Spartak está 7 pontos atrás do líder do Campeonato Russo, atual representante do país na Copa dos Campeões, o Rubin Kazan/RUS. Pode ter sido um ato infracional, mas foi hilária a atitude do torcedor…

Tchüss, fusballteigers!!

O Polêmico Conceito de Craque

setembro 21, 2009
Só o craque põe a bola aonde deseja...

Só o craque põe a bola aonde deseja...

Pois bem, meus caros amigos, tal como eu havia revelado a alguns companheiros de futsal Toco y Me Voy nesta terça passada, estou escrevendo sobre este tema tão controvertido. Hoje em dia, os mais apressadinhos (fundamentalmente a desorientada e sensacionalista “imprensa marrom”, que só quer saber de vender matéria desordenadamente) assistem a um bom jogo de um determinado atleta, e naquele mesmo instante, ele ja passa a ser considerado “craque”. Ora, senhores, não é assim que se qualifica um jogador de futebol como tal. Definitivamente, não é assim que se avalia e se pensa o futebol. Existem várias estirpes de jogadores: os ruins, os medianos, os bons, os muito bons, os craques e os deuses. Antes de adentrar cada uma destas classificações, exponho no parágrafo seguinte as formas de como se avaliar um atleta profissional do futebol (ou pelo menos uma sugestão racional).

Um jogador de futebol para ser completo, ele precisa reunir alguns requisitos básicos, sob pena de estabelecer-se na linha dos atletas medianos e ruins, quais sejam: força física (ter estrutura forte resistente e não tão suscetível a lesões), explosão muscular (aceleração), velocidade (arranque imediato), força pulmonar (fôlego para aguentar 90 minutos correndo intensamente ou até uma prorrogação), força de arremate (potência no chute), habilidade (saber lançar com precisão, chutar a gol sem ter que ser na base do “chutão”, driblar objetivamente e ter domínio de bola), posicionamento (saber aonde se colocar quando seu time ataca e quando defende), poder de marcação (saber “dar o bote” na hora certa, não fazer faltas desnecessárias) e técnica (efetividade traduzida em passes certos, cobranças de faltas, escanteios, sincronia de movimentos e espírito de liderança – via de regra é o capitão do time). Como se vê, cumprir tais requisitos, não é pra qualquer um. Pelo menos na minha avaliação, o jogador precisa provar, de fato, que tem qualidades.

É chegado o momento de discorrer sobre as categorias de jogadores. O jogador ruim (primeira categoria) é um atleta quase desprezível, na visão do torcedor. Trata-se daquele jogador que não reúne as mínimas qualidades para desenvolver um bom papel como atleta do clube. Alguns, mais fanáticos, chegam a dizer que não merece vestir o manto sagrado de seu clube. Normalmente, o jogador ruim “apanha da bola”, como diria um velhão jargão boleiro. O jogador ruim costuma errar passes com frequência (até mesmo os curtos), não sabe chutar a gol, não tem habilidade, e tenta compensar a falta de velocidade com vontade, mas acaba abusando da violência nas faltas – o que, por vezes, resulta em expulsões. Para não ficar apenas na teoria, vou citar alguns exemplos de jogadores ruins: Nunes, ex-volante do Grêmio; e Rafael Santos, ex-zagueiro do Internacional-RS. Ambos deram certo em outros clubes de menor porte (respectivamente Guarani-SP e Ponte Preta-SP, os rivais de Campinas, ativos competidores da Série B do Campeonato Brasileiro), mas a minha avaliação é centrada nos clubes grandes. As passagens de Nunes, pelo Grêmio, e de Rafael Santos, pelo Internacional-RS, foram sofríveis. Eram expulsos frequentemente, “quebravam a bola”, não sabiam sair jogando, e erravam de maneira infantil em alguns lances decisivos – o que culminava em derrotas inevitáveis para seus clubes.

Passando para a segunda categoria, os jogadores medianos já são vistos com olhares menos desconfiados pelos torcedores. São os famosos “quebra-galhos”, “tapa-buracos” ou “severinos”. O jogador mediano é aquele que não acrescenta, mas também não diminui. Não se pode esperar nada dele, mas ele também não compromete. Esse tipo de jogador costuma passar despercebido, por vezes, nem é notado em campo. Exemplos vivos: Makelele (Grêmio), Ramalho (Goiás-GO), Elicarlos (Cruzeiro-MG).

Makelele: longe de ser o ótimo volante da Seleção Francesa, já foi chamado pela imprensa (marrom) gaúcha de "MakeleGol".

Makelele: longe de ser o ótimo volante da Seleção Francesa, já foi chamado pela imprensa (marrom) gaúcha de "MakeleGol". É mole?

Os jogadores bons, formadores da terceira categoria, são necessários à estrutura de um time. São atletas que dão uma contribuição positiva para o time, mas não se pode esperar “um algo mais deles”. Um time campeão não se faz apenas com bons jogadores; é preciso jogadores das categorias acima também. O jogador bom não é um diferencial técnico, todavia, preenche bem os espaços do campo, sabe se posicionar, faz uns gols vez que outra, e cumpre bem as determinações do treinador – razão pela qual, esses jogadores costumam ser os “bruxinhos” dos técnicos. Exemplificando: Itaqui (ex-Grêmio, ex-Juventude-RS), Pedro Ken (Coritiba-PR), Alessandro (Corinthians-SP).

Pedro Ken: meia que faz o "feijão com arroz".

Pedro Ken: meia que faz o "feijão com arroz".

Na quarta categoria, referente aos jogadores muito bons, começamos a entrar num ponto bastante interessante. Sem sombra de dúvidas, os muito bons são, em 99% das vezes, os componentes de uma seleção de futebol, de uma seleção de um determinado campeonato. É aquele tipo de jogador que todo o treinador pede para contratar. São atletas que são contratados pelos clubes para serem titulares. Se não são ídolos pelos clubes que passam, pelo menos chegam perto disso, e costumam deixar saudades na torcida pela aplicação técnico-tática. São exemplos os seguintes: Nilmar (Villarreal/ESP), Anderson (Manchester United/ING), Diego Souza (Palmeiras-SP).

Nilmar: atacante efetivo e franzino, pode vir ainda a se tornar craque, ainda mais se conseguir disputar sua primeira Copa do Mundo.

Nilmar: atacante efetivo e franzino, pode vir ainda a se tornar craque, ainda mais se conseguir disputar sua primeira Copa do Mundo.

Na penúltima categoria, os tão polemizados craques. Neste rol de jogadores, poucos se enquadram, dentro dos parâmetros propostos pela minha idiossincrasia. São jogadores que fazem (ou fizeram) história em clubes e seleções. Atletas que marcam (ou marcaram uma geração). O principal diferencial técnico de um time, até, por vezes, causando uma relação de dependência do time para com ele. O craque tem o domínio perfeito da bola, ele faz o passe que ninguém espera, ele tem o dom do drible desconsertante, ele arremata a gol com maestria, como se colocasse com a mão. Este “quilate” de atleta profissional do futebol é raríssimo, além de ser praticamente perfeito em todos os fundamentos. Alguns nomes são inexoráveis. Gostaria de citar dezenas, mas me restringirei para não deixar muito teratológico este post. Tentarei coadunar alguns deles a partir de agora: Zico (ex-Flamengo-RJ), Ronaldinho (Milan/ITA), Totti (Roma/ITA), Cristiano Ronaldo (Real Madrid/ESP), Gerrard (Liverpool/ING), Ibrahimovic (Barcelona/ESP), Michael Laudrup (ex-Real Madrid/ESP), Roberto Baggio (ex-Juventus/ITA), Jurgen Klinsmann (ex-Internazionale/ITA), Romário (ex-PSV Eindhoven/HOL.

Francesco Totti: estupendo jogador; levou a Itália ao último título mundial, em que pese ter jogado lesionado e no sacrifício.

Francesco Totti: estupendo jogador; levou a Itália ao último título mundial, em que pese ter jogado lesionado e no sacrifício.

Finalmente, a categoria dos deuses do futebol. Se vocês conhecerem algum vocábulo superior a raridade, me digam, pois é a única forma de qualificar estes monstros da prática futebolística. Os atletas considerados deuses não jogam futebol, eles não são seres humanos comuns. Os deuses do futebol praticam o futebol-arte. O povo dirige-se até o estádio para assistir a um espetáculo, e não a uma simples partida de futebol. Muitas vezes, os analistas deste esporte não entendem de onde esses mágicos da pelota inventam certas jogadas. São verdadeiras lendas, que marcam eternamente as suas graças na memória da população mundial. Se o cidadão cita o termo futebol, logo estes jogadores vêm à mente como que se fosse por osmose. São eles: Pelé (ex-Santos-SP), Johan Cruiff (ex-Ajax/HOL), Ferenc Puskas (ex-Seleção da Hungria), Zidane (ex-Juventus/ITA), Franz Beckembauer (ex-Seleção da Alemanha), Maradona (ex-Boca Juniors/ARG), Eusébio (ex-Seleção de Portugal).

Johan Cruiff: o líder da famosa "Laranja Mecânica", a qual contava também com nomes como Rensembrink, Rigisberggenn e Neeskens.

Johan Cruiff: o líder da famosa "Laranja Mecânica", a qual contava também com nomes como Rensembrink, Rigisberggenn e Neeskens.

Com isso, meus amigos, encerro este post, tendo exposto com miuças os meus pensamentos sobre o tema em pauta. Este não é um estudo definitivo. Minhas idéias não são absolutas. Ninguém é obrigado a aceitar o meu modo de ver o futebol. Mas uma coisa eu garanto: é racional. Isso porque, se baseia em conceitos relevantes e que têm fundamento teórico-empírico. Portanto, não me venham dizer que Hernanes, Taisons, Klébers, Tardellis, Robinhos e outros jogadores comuns da atualidade são craques!! A imprensa marrom que vá se vacinar, que vá estudar, que vá ler livros e pesquisar melhor! Não banalizem o termo craque, pelo amor ao futebol! Não cometam tamanha heresia! Fico enfurecido, extremamente enraivecido, quando assisto a um jogo de futebol, e os comentaristas ridicularizam esta qualidade intocável – que é ser craque – chamando qualquer elemento desta forma. Prova de que não sabem nada sobre o esporte mais apaixonante do planeta. Valorizar os melhores da modalidade é, deveras, intrínseco para o crescimento da cultura e do próprio esporte. Desconfigurar aleatoriamente os encantos e os conceitos que norteiam o romantismo do futebol é um retrocesso educativo, e ao mesmo tempo uma maneira de afastar possíveis novos admiradores…

Tchüss, fusballteigers!

Em Final de Carreira: Rodrigo Mendes Assina Contrato com o Novo Hamburgo-RS

setembro 18, 2009
FONTE: GloboEsporte.com

FONTE: GloboEsporte.com

Segundo informações do ClicRBS, o Novo Hamburgo-RS anunciou no início da tarde desta sexta-feira a contratação do atacante Rodrigo Mendes, ex-Grêmio. O jogador, de 34 anos, será apresentado oficialmente na quinta-feira, no Estádio do Vale. Mendes chega para disputar a Copa Arthur Dallegrave (acreditem!!), mas já existe um pré-acordo para a permanência dele até Campeonato Gaúcho de 2010. O atleta estava sem clube. No primeiro semestre deste ano, o atacante defendeu o Fortaleza-CE, tendo sido contratado pelo, então diretor técnico do clube cearense, Paulo Pelaipe (ex-vice de futebol do Imortal Tricolor).

Natural de Uberaba, Minas Gerais, Rodrigo Mendes despontou no Flamengo-RJ, e em seguida se transferiu para o Grêmio, onde teve quatro passagens. Além destes dois clubes, o novo reforço do Noia atuou também no futebol japonês, Catar e Emirados Árabes. Em 2001, atuando ao lado do volante Emerson, hoje capitão do Anilado, conquistou a Copa do Brasil pelo Tricolor. Sim, aquele Emerson que teve problemas cardíacos, e retornou ao Grêmio porque o clube da Azenha lhe devia salários.

Em 2007, Rodrigo Mendes foi contratado novamente pelo Grêmio. Entretanto, rompeu os ligamentos cruzados do joelho, só voltando aos treinos em março de 2008. Em de julho do mesmo ano, o jogador se acertou com o Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos. Neste ano, foi tricampeão cearense pelo Fortaleza, onde sofreu uma lesão, da qual já está recuperado.

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Ficha técnica
Nome completo: Rodrigo Fabiano Mendes.
Idade: 34 anos.
Naturalidade: Uberaba-MG.
Clubes onde atuou: Uberaba-MG, Flamengo-RJ, Grêmio, Atlético-PR, Oita Trinita/JAP, Al-Ain/EAU, Al-Gharafa/CAT, Sharjaf FC/EAU e Fortaleza-CE.

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Tchüss, fusballteigers!!

“Futebol Master” no Retorno do Futsal Semanal do Toco Y Me Voy

setembro 17, 2009

Foi difícil o retorno à prática do futsal da gurizada do Toco Y Me Voy. Semana passada, em razão da falta de luz no Ginásio Poliesportivo da PUCRS, não foi possível celebrar o jogo semanal. Passados 14 dias da última peleya, a galera sentiu a falta de ritmo. Muitos não corriam, tampouco caminhavam, mas sim, se arrastavam em quadra. Eu mesmo, após o jogo, tive aquela sensação péssima de exaustão pulmonar, camisa lavada de suor, além de dores dorsais e nos locais em que houve choque, fruto de fortes divididas com os marcadores na peleya. Muitas disputas de bola, mas a qualidade ficou prejudicada. Cleitão chamou este que vos fala para selecionar os atletas, mas quis inovar: a escolha não seria com o primeiro escolhendo 1 atleta, o segundo escolhendo 2, o primeiro escolhendo 2, e assim por conseguinte. Ele achou melhor que a escolha fosse de 1 em 1. Eu avisei que ficaria desparelho, haja vista que quem sai escolhendo tem total preferência nas escolhas, largando em vantagem ampla. Não deu outra. O Time Laranja formado por Cleitão, Diogo, Junique, Bartt e Pedro Henrique começou melhor, abrindo o marcador. O Time Azul formado por Zerbes, Cauê, Ratobol, Renatinho e Cuervo ia na base das jogadas individuais de seus atletas, e conseguiu empatar a peleya por 3 vezes seguidas, mas nunca liderando o marcador. Com 15 minutos, era possível notar o cansaço que tomava conta dos atletas. Alguns chegavam pedir para ir para o gol, tamanho era o exaurimento físico e a falta de preparo. Na metade do jogo, o Time Laranja conseguiu tirar o placar de 2 a 0 e virar o jogo, com 1 gol em bela vitória pessoal de Renatinho sobre seu marcador (Diogo) e 2 gols deste que vos fala. O jogo então tomou outro rumo. O Time Azul passou a errar gols de fronte para o gol, e num destes lances, Pedro Henrique aproveitou o vacilo da defesa para igualar o marcador novamente. Nitidamente, o Time Azul sentia mais a falta de preparo físico nesta parte do jogo. Aproveitando-se disso, o Time Laranja virou o placar, mais uma vez, impondo 4 gols a 0 de diferença. Junique haveria de levar 3 janelinhas na sequência (1 de Cauê e 2 de Zerbes), mas nada que ameaçasse a “gordura acumulada” pelo Time Laranja. Restava ao Time Azul fazer “jogadas negerianas” (entenda-se toques nos adversários e firulas afins), até porque, o tempo era exíguo para uma reação. Em uma dessas jogadas importadas da Nigéria, Zerbes fez mais 1 gol, deixando o placar em 3 a 0 para os laranjas. Vitória bem administrada. Resultado justo.

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** TIME AZUL:

01-Cuervo
02-Ratobol
03-Cauê
04-Zerbes(C)
05-Renatinho
———————–

09

x

12
———————–
** TIME LARANJA:

01-Bartt
02-Junique
03-Diogo
04-Cleitão(C)
05-Pedro Henrique

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LOCAL: Centro Poliesportivo da PUCRS (Térreo/quadra 2)
HORA: 21h
DATA: 15 de Setembro de 2009.
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Tchüss!!

chutinho

setembro 17, 2009

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Adebayor foi punido com três jogos por chutar Van Persie.

Valeu a pena?

sobre a rodada [41]

setembro 17, 2009

Campeonato Brasileiro

Coritiba 1×1 Corinthians – Bom jogo em Curitiba. O Coxa segue ameaçado pelo rebaixamento. O Timão perdeu a chance de chegar mais perto nos líderes.

Pos Time P J V E D GP GC SG
1 Palmeiras 44 24 12 8 4 37 23 14
2 Inter 43 24 13 4 7 47 30 17
3 São Paulo 43 24 12 7 5 33 23 10
4 Atlético-MG 40 24 11 7 6 40 34 6
5 Goiás 39 24 11 6 7 42 38 4
6 Corinthians 37 24 10 7 7 33 31 2
7 Grêmio 36 24 10 6 8 43 28 15
8 Barueri 36 24 9 9 6 46 34 12
9 Santos 35 24 9 8 7 40 38 2
10 Avaí 34 24 9 7 8 33 30 3
11 Flamengo 34 24 9 7 8 35 36 -1
12 Vitória 33 24 9 6 9 36 38 -2
13 Cruzeiro 32 24 9 5 10 32 38 -6
14 Atlético-PR 28 24 8 4 12 24 36 -12
15 Coritiba 27 24 7 6 11 32 36 -4
16 Náutico 25 24 6 7 11 30 44 -14
17 Santo André 24 24 6 6 12 25 36 -11
18 Botafogo 24 24 4 12 8 34 41 -7
19 Sport 20 24 5 5 14 30 44 -14
20 Fluminense 18 24 3 9 12 22 36 -14

Pelo fim do patrocínio nas camisetas

setembro 16, 2009

Que saudade dos tempos em que o esporte não era dominado pelo dinheiro. Aliás, dinheiro é algo que só me apavora. Me apavora não tê-lo e me apavoraria ter demais. Porque o dinheiro traz consigo o egoísmo, a mesquinhez e, por consequencia, a corrupção.

Estou acostumado a ver corrupção nos bancos, nos órgãos estatais em geral, no governo, na política (aliás, no Brasil de hoje, infelizmente, política e corrupção são quase sinônimos). Sobre esse tema, aliás, eu sempre digo: nós gaúchos já nos erguemos em espadas por muito menos. Está faltando brio, não para lutar com armas em punho, mas para colocar ética nesse país.

Mas o que mais me assusta é ver que o dinheiro corrompe as coisas mais puras também; corrompe mulheres (homens há muito foram corrompidos, nem são puros), corrompe estudantes, que trocam o sucesso no vestibular por um carro por alguma quantia; e corrompe também o esporte, que sempre foi uma ferramenta vital de lazer, entretenimento e integração de massas.

E isso já acontece há muito tempo, por isso não fiquei nem um pouco surpresso com esse bafafá que tá acontecendo na Fórmula 1. Ora, isso só veio à tona porque o Nelsinho Piquet perdeu o emprego. Se tivesse renovado o contrato, nada viria à tona, eles continuariam enchendo os bolsos e enganando os olhos inocentes dos torcedores.

Me refiro ao ‘escândalo’ em que Nelsinho Piquet teria batido deliberadamente seu carro, por ordem de Briatore, para forçar a entrada do Safety Car na pista e favorecer Fernando Alonso, que reabasteceria seu carro logo antes. Deu certo. O espanhol saiu em último lugar e chegou em primeiro.  Desde aquele dia até semana passada eu, inocentemente, enquadrei Fernando Alonso como um gênio do automobilismo, que conseguira uma façanha esportiva de ganhar uma corrida por uma equipe ruim, tendo largado em último.

Motivado por grande raiva, escrevo sobre este assunto lamentável e chato, que fustiga o esporte e, por isso, deve ser abordado e eliminado. E que não pode passar em branco. Todos merecem punição; equipe e pilotos da equipe. É assim que se formam ídolos hoje em dia? Então desisto. Larguei a F-1.

O futebol dá seus exemplos diários de escândalos de arbitragens, armação de jogos, ingressos para show da Madonna para juízes… jogadores convocados para valorizar seu passe… eu só não larguei o futebol porque sou muito fanático mesmo. Mas vou me dedicar mais a praticá-lo (mal e porcamente) do que acompanhá-lo.

Vou começar a fazer campanha para que o dinheiro perca importância. Precisamos resgatar a noção de que o foco do esporte é entretenimento e integração social, e não uma ferramenta de geração de lucro.

Vejam,a título de exemplo:  nós nos acostumamos a ver o patrocinador na camisa do clube, mas qual a sua utilidade? Eu não abri conta no Banrisul porque o Grêmio tem ele na camiseta. Tudo bem, eu não seria cego nem radical a ponto de não ver que o patrocínio é fundamental para as receitas dos clubes. Mas isso porque os clubes são culpados e também se tornaram reféns disso, já que o futebol é uma engrenagem totalmente dependente de dinheiro – de muito dinheiro. E ninguém mais controla isso.

Hoje, somente hoje, fui ver que o patrocinador estampado na camiseta do Milan, a Bwin, é uma empresa de jogos e apostas online. Não tenho indícios para julgar, a não ser minha consciência, mas esta não me deixa parar de pensar que existe por trás disso muito mais do que um ‘inocente’ patrocínio.

Mas como não quero só reclamar, eu sugiro o fim do patrocínio nas camisetas (que hoje já está até nos calções), como início do controle da situação. É preciso diminuir um pouco as cifras, para que os interesses precípuos do esporte voltem a ser entretenimento e integração social.

Não quero, entretanto, trazer de volta as mazelas dos tempos de romantismo futebolístico, em que havia um completo desaparelhamento e que atletas passavam fome. Quero o equilíbrio, o meio termo, algo que infelizmente está longe de ser a realidade.

Com o fim do patrocínio nas camisetas e outras medidas paulatinas, a longo prazo teremos um futebol condizente com a realidade, sem valores astronômicos e sem a poluição visual no uniforme. No uniforme do São Paulo, por exemplo, a logomarca da LG é maior que o escudo do time. Virou LGFC. Tchê, então o patrocinador é maior que o clube? Chomisco!

Tomara que os Rodeios não se tornem reféns desse consumismo. Daqui a pouco vai ter bombacha da Reebok, boina da Nike, bota da Puma e cavalo vai ter contrato de imagem. Ah, e a Adidas vai passar a fabricar as nossas facas 3 listras… Quanto mais conheço os homens, mais eu gosto dos meus cavalos…

‘Eu Já Vi Esse Filme’ (Diria um Torcedor do Grêmio)

setembro 15, 2009

Consoante informações da imprensa de São Paulo-SP, o ex-centroavante gremista Alex Mineiro, contratado para ser a solução dos problemas do ataque do Furacão, passou seis jogos em branco até marcar o seu primeiro gol com a camisa rubro-negra no seu retorno ao clube, no final de julho. O jogador voltou a balançar as redes na derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG no último domingo.

– É sempre bom fazer gols. A confiança voltou, acredito que fiz uma boa movimentação na partida, mas falta ter um pouco mais de chegada pelos lados, para podermos finalizar mais – disse o centroavante.

O Furacão volta a campo nessa quarta-feira, quando enfrenta o Botafogo, pelo jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana. Na primeira partida, na Arena, o placar foi 0 a 0. Mas vale lembrar, que Alex Mineiro foi negociado pelo Imortal Tricolor após grande atuação na goleada ante o atual campeão da Copa do Brasil, Corinthians Paulista-SP, no Estádio Olímpico Monumental. Não é preciso ter uma memória apurada para recordar que Alex Mineiro ficava jogos e mais jogos sem marcar um único gol pelo Grêmio. Havia jogos em que ele se escondia, e outros em que perdia gols incríveis. Não é de agora que o centroavante careca se ressente pela falta de gols. Deveras, Alex não é nem sombra daquele centroavante que o Brasil aprendeu a admirar pela garra, técnica clássica e precisão nos arremates a gol, quando dos tempos de Cruzeiro-MG, América-MG e Atlético-PR (na sua passagem mais marcante, quando levantou o caneco de Campeão Brasileiro). O Grêmio livrou-se de pagar um alto salário e ainda ter de arcar com as inconstâncias de um “quase ex-jogador”.

Tchüss!!

NA CARA DO GOL

setembro 15, 2009

OS IRMÃOS PONTES

O futebol gaúcho, principalmente no interior é reconhecido por sua virilidade. Não há espaço para virtuoses da bola em um ambiente em que gramados esburacados, maltratados e enlameados predominam. Os jogos muitas vezes são decididos através da disposição e agressividade dos jogadores, o que torna o jogo digamos “insalubre” para atletas mais leves.

Entre as décadas de 60 e 70 apesar do domínio da dupla Grenal, que ganhava praticamente todos os jogos no interior havia um local que era temido pelos jogadores gaúchos: Passo Fundo. Especialmente ná área do Gaúcho de Passo Fundo, havia uma estirpe de zagueiros que inspirava grande temor nos atacantes adversários: Os irmãos Pontes.

Bibiano Pontes, o caçula, foi o que obteve mais destaque em nível nacional. Iniciou no Gaúcho e depois jogou no Inter de 1965 até 1975, sendo titular do escrete colorado no início da era Beira-Rio. Jogava duro, e tinha boa técnica. Os outros irmãos: João e Daison jogaram muitos anos juntos no Gaúcho formando uma dupla de zaga famosa e temida. Até disputar coletivo com eles era perigoso.

João era do tipo tosco. Jogava sem firulas e era viril ao extremo. Foi expulso diversas vezes (12 vezes) e até por doping foi punido. Mas foi Daison, o mais velho, quem marcou época. Era considerado um zagueiro de boa técnica e virtualmente insuperável nas bolas altas. Foguinho chegou a compara-lo com Calvet, multicampeão pelo Grêmio e o Santos de Pelé. Mas tinha um grave defeito: era extremamente violento e muito irascível. É considerado pela CBF o jogador com o maior número de expulsões até hoje (total de 18), foi afastado também por doping e realizou a façanha de ser o primeiro jogador do Brasil a ser suspenso por agredir um árbitro. (Em 1974 agrediu José Luiz Barreto num jogo contra o Inter de Santa Maria com um soco e um pontapé, sendo suspenso po 18 meses. Recebeu anistia e cumpriu apenas 12).

Daison era fanfarrão. Tinha uma cara de mau e não admitia desrespeito: Leia-se um olhar atravessado, um sorriso debochado, firulas e como o atacante gremista Nestor Scotta descobriu, cusparadas. Acabou levando uma joelhada por trás que o levou a sair de campo. Foi contratado pelo Flamengo do Rio mas ficou apenas 3 meses por lá pois foi afastado pelo técnico Flávio Costa. Motivo: num coletivo, acertou Airton Beleza em cheio, atirando-o na grade, fora do campo.

Daison tinha duas frases célebres: Dizia que na sua área só entrava quem era convidado, e que para um time ser campeão gaúcho teria que ser capaz de entrar na área do Gaúcho de Passo Fundo. Outra história célebre era que o pai dos irmãos Pontes via os jogos do Gaúcho sentado em cima do muro do estádio Wolmar Salton, e que quando o juíz marcava um pênalti contra seu time ele sacava o revolver, assim convencendo o juíz e “reconsiderar” a marcação.

daison_pontes[1] Daison Pontes

É… literalmente como se diz por esses pagos, eles eram “faca na bota”.

” Tirando Mulher, a gente deve recomendar tudo que experimentou e gostou” – Stanislaw Ponte Preta.

Abraços a todos.


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