Imortal Tricolor Arranca Empate na Venezuela com Gol de Atleta Contestado

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O contestado Fábio Santos marcou o seu terceiro gol na temporada: mesmo contra a opinião da torcida, cada vez mais titular de Paulo Autuori.

O contestado Fábio Santos marcou o seu terceiro gol na temporada: mesmo contra a opinião da torcida, cada vez mais titular de Paulo Autuori.

A esperada pressão venezuela foi maior do que se imaginava. A partida foi ruim na noite desta quarta-feira. O gramado castigado ajudou a proporcionar um futebol muito aguerrido entre as equipes, mas de baixa qualidade técnica. O Grêmio encontrou muitas dificuldades, desde o gramado até a marcação adversária, mas conseguiu arrancar um empate em 1 a 1 diante do Caracas/VEN, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores da América. A meu ver, ficaram comprovadas três questões: o esquema a ser adotado precisa ser o 4-4-2 (não há necessidade de 3 zagueiros, mas sim, de 1 cão-de-guarda em frente aos beques); Jonas não pode ser o companheiro de ataque de Maxi “La Barbie” López (Alex Mineiro precisa ser melhor preparado para assumir esssa condição); Túlio não pode ser reserva. Em falta cobrada do lado esquerdo da grande área gremista, logo a 1 minuto e meio da primeira etapa, o zagueiro da Seleção Venezuelana Cichero subiu mais que todo mundo e mandou de cabeça, sem chances para o goleiro Victor.  Desatenção geral do sistema defensivo. A Rede Globo mostrou o lance, em detalhe, no Jornal da Globo: sete jogadores do Grêmio estavam na grande área, nenhum deles saltou para cabecear, sendo que apenas Réver tentou evitar o gol, mesmo contra três jogadores venezuelanos (Cichero, Emilio Rentería e Castellín). O Caracas mostrava seu cartão de visitas ao Grêmio. O Tricolor sentiu a pressão, e não conseguia articular jogadas. A única solução que vinha à mente dos atletas era dar chutões. O time não conseguia colocar a bola no chão e sair tocando. Foram raras as chegadas ao ataque no primeiro tempo, até mesmo do Caracas/VEN. A partida estava centralizada no meio-campo.

Cichero comemora o seu gol com a torcida venezuelana, após jogada que o time gremista já previa...

Cichero comemora o seu gol com a torcida venezuelana, após jogada que o time gremista já previa...

Depois de um bate-rebate com a bola pelo alto, o meia venezuelano Gómez ficou com a sobra e arriscou um chute da entrada da área, assustando Victor, aos 12 minutos. A bola foi para fora, para alívio tricolor. Um minuto depois, o Grêmio finalmente foi ao ataque. Jonas e Maxi López ensaiaram uma tabela perto da grande área, mas o camisa 7, que estava pouco inspirado no jogo, acabou sendo desarmado. Fábio Santos enxergou Maxi López bem posicionado na área adversária, aos 24 minutos. O lateral fez o cruzamento do lado esquerdo, mas o goleiro Renny Vega se antecipou para ficar com a bola. Aos 27, após cobrança de falta de Tcheco, a bola passou por todo mundo e Vega defendeu em dois tempos, quase entregando o gol para Rafael Marques (que a imprensa gaúcha insiste em escrever errado nas reportagens e chamar de Rafael Santos). Aos 30, a melhor chance gremista: após bola alçada na área, La Barbie cabeceou em diagonal (sem chances para o goleiro), mas a pelota acabou indo para fora. Três minutos depois, o goleiro Victor salvou o Grêmio de levar outro gol: Darío Figueroa recebeu na área e deu o passe para Piñango, que chutou de frente para o gol, forçando o camisa 1 do Imortal Tricolor a operar mais um de seus milagres.

A "malandragem" venezuelana: o sistema só foi acionado no lado gremista. Coincidência?

A "malandragem" venezuelana: o sistema só foi acionado no lado gremista. Coincidência?

Na etapa complementar, o  Grêmio tentou tocar mais a bola. Voltou sem alterações. Melhorou em relação ao primeiro tempo, mas o time venezuelano continuou dando trabalho. As principais jogadas do Grêmio saíram pelo lado esquerdo. Fábio Santos tentou vários cruzamentos, mas a maioria sem sucesso. Sem marcação, aos 13 minutos, após uma jogada bizarra de Adilson, Prieto recebeu quase na pequena área e chutou para longe do gol. O volante loiro do Grêmio se “embananou” com a bola num bate-rebate, e tentou chutar a bola para longe com um toque de calcanhar. Ele não só errou o toque, como deixou Darío Figueroa (deitado) fazer o passe para Prieto, porém, o meia mexicano do Caracas/VEN acabou pegando mal na bola e ela foi para fora. Aos 27, Souza balançou a goleira de Vega. Ele cobrou falta com um chute de muito efeito, batido de chapa, mas que foi direto na trave. Douglas Costa não conseguiu pegar o rebote, e a defesa venezuelana aliviou. Se com bola rolando estava difícil de chegar ao empate, o jeito era tentar mesmo nas bolas paradas. E foi pelo alto, aos 29, que o Grêmio igualou o placar. Tcheco cobrou belíssima falta da esquerda, e Fábio Santos apareceu do lado direito, sem marcação, como elemento-surpresa, para marcar de cabeça o gol para sair do sufoco. Logo depois do empate, uma cena inusitada. O sistema de irrigação do estádio foi acionado e vários pontos jorrando água apareceram no meio do gramado. Após alguns minutos, o sistema foi desligado e o jogo voltou a transcorrer normalmente. Ruy aproveitou para se refrescar. Todos achavam que a partida seria finalizada. O técnico Paulo Autuori já havia feito uma alteração no Grêmio antes do gol de empate. Tirou Jonas, que pouco jogou, e colocou Alex Mineiro. O camisa 9 também não conseguiu boa participação na partida. Já no final do jogo, aos 44, ele sacou Souza para a entrada de Túlio. O Grêmio conseguiu manter o empate até o fim, deixando a decisão para o jogo do Estádio Olímpico, nos próximos 90 minutos a serem disputados no dia 17 de junho.

Copa Libertadores – quartas-de-final, 27/05/2009.
Local: Estádio Olímpico, Caracas, Venezuela.
Horário: 21h50min (horário de Brasília).
Arbitragem: Roberto Silvera, auxiliado por Miguel Angel Nievas e Marcelo Gadea (trio do uruguaio).
Cartões amarelos: Tcheco, Ruy e Léo (Grêmio); Figueroa e Castellín (Caracas).
Gols: Cichero, aos 1min30s do 1º tempo (Caracas); Fábio Santos, aos 29min do 2º tempo (Grêmio).
CARACAS/VEN (1) GRÊMIO (1)
Renny Vega, Romero, Rey, Barone e Cichero; Vera, Piñango, Darío Figueroa (Guerra) e Gómez (Escobar); Emilio Rentería (Prieto) e Castellín. Victor; Léo, Rafael Marques, Réver; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza (Túlio) e Fábio Santos; Jonas (Alex Mineiro) e Maxi López.
Técnico: Noel Sanvicente. Técnico: Paulo Autuori.

Tchüss!!

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