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TODOS QUEREM UM “RODADOR DE WINNING LEVEN”

outubro 19, 2007

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A maioria começou com um CCE ou com um Atari (eu me incluo neste segundo grupo). Depois veio o Nintendo, também conhecido na época como “nintendinho”. Em seguida, para concorrer com a Nintendo, a Sega lançou o Master System (esse eu também tive). O Phantom System apareceu quase na mesma época, mas não era páreo para o “master” e sua grande caixa preta com detalhes vermelhos. Foi então que a Nintendo deu a sua grande e magistral cartada: o SUPER NINTENDO, ou apenas “Super Nes”. Podem rir à vontade, mas eu também tive esse. QUE FEBRE FOI ESSE VIDEO-GAME NA MINHA ÉPOCA DE MOLEQUE!!! A Sega tentou bater a Nintendo com o Mega Drive. Até obteve grande venda, mas a gurizada só queria saber de Street Fighter, Mortal Kombat, International Superstar Soccer e Super Mário World. Foi aí que surgiram as casas de jogos, que mais tarde viriam a se transformar em lan houses. Após anos de febre do Super Nes, veio o insuficiente Neo Geo. Antes deste, ainda veio o quase imperceptível Dynavision, entre outros video-games de expressão pífia. Foi então que os video-games passaram por uma considerável fase de “esquecimento e abandono relativo”. Isso… até que surgiu um game… mas não era um game qualquer… era um game como NUNCA havia se visto antes… gráficos inacreditáveis, jogadores de futebol com os mesmos movimentos dos originais, estádios de futebol lotados com animação do público (sempre identificado com as bandeiras e cores dos clubes que se degladiavam), edição de esquemas de jogo mirabolantes que até o Celso Roth ficaria enlouquecido, climas realísticos de neve, chuva ou sol, até bola laranja para se jogar na neve tinha, entre outras novidades inimagináveis. O Playstation 1 havia passado quase desapercebido com seu Tekken 3, quando o mundo se deparou com WINNING ELEVEN, o jogo de futebol mais perfeito que os 4 cantos do planeta já viu, proveniente da safra de games do Playstation 2. Imaginem a procura que não foi, ainda mais levando-se em conta que vivemos nada mais nada menos, que no PAÍS DO FUTEBOL!!!! Eu já tinha uns 20 e poucos anos quando do lançamento desta verdadeira obra-prima patrocinada pela Sony. Meu interesse por video-games já havia passado há anos. Ocorre que tinha de agir como adulto, até porque já gozava de maioridade civil ante o suposto Estado Democrático de Direito da República Federativa do Brasil, e esta não era uma conduta adequada na visão dos mais conservadores. Por diversas vezes fui seduzido pela idéia, mas me mantive firme. Volta e meia tomava conhecimento de algum amigo meu que havia comprado o tal “Rodador de Winning Eleven”. Os tempos foram passando… até que numa bela tarde de sexta-feira, fui convidado por um dos meus grandes amigos (Kelsinho Mão de Pilão), juntamente com o Dioguinho Carioca, para jogar algumas partidas de Winning Eleven. Tchê, juro que tremi na hora. Aí parei pra pensar: larguei do meu estágio, estou me formando na faculdade mas não tenho nenhuma tarefa pra fazer, estou estudando pra Prova da OAB e a minha mente já tá saturada de tantos conceitos jurídicos… por que não? Foi então que olhei pro Diogo e disse na academia: EU ME ENTREGO!

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[Raúl, Puyol, Iker Casillas e Oleguer juntos na entrada dos vestiários, antes de se enfrentar no Superclássico Barça X Real… é mole ou quer mais?]

O que que era aquilo… SAN GENNAAAAAAAAAAAAAAARO!! O Ronaldinho caminhava perfeito demais diante da bola a cada vez que ia bater uma falta na entrada da área, o Thierry tinha as passadas largas e o drible seco que o consagraram quando da sua contratação milionária pelo Arsenal, o Beckham batia na bola com todo o efeito que ele aprendeu a dar na pelota desde os seus tempos de Golden Boy do Manchester United de Sir Alex Ferguson… aquilo não poderia ser real…MAS ERA!!!

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[Que tal Ronaldinho encarando a zaga castelhana, observado atentamente por Cambiasso?]

Naquele momento, jogando com um dos meus ídolos (Michael Laudrup), um filme se passou pela minha cabeça. Quantas vezes fui à Capão da Canoa-RS com meus primos (Gustavo e Rodrigo)  e em vez de jogar beach soccer, beber, sair à noite ou até mesmo azarar “representantes do sexo oposto”, preferi me infurnar dentro de uma casa de jogos e gastar minha mesada com o Ryu jogando o interminável Street Fighter. Quantas vezes gastei horas do meu dia tentando virar um jogo que não tinha fim (vide Enduro e Mega Mania no Atari). Quantas vezes fiquei um dia inteiro diante da televisão tentando desvendar os labirintos da 4a fase de Moonwalker (jogo do Mega Drive). Quantas noites virei, gastando o dedo de tanto tentar dar os golpes fatais do Raiden e do Shang Tsung no Mortal Kombat (do Super Nes). É… são tempos que não voltam mais. Tempos de criança. Moleque juvenil. Não se tem maldade. Só se quer brincar. E pensar que hoje em dia, só se vê tragédias envolvendo menores nos jornais e programas de televisão. Crianças sendo mortas por tiros perdidos nas favelas do Rio (seja da “famosa Tropa de Elite”, seja da PM, ou mesmo de traficantes gananciosos), morrendo de fome nas ruas da Etiópia, sendo violentadas sexualmente nos becos norte-americanos…

play2.jpg [O festejado “Rodador de WE”]

Por isso, me rendi e comprei meu “Rodador de Winning Eleven”. A vida é feita para se aproveitar, para se reviver os tempos de criança, mesmo quando já se tem 26 anos, como é o meu caso. Meus amigos que têm um “Rodador de Winning Eleven” (Professor, Kelsinho, Alemão…) regulam de idade comigo, e jogam contra amigos nossos que estão na mesma situação (Fabinho, Diogo, Dani Scottá, Cleitão, Ricardinho Laudrup…). O tempo da repressão já era. Ela só existe dentro de nós. Atualmente, existem comunidades e campeonatos infinitos de Winning Eleven. De 6 anos até os últimos dias da existência humana… TODOS SÓ QUEREM SABER DO !RODADOR DE WINNING ELEVEN”. os outros jogos não importam!!! E outra: não há idade para se divertir. Já coloquei até meu Tio Januário a jogar.

O fato é que já vieram outros video-games mais avançados (Playstation 3, Wii, Game Cube…), todavia, vai demorar ainda para algum deles derrubar o “Rodador de Winning Eleven”… ah se vai…

Tchüss!!

[DOC] – 18 de Outubro de 2007 – 23h50

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