Dossiê Libertadores’2009: Os 8 Melhores da América (Parte 2)

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Rogério Ceni fará muita falta ao atual bicampeão brasileiro...

Rogério Ceni fará muita falta ao atual bicampeão brasileiro...

Dando prosseguimento à analise dos confrontos válidos pelas quartas-de-final da Copa Libertadores da América, é a hora de falarmos sobre São Paulo-SP/BRA e Cruzeiro-MG/BRA. A meu ver, o confronto mais difícil desta fase. Totalmente imprevisível. Tentarei fazer as devidas considerações sobre as duas equipes, mesmo sabendo que corro sério risco de cometer algum tipo de heresia. O fato é que o São Paulo-SP/BRA, treinado há mais de anos pelo casmurro Muricy Ramalho, é o maior clube do Brasil. Em razão disso, o São Paulo-SP/BRA sempre será um dos favoritos, sempre será um adversário de respeito. É um clube que tem saúde financeira, que tem uma ótima direção, ótimo grupo de jogadores e uma histórica magnífica em termos de futebol. O time bem articulado de Muricy Ramalho costuma jogar no 3-5-2 (por vezes ele mexe no esquema e transforma em 4-4-2 no decorrer do jogo), com Wagner Diniz aberto pela ala-direita, Júnior César na esquerda, a zaga formada pelos experimentados Miranda, André Dias e Rodrigo, o meio com Richarlyson, Jorge Wagner e Hugo, e o ataque conta com o habilidosíssimo Borges e o eterno “coração de leão” Washington. Muricy Ramalho pode se dar ao luxo de deixar Dagoberto no banco de reservas. O problema de tudo, é que o maior ídolo e líder do clube não vem jogando já faz algumas semanas: Rogério Ceni. Uma lesão grave tirou de atividade o capitão do time de São Paulo por 6 meses. Ceni está fora da Libertadores e de grande parte do Campeonato Brasileiro. Abatido, o São Paulo sentiu a falta de seu maior jogador, símbolo de seus últimos títulos. Pior. O goleiro reserva, Bosco, se lesionou recentemente. O novo titular da meta são-paulina é o desconhecido Dênis, das categorias de base. O time de Muricy Ramalho segue sendo um dos favoritos ao título, mas não é o mesmo de anos anteriores, ainda mais sem Rogério Ceni.

O Gladiador vive o melhor momento da carreira com a camisa da Raposa.

O Gladiador vive o melhor momento da carreira com a camisa da Raposa.

Quanto ao Cruzeiro-MG/BRA, a única situação a lamentar é a ausência do “selecionável” Ramires no segundo jogo das quartas-de-final. O time mineiro comandado por Adilson Batista vive uma fase incrível. O centroavante Kléber (conhecido como “Kléber, o Gladiador”) parece ter reencontrado o bom futebol e, desta vez, sem violência. Kléber vem marcando muitos gols, tanto que na última partida marcou os dois gols da vitória cruzeirense sobre o Vitória-BA/BRA, até então, líder do Campeonato Brasileiro invicto. Ademais, o Gladiador Kléber chegou à marca de 19 gols em 19 jogos disputados com a camisa cruzeirense (média de 1 gol por partida). Fora o deslize ante o Estudiantes de La Plata/ARG, em jogo celebrado na casa do adversário, quando da fase classificatória, momento em que fora impiedosamente goleado pelos argentinos, o time está muito bem. Adilson Batista dá indícios de que acertou o time. Esquematizado no 4-4-2, o time de Adilson Batista tem atulamnete a seguinte escalação: Fábio (bom goleiro, seguro, mas que entrega às vezes); Jonathan, Leonardo Silva, Léo Fortunatto, Athirson; Fabrício, Henrique, Ramires e Marquinhos Paraná; Thiago Ribeiro e Kléber. O fraco do time mineiro é a defesa. Jonathan é uma promessa que vem se confirmando jogo a jogo (Jancarlos é banco), mas sai muito para o jogo, desguarnecendo a zaga. A dupla de zagueiros é extremamente lenta. Athirson já está bem rodado para jogar na lateral-esquerda (mais de 33 anos nas costas), e não tem mais a mesma pontaria e preparo físico da época em que surgiu no Flamengo-RJ/BRA. Ramires é o craque do time, o centro das jogadas. As jogadas intrínsecas do time passam por ele. O articulador Wagner, voltando de lesão, deverá estar à disposição para o jogo ante o São Paulo-SP/BRA (ótimo reforço). Os demais formadores do meio são jogadores medianos. Evidentemente, que o forte do time é o ataque. Além do Gladiador Kléber, Thiago Ribeiro é sempre uma ameaça à meta adversária, tendo em vista a sua grande habilidade para arremates a gol e ótimo posicionamento em campo. Soares está lesionado. Wellington Paulista é reserva.

No Campeonato Brasileiro 2008, deu São Paulo-SP/BRA 2×0 no Cruzeiro-MG/BRA, no jogo celebrado em São Paulo; já no Mineirão, deu Cruzeiro-MG/BRA 1 x1 São Paulo-SP/BRA. Como o time do São Paulo é praticamente o mesmo do ano passado (ou seja, envelhecido mais 1 ano), e agora conta com os desfalques de Rogério Ceni e Bosco, ao passo que o Cruzeiro vive uma fase muito positiva, contratou excelentes reforços e está com o time ajustadinho, creio que o time da Toca da Raposa deve classificar para as semi-finais. Se o São Paulo classificar, será por pura falta de competência do treinador do Cruzeiro, e pela estrela de Muricy Ramalho, até porque, faltam títulos importantes no currículo de Adilson Batista.

Tchüss!

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