os diferenciados

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Em 2007 era Riquelme. Ontem foi Verón. Os dois carrascos de Grêmio e Cruzeiro têm além da nacionalidade outro ponto em comum. O talento.

Talvez Grêmio e Cruzeiro perderam a Libertadores deste ano por não ter em seus elencos um jogador do nível de Verón. Aconteceu a mesma coisa em 2007 quando o time de Mano Menezes perdeu para o Boca de Riquelme. O 10 do Boca foi decisivo naquela competição e suas atuações nas partidas decisivas foi fundamental para a conquista do clube argentino.

Dois anos depois o filme se repete. Verón foi peça fundamental na vitória do time de La Plata. Que jogou como se estivesse em casa na noite de ontem, no Mineirão lotado.

Merecido o título. O futebol ainda premia a qualidade. Um só jogador – por mais que isso seja rebatido nos dias de hoje – faz sim a diferença. Riquelme e Verón são exemplos recentes de que a qualidade na hora do “vamos ver” ainda é o grande diferencial.

Enquanto os clubes brasileiros não derem valor ao camisa 10, serão sempre uma presa fácil para a velha escola argentina. Que começa seu time pelo 10.

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Uma resposta to “os diferenciados”

  1. mzerbes Says:

    Falando abertamente sobre o TRI-vice do Brasil (Grêmio/2007, Fluminense/2008 e Cruzeiro/2009), eu gostaria apenas de acrescentar a esta discussão, um OUTRO argentino, que não era craque do quilate de Román e nem do quilate de “La Brujita” Verón, mas que foi peça fundamental para a Liga Deportiva Universitária/EQU derrubar o Fluminense-RJ de Thiago Neves na final da Libertadores 2008: MANSO.

    Este BAITA meia de ligação era o “número 1” (folclórica referência de Zagallo ao jogador intrínseco que interliga meio e ataque) do técnico da LDU/EQU, aquele jogador que se destaca entre os demais, “a cereja do bolo”, o diferencial técnico, entre outros termos analógicos. Sintetizando as funções de Manso naquele time da LDU/EQU, ele era aquele jogador que municiava o infernal Guerrón e o explosivo Bolaños no ataque – hoje nem tão explosivo assim pelas bandas da beira do Lago Guaíba, e que tocava a bola com facilidade no meio, triangulando ora com Urrutia, ora com Vera. Não foi à toa que Manso, tão logo jogou o Mundial de Clubes, foi negociado com o futebol europeu e NUNCA MAIS retornou para a América do Sul.

    Por isso, eu coloco Manso neste rol de meias argentinos talentosos que levaram o título mais importante da América sobre clubes brazucas nos últimos 3 anos… (guardadas as devidas proporções, meus caros amigos)

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