Semana Grenal

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É com grande orgulho que recebo o convite para, semanalmente escrever neste blog, muito embora eu acredite não estar preparado para essa tarefa. Mas, como o título da coluna tem contornos tradicionalistas, como um bom gaúcho, não fujo da peleja.

Aliás, o nome “Pitaco do Guasca” foi idéia de meu grande colega de faculdade e amigo desde 2001, Marcelo Zerbes, juntamente com o amigo Alemão Pizoni, que conheci nas quadras de futsal no início do “Toco y me voy”.

Para quem não me conhece, sou gaúcho de Bom Jesus, Gremista e carrego comigo os princípios da nossa cultura. Aqui, pretendo trazer algum comentário esportivo com certa isenção (desde que não falem mal do Grêmio). Ainda, sempre que possível, procurarei trazer alguma coisa da cultura pampeana para este espaço, tentando, assim, fazer jus ao tratamento que me foi dispensado.

Bem, para começar, uma semana antes do primeiro clássico Grenal desta edição do campeonato brasileiro, a rodada foi generosa para o Grêmio, que goleou o Corinthians por 3 a 0, e péssima para o Internacional, que perdeu de virada para o Atlético/PR, por 3 a 2.

A par disso, ocorreram fatos curiosos que deixaram tanto gremistas quanto colorados com uma sensação de frustração: o Grêmio mostrou ao co-irmão o caminho para fazer 3 gols no Corinthians; e, quem diria, Celso Roth, que perdeu o cargo de técnico do Grêmio durante a Libertadores/2009, mostrou como se faz 3 gols no Cruzeiro.

É claro, são competições distintas, Cruzeiro jogava com reservas, está com a cabeça na final da Libertadores; e também é certo que Corinthians veio sem a zaga titular e em ritmo de ressaca pós-título da Copa do Brasil sobre o Inter. Mas todos sentiram certa frustração. Eu ouvi de colorados o tempo todo, que Ronaldo estraçalharia a defesa do Grêmio, como fizera com o Inter no primeiro jogo da final. No entanto, ocorreu algo bem diferente em campo, como se viu.

Passada a rodadado final de semana, apesar de haver jogos da dupla na quarta , contra Coritiba e Fluminense, o foco da imprensa e torcedores gaúchos está no clássico Grenal do próximo domingo. E fica a pergunta que todos sempre fazem: quem é o favorito?

Bem, não escrevi até agora para chegar neste ponto e ficar em cima do muro. Acho até que em clássico não tem favorito, mas o momento do Grêmio é melhor, apesar da colocação inferior na tabela.

O Internacional vem decepcionando o seu torcedor a cada jogo. Perdeu a Copa do Brasil e a Recopa Sulamericana e, na última rodada, perdeu a liderança do Brasileirão. Nos últimos 10 jogos, ganhou 2, empatou 3 e perdeu 5. O momento é, sem dúvida, de baixa e de preocupação. Mas tem um bom elenco, capaz de dar a volta por cima.

Já o Grêmio parece ter assimilado o trauma da eliminação da Copa Libertadores, que é a competição mais almejada pelo tricolor, e venceu bem as duas partidas que disputou, sendo duas goleadas, num total de 7 gols,com bom desempenho dos atacantes (marcaram 6 ao total), o que não ocorria há tempos e, ao meu ver, foi a causa do fracasso na Libertadores/2009.

No primeiro jogo, os atacantes argentinos foram bem, marcando dois gols cada. No segundo jogo pós libertadores, o ataque considerado titular não pôde ser escalado. Pensei com meus botões: se o ataque titular conseguiu trabalhar bem somente no último jogo, o que vai ser hoje? Para minha surpresa, Alex Mineiro guardou um gol muito parecido com o que ele perdeu diante o Cruzeiro (o detalhe é que a chance disperdiçada na semifinal da libertadores  era muito mais fácil do que o gol que ele fez no último domingo). E Jonas, que no início do ano estava bem, era o xodó da torcida, depois caiu de produção e passou a ser um mestre na arte de errar gol, foi surpresa positiva. Estava “mais ansiado do que cusco antes da campereada”, mas jogou bem, fez gol e foi importante na vitória.

Portanto, tendo em vista o momento das equipes, o Grêmio tem vantagem neste jogo.

Para finalizar e fazer jus ao tom gauchesco desta coluna, gostaria de saudar este espaço com um trecho de uma poesia (Galpão Nativo) do maior pajador que pisou neste pago, Jayme Caetano Braun:

“Se não houver campo aberto,
Lá em cima, quando eu me for,
Um galpão acolhedor
De santa-fé bem coberto,
Um pingo pastando perto,
Só de pensar me comovo,
Eu juro, pelo meu povo,
Nem todo o Céu me segura,
Retorno à velha planura
Pra ser gaúcho de novo!”

Gineteada Gineteada

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4 Respostas to “Semana Grenal”

  1. Kanu Says:

    ala pucha!

  2. Roberto Ortiz Alves Juinor Says:

    Ótima coluna. Ninguém escreve mal aqui pô… tô sentindo a pressão.Vou ter que me superar kkkk

  3. Gustavo Says:

    te prepara Junique! é uma cachaça esse blog. E valeu pelo elogio!

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