Grêmio MAXImizado na Libertadores

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MATADOR: La Barbie já marcou 4 vezes na Libertadores e é o goleador gremista ao lado de Souza.

MATADOR: La Barbie já marcou 4 vezes na Libertadores e é o goleador gremista ao lado de Souza.

Com a vitória de 3 a 1 obtida ontem, dia 06 de Maio de 2009, na cidade de Lima, no Peru, ante o Universidad Santa Martin de Porres/PER, o Grêmio praticamente carimbou o seu passaporte para as quartas de final da Libertadores da América. Maxi López foi eleito o melhor em campo por quase toda a imprensa (autor de dois gols) mas, a meu ver, o melhor foi aquele que se notabilizou por ser o reduto de qualidade técnica e criatividade do time: Souza (autor do primeiro gol). Não foi um jogo fácil, como se previa, mas o Imortal Tricolor soube ter paciência para segurar a pressão do time da casa e mandar no jogo durante a primeira metade do primeiro tempo e toda a segunda etapa.  O gol do centroavante “gordito” Arzuaga, o qual concedeu ao time peruano a igualdade no marcador, foi o primeiro gol sofrido pelo Tricolor nas mãos do técnico interino Marcelo Rospide, e não foi bem assimilado.

Jonas novamente não foi bem, mas sua atuação foi salva pela jogada do terceiro gol de Maxi López.

Jonas novamente não foi bem, mas sua atuação foi salva pela jogada do terceiro gol de Maxi López.

O San Martín começou a partida pressionando o Grêmio, principalmente na saída de bola, mas sem chutar a gol. Ocorre que o Imortal Tricolo tem um diferencial chamado Souza. Logo aos nove minutos do primeiro tempo, aproveitando passe de calcanhar de Maxi “La Barbie” López, deu um toque leve por sobre o carrinho perigoso desferido pelo zagueiro peruano Ramos, e da entrada da grande área disparou um forte chute de perna direita no canto esquerdo do goleiro Butrón. O Grêmio fazia 1 a 0 no San Martin/PER. Depois do gol, o Grêmio conseguiu alguns bons lances, mas não soube aproveitar. Na bola parada, Tcheco cobrou falta em chute direto, aos 17 minutos, mas o goleiro do time peruano tirou com uma das mãos, nitidamente mal posicionado. O goleiro Butrón haveria de aprontar outras situações bisonhas durante o jogo. Jonas perdeu outra boa oportunidade após uma bela jogada: deu um lençol no marcador na entrada da área, mas adiantou demais e o goleiro Butrón levou a melhor. O San Martín/PER passou a pressionar novamente, e chegou ao empate aos 34 minutos do primeiro tempo. Arzuaga recebeu lançamento dentro da área, passou por Fábio Santos com um toque de primeira com a perna direita, conduzindo-a até o meio da grande área,  e chutou sem chances de defesa para o goleiro Victor com a perna esquerda. Desarrumado em campo, o Grêmio não conseguiu reagir após o gol peruano e passou a dar ,uitos chutões. No gol peruano, Réver deu um chutão, quando poderia ter posto a bola no chão e ter saído jogando. Eu, particularmente, achei que foi a primeira vez (desde a saída de Celso Roth) que o Grêmio mostrou a necessidade de um treinador experiente e que não seja interino. Era o momento de dar uma chacoalhada no time, e Marcelo Rospide não me parecia apto a tal função. O Imortal Tricolor me parecia desmobilizado naquele instante do jogo, entrando na correria proposta pelo time peruano. A empresa responsável pelas transmissões do jogo, chegou focar na mesma imagem (em tela dividida) os treinadores dos dois times naquela hora: de um lado aparecia o treinador do San Martin/PER – Victor Rivera, e de outro o diretor executivo do Grêmio – Mauro Galvão, como se fosse o “real treinador” digamos assim).

Na volta do intervalo, o técnico interino Marcelo Rospide pediu mais atenção na saída dos volantes e no setor defensivo. A chamada noticiada pelos repórteres, que Rospide havia dado no time, surtiu efeito imediato já no início da segunda etapa. E logo aos 25 segundos do segundo tempo, o argentino Maxi López marcou o segundo gol dos gremistas, no melhor estilo Jardel (de cabeça, ganhando do zagueiro no alto, sem chances de defesa para o goleiro que apenas ameaçou saltar). Lançamento perfeito de Souza. Aos oito minutos do segundo tempo, o San Martín/PER assustou, forçando o goleiro Victor a fazer duas ótimas defesas. A segunda foi mais complicada. Um verdadeiro milagre. Em chute forte de Pedro García, o camisa 1 gremista se esticou todo e conseguiu defender com a mão esquerda. Ele havia afastado de soco um cruzamento fechadíssimo, e a bola sobrara na entrada da grande área para o arremate de encoberta do atleta peruano, mais conhecido como “Romário dos Pobres”. A mística da camisa 16 do Imortal Tricolor, conexa à estrela de La Barbie, voltou a brilhar aos 16 minutos do segundo tempo (notem a predestinação – camisa 16, e gol aos 16 minutos). Jonas cruzou para o argentino ampliar de cabeça, numa cabeçada que pegou o goleiro da Seleção Peruana no contra-pé. Após o 3 a 1, o Grêmio, passou a administrar a partida. Quando chegou de novo à frente, levou perigo com Tcheco, aos 25, quando o capitão gremista driblou três adversários, e chutou rente ao poste esquerdo do goleiro peruano. Aos 31, Marcelo Rospide promoveu a estréia de Túlio no lugar de Jonas. A alteração isolou o ataque gremista, que contava apenas com Herrera, substituto de Maxi López. A vitória no Peru garantiu uma ótima vantagem para o Grêmio no jogo da volta, no Estádio Olímpico Monumental. Marcelo Rospide computa em seu currículo 4 jogos e 4 vitórias como treinador do Grêmio. Se confirmar a classificação, o Tricolor deverá enfrentar o vencedor de Caracas/VEN x Deportivo Cuenca/EQU.

Copa Libertadores – oitavas-de-final – 06/05/2009.
Local:
Estádio Alejandro Villanueva, Lima, Peru.
Horário: 21h50min (horário de Brasília).
Arbitragem: Carlos Vera, auxiliado por Juan Cedeño e Carlos Herrera (trio do Equador).
Cartões amarelos: Réver, Fábio Santos, Ruy (Grêmio); Arzuaga, Salas (San Martín).
Gols: Souza e Maxi López, duas vezes (Grêmio); Arzuaga (San Martín).
 
 
SAN MARTÍN (1)
GRÊMIO (3)
Butrón; Salas, Cristian Ramos, Balló e Guizasola (Huamán); Fernández, José Diaz (Carrillo), Hinostroza e Cejas (Silva); García e Arzuaga. Victor; Léo, Rafael Marques e Réver; Ruy, Adilson, Tcheco (Douglas Costa), Souza e Fábio Santos; Jonas (Túlio) e Máxi López (Herrera).
Técnico: Víctor Rivera. Técnico: Marcelo Rospide (interino).

A hipótese levantada pela direção do Sport Recife-PE/BRA de que a Conmebol forçaria um confronto do Grêmio com o brasileiro vencedor de Palmeiras-SP/BRA x Sport Recife-PE/BRA foi totalmente afastada pela direção gremista. Foi classificada tal atitude como “virada de mesa”, haja vista que a previsão contratual, é de que os brazucas são obrigados a se enfrentar tão-somente a partir das semi-finais. Para alívio tricolor, o presidente do Canal Fox, detentor dos direitos de transmissão, já afirmou que não vê problemas e que pode, sim, ocorrer uma final brasileira: “Não vejo qualquer tipo de problema; hoje (entrevistada concedida ontem*) quase tivemos uma final de Copa dos Campeões com dois clubes ingleses, não fosse um gol aos 47 minutos do segundo tempo”. O fato é que, caso haja a imposição de tal medida, de nada adiantaria o Grêmio ter se classificado como a melhor campanha, se irá pegar clubes mais qualificados nas próximas fases. Seria mais fácil fazer um torneio brasileiro entre os clubes do nosso país, para então decidir quem irá jogar contra o Boca Juniors/ARG. Ridículo! Lamentável! Se isso prosperar, será um meio de desestimular os torcedores e todos aqueles que amam e idolatram a magia do futebol. É brincar com a paixão clubística. Por essa e por outras que, por vezes, chegam à final da Libertadores da América Once Caldas/COL, Liga Deportiva Universitária/EQU, Sporting Cristal/PER, entre outras infâmias…

Tchüss!!

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