O Palmeiras, tentou, tentou, tentou e nada. Não conseguiu colocar a bola para dentro e foi eliminado pelo Nacional/URU na noite de ontem.
Errando gols fáceis o time de Luxemburgo deu adeus a competição Sul Americana.
Obina perdeu um gol feito (foto: g1.com.br)
Ainda na noite de ontem protestos foram feitos contra Luxa. Mas afinal, a culpa foi dele? Até que ponto o treinador é culpado pelas más finalizações de seus atacantes, por exemplo. Tudo bem, sabemos que quem escala é ele. Mas, e se as opções forem poucas? O que ele pode fazer?
Agora o foco palmeirense passa a ser o brasileirão.
La Barbie perdeu, pelo menos, um gol incrível ante o goleiro Renny Vega, após grande jogada de Germán Herrera. FONTE: ClicRBS
O Grêmio não passou de um empate em 0 a 0 com o Caracas, nesta noite de quarta-feira, no Estádio Olímpico. Mas o resultado foi suficiente para classificar o Grêmio às semifinais da Copa Libertadores 2009, devido ao empate em 1 a 1 conquistado na partida de ida, na Venezuela. Agora, o Tricolor aguarda pelo adversário, que será decidido entre Cruzeiro e São Paulo. A classificação, entretanto, não veio sem sofrimento.Mais uma vez a falta de pontaria dos atletas gremistas prejudicou o resultado do time.Assim como acontecera no domingo, no empate em 0 a 0 com o Fluminense, o Grêmio sucumbiu à própria má pontaria no primeiro tempo do confronto com o Caracas. O argentino Maxi López teve três oportunidades claras, chutando duas para fora e sendo parado uma vez pelo goleiro Vega. Tcheco também bateu longe do gol quando entrou na área. Na prática, o Tricolor dominou a etapa, articulou-se com qualidade, mas se atrapalhou nas finalizações. Somente Souza destoou da má pontaria, acertando uma bela bicicleta, no lance de maior exigência técnica. Mas Vega também defendeu.No segundo tempo, o Grêmio teve dificuldades. O Caracas conseguiu controlar bem a marcação no seu campo, oferecendo perigo no contra-ataque. O Tricolor cresceu quando Alex Mineiro foi substituído pelo atacante Germán Herrera. O argentino fez três jogadas no estilo dos pontas à moda antiga, cruzando na área. Mas os companheiros seguiram errando. Crescia a tensão. Bastaria um gol do Caracas para a eliminação. E isso quase aconteceu aos 39min. Sem goleiro, após cobrança de escanteio, Barone e Castellin atrapalharam um ao outro, e trombaram na pequena área, tocando para fora. Quatro minutos depois, Réver ainda se atirou aos pés de Cichero, impedindo a conclusão do jogador. Mais uma cena de terror. Mas o Grêmio conseguiu sustentar o 0 a 0, passando à semifinal da Copa Libertadores. Eu e meu amigo Junique comparecemos ao Monumental de cadeira lateral e, se fôssemos cardíacos, com certeza a esta hora não faríamos mais parte deste mundo. Pelo que mostrou neste jogo, a situação gremista é, deveras, preocupante. Terá que jogar bem mais ante o vencedor do confronto brasileiro entre Cruzeiro X São Paulo se quiser chegar à segunda final de Copa Libertadores em 3 anos.
Entrevero complicado: os venezuelanos quase surpreenderam ao final do jogo. FONTE: ClicRBS
O Grêmio conhecerá seu adversário nas semifinais da Copa Libertadores nesta quinta-feira. Às 21h50min, São Paulo e Cruzeiro se enfrentam no Estádio Morumbi. No jogo de ida, em Belo Horizonte, o Cruzeiro venceu por 2 a 1, e leva a vantagem do empate. Pelo saldo qualificado, vitória de 1 a 0 dá ao São Paulo a classificação. Com qualquer adversário – Cruzeiro ou São Paulo – o Grêmio jogará a primeira partida das semifinais fora de casa, e decidirá a vaga na final da Copa Libertadores no Estádio Olímpico. No outro lado da chave, o Nacional/URU fez igual ao Imortal Tricolor: como havia empatado o primeiro jogo na casa do adversário em 1 a 1, segurou o empate em 0 a 0, jogando em casa, tendo suportado o sufoco do Palmeiras durante os 90 minutos. O Nacional/URU pega nas semifinais o vencedor de Estudiantes de La Plata/ARG e Defensor/URU, que jogam hoje à noite decidindo classificação. No sábado, o Grêmio se volta ao Brasileirão. Pela 7ª rodada, às 18h30min, o Tricolor recebe o Goiás no Estádio Olímpico. Com 8 pontos, o Grêmio sustenta a 7ª colocação no campeonato, a dois pontos do G-4, e três pontos à frente da zona de rebaixamento.
Grêmio
Caracas
Marcelo Grohe; Ruy, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adílson, Tcheco e Souza; Maxi López e Alex Mineiro (Herrera).
Vega; Romero, Barone, Rey e Cichero; Vera, Lucena, Gómez (Prieto) e Figueroa (Guerra); Renteria (Valoyes) e Castellin.
Técnico: Paulo Autuori.
Técnico: Noel Sanvicente.
Grêmio 0×0 Caracas – Quartas-de-final da Libertadores
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre. Arbitragem: Carlos Torres, auxiliado por Rodney Aquino e César Franco (trio do Paraguai). Cartões amarelos: Maxi López e Souza (G); Renteria, Figueroa, Gómez e Castellin (C).
Defensor0×1Estudiantes – O time de La Plata surpreendeu o carrasco do Boca. Com esse resultado fica difícil ficar fora da semi-final. Porém, se o Defensor desclassificou o Boca fora de casa, o que impede de fazer o mesmo com o time de Veron?
Palmeiras1×1Nacional – Complicou a vida do Verdão. A vida não será nada fácil no jogo de volta. O Nacional vai pressionar o time de Luxemburgo o tempo todo. Ele será capaz de passar pelo time uruguaio?
O contestado Fábio Santos marcou o seu terceiro gol na temporada: mesmo contra a opinião da torcida, cada vez mais titular de Paulo Autuori.
A esperada pressão venezuela foi maior do que se imaginava. A partida foi ruim na noite desta quarta-feira. O gramado castigado ajudou a proporcionar um futebol muito aguerrido entre as equipes, mas de baixa qualidade técnica. O Grêmio encontrou muitas dificuldades, desde o gramado até a marcação adversária, mas conseguiu arrancar um empate em 1 a 1 diante do Caracas/VEN, pelas quartas-de-final da Copa Libertadores da América. A meu ver, ficaram comprovadas três questões: o esquema a ser adotado precisa ser o 4-4-2 (não há necessidade de 3 zagueiros, mas sim, de 1 cão-de-guarda em frente aos beques); Jonas não pode ser o companheiro de ataque de Maxi “La Barbie” López (Alex Mineiro precisa ser melhor preparado para assumir esssa condição); Túlio não pode ser reserva. Em falta cobrada do lado esquerdo da grande área gremista, logo a 1 minuto e meio da primeira etapa, o zagueiro da Seleção Venezuelana Cichero subiu mais que todo mundo e mandou de cabeça, sem chances para o goleiro Victor. Desatenção geral do sistema defensivo. A Rede Globo mostrou o lance, em detalhe, no Jornal da Globo: sete jogadores do Grêmio estavam na grande área, nenhum deles saltou para cabecear, sendo que apenas Réver tentou evitar o gol, mesmo contra três jogadores venezuelanos (Cichero, Emilio Rentería e Castellín). O Caracas mostrava seu cartão de visitas ao Grêmio. O Tricolor sentiu a pressão, e não conseguia articular jogadas. A única solução que vinha à mente dos atletas era dar chutões. O time não conseguia colocar a bola no chão e sair tocando. Foram raras as chegadas ao ataque no primeiro tempo, até mesmo do Caracas/VEN. A partida estava centralizada no meio-campo.
Cichero comemora o seu gol com a torcida venezuelana, após jogada que o time gremista já previa...
Depois de um bate-rebate com a bola pelo alto, o meia venezuelano Gómez ficou com a sobra e arriscou um chute da entrada da área, assustando Victor, aos 12 minutos. A bola foi para fora, para alívio tricolor. Um minuto depois, o Grêmio finalmente foi ao ataque. Jonas e Maxi López ensaiaram uma tabela perto da grande área, mas o camisa 7, que estava pouco inspirado no jogo, acabou sendo desarmado. Fábio Santos enxergou Maxi López bem posicionado na área adversária, aos 24 minutos. O lateral fez o cruzamento do lado esquerdo, mas o goleiro Renny Vega se antecipou para ficar com a bola. Aos 27, após cobrança de falta de Tcheco, a bola passou por todo mundo e Vega defendeu em dois tempos, quase entregando o gol para Rafael Marques (que a imprensa gaúcha insiste em escrever errado nas reportagens e chamar de Rafael Santos). Aos 30, a melhor chance gremista: após bola alçada na área, La Barbie cabeceou em diagonal (sem chances para o goleiro), mas a pelota acabou indo para fora. Três minutos depois, o goleiro Victor salvou o Grêmio de levar outro gol: Darío Figueroa recebeu na área e deu o passe para Piñango, que chutou de frente para o gol, forçando o camisa 1 do Imortal Tricolor a operar mais um de seus milagres.
A "malandragem" venezuelana: o sistema só foi acionado no lado gremista. Coincidência?
Na etapa complementar, o Grêmio tentou tocar mais a bola. Voltou sem alterações. Melhorou em relação ao primeiro tempo, mas o time venezuelano continuou dando trabalho. As principais jogadas do Grêmio saíram pelo lado esquerdo. Fábio Santos tentou vários cruzamentos, mas a maioria sem sucesso. Sem marcação, aos 13 minutos, após uma jogada bizarra de Adilson, Prieto recebeu quase na pequena área e chutou para longe do gol. O volante loiro do Grêmio se “embananou” com a bola num bate-rebate, e tentou chutar a bola para longe com um toque de calcanhar. Ele não só errou o toque, como deixou Darío Figueroa (deitado) fazer o passe para Prieto, porém, o meia mexicano do Caracas/VEN acabou pegando mal na bola e ela foi para fora. Aos 27, Souza balançou a goleira de Vega. Ele cobrou falta com um chute de muito efeito, batido de chapa, mas que foi direto na trave. Douglas Costa não conseguiu pegar o rebote, e a defesa venezuelana aliviou. Se com bola rolando estava difícil de chegar ao empate, o jeito era tentar mesmo nas bolas paradas. E foi pelo alto, aos 29, que o Grêmio igualou o placar. Tcheco cobrou belíssima falta da esquerda, e Fábio Santos apareceu do lado direito, sem marcação, como elemento-surpresa, para marcar de cabeça o gol para sair do sufoco. Logo depois do empate, uma cena inusitada. O sistema de irrigação do estádio foi acionado e vários pontos jorrando água apareceram no meio do gramado. Após alguns minutos, o sistema foi desligado e o jogo voltou a transcorrer normalmente. Ruy aproveitou para se refrescar. Todos achavam que a partida seria finalizada. O técnico Paulo Autuori já havia feito uma alteração no Grêmio antes do gol de empate. Tirou Jonas, que pouco jogou, e colocou Alex Mineiro. O camisa 9 também não conseguiu boa participação na partida. Já no final do jogo, aos 44, ele sacou Souza para a entrada de Túlio. O Grêmio conseguiu manter o empate até o fim, deixando a decisão para o jogo do Estádio Olímpico, nos próximos 90 minutos a serem disputados no dia 17 de junho.
Copa Libertadores – quartas-de-final, 27/05/2009. Local: Estádio Olímpico, Caracas, Venezuela. Horário: 21h50min (horário de Brasília). Arbitragem: Roberto Silvera, auxiliado por Miguel Angel Nievas e Marcelo Gadea (trio do uruguaio). Cartões amarelos: Tcheco, Ruy e Léo (Grêmio); Figueroa e Castellín (Caracas). Gols: Cichero, aos 1min30s do 1º tempo (Caracas); Fábio Santos, aos 29min do 2º tempo (Grêmio).
CARACAS/VEN (1)
GRÊMIO (1)
Renny Vega, Romero, Rey, Barone e Cichero; Vera, Piñango, Darío Figueroa (Guerra) e Gómez (Escobar); Emilio Rentería (Prieto) e Castellín.
Victor; Léo, Rafael Marques, Réver; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza (Túlio) e Fábio Santos; Jonas (Alex Mineiro) e Maxi López.
Vasco1×1Corinthians – Grande resultado do time de Mano Menezes. Mesmo jogando pelo 0×0 no jogo de volta, nada está decidido. Vale lembrar que o Vasco terá Carlos Alberto para a próxima quarta. Já o Timão, ao que tudo indica, terá Ronaldo.
Internacional3×1Coritiba – Depois do susto, o Inter venceu de virada o Coritiba. A vantagem é grande. Mesmo com o retorno de Marcelinho Paraíba a missão do time de Renê Simões é complicada.
Cruzeiro2×1São Paulo – O São Paulo ainda respira. O time paulista saiu no lucro de Minas. Porém, com a tradição do time paulista o confronto está aberto. Entretanto, o São Paulo precisa jogar mais do que está jogando.
Caracas1×1Grêmio – Jogando mal, muito em virtude do gramado diga-se de passagem, o Grêmio arrancou um bom empate contra o time venezuelano.
O capitão Juan Sebástian "La Brujita" Verón é a garantia de muita luta e combatividade no meio-campo do time de La Plata.
Na derradeira parte deste dossiê, venho examinar o último dos confrontos válidos pelas quartas-de-final da Copa Libertadores da América: Defensor/URU X Estudiantes de La Plata/ARG. Trata-se do único confronto que não envolve clubes brazucas. Será outro confronto muito interessante. O time do Estudiantes de La Plata/ARG é o favorito a passar para as semi-finais, mesmo que o Defensor/URU tenha eliminado o todo poderoso Boca Juniors/ARG. No meio-campo estão os maiores destaques de ambos os times: do lado uruguaio, o meia-atacante Diego de Souza, autor do golaço que sacramentou a classificação do time à fase atual, enquanto do lado argentino, o meia Verón, volta e meia selecionado por Don Diego Maradona para a Seleção Argentina, no alto de seus quase 35 anos. A diferença de tradição dos dois clubes é gritante: enquanto o Estudiantes/ARG já foi campeão mundial em 1968 frente ao Manchester United/ING, tricampeão da América (1968/69/70), campeão da Copa Inter-americana (1969) e duas vezes campeão argentino (1983/2006), o Defensor/URU jamais conquistou um título fora do seu país, restringindo-se as suas conquistas a quatro títulos uruguaios. O Defensor/URU, treinado por Jorge da Silva, joga nos esquema 4-4-2 com a seguinte formatação: Martin Silva; Curbelo, Pablo Pintos, Risso e Ariosa; Gaglianone, Amado, Marchant (meia argentino de movimentação) e Diego de Souza; Álvaro Navarro e Vera. Fora Diego de Souza, o destaque é o veloz ponteiro Álvaro Navarro, que cai em ambas as pontas do campo e sempre invade a área em diagonal. De outro canto, o Estudiantes/ARG, do treinador Leonardo “El Jefe” Astrada (ex-volante do Grêmio e do River Plate/ARG) também joga no esquema 4-4-2, porém, com a seguinte escalação: Andújar; Ré, Desábato, Alayes e Cellay; Braña, Benítez, Galiana e Verón; Gastón Fernandez e Boselli. O clube argentino vendeu para a Lazio/ITA o bom lateral-direito da Seleção Argentina Angelleri. O substituto de nome “ambíguo” (Ré) não está à altura, tendo falhado, inclusive, no jogo da fase classifcatória ante o Cruzeiro-MG/BRA no Mineirão, quando cometeu pênalti desnecessário em Wellington Paulista. Naquele jogo, o Estudiantes/ARG acabou goleado pelo clube mineiro. A revanche veio no returno, quando os argentinos severamente aniquilaram os brazucas por 4 a 0, com atuação destacadíssima do velocista Gastón Fernandez. Brilhante jogador. Olho nele! Ele abusa dos dribles rápidos e sempre antecipa a jogada em relação ao seu marcador. O reserva de Gastón é bom também, e tem atributos parecidos: Sánchez Prette, autor de dois gols na goleada ante o Cruzeiro-MG/BRA. Caso o centroavante Boselli não consiga colocar a bola pra dentro do gol, o treinador Astrada tem a sua disposição o veteraníssimo Calderón, goleador do Independiente de Avellaneda/ARG nas décadas de 80 e 90, de 39 anos, prestes a completar 40 anos em outubro.
Diego de Souza em ação contra o River Plate/ARG na Copa Sul-americana: o meia quase foi parar no Grêmio em 2008.
Não encontrei nenhum jogo celebrado entre Defensor/URU e Estudiantes/ARG na Internet, porém, achei um confronto entre os clubes na modalidade Futebol 6 Indoor. Vale a pena conferir! Os argentinos golearam por 8 a 2. Seria um prenúncio? O fato é que na minha visão, o Estudiantes de La Plata/ARG deve levar a melhor. Não por se tratar do time que adotei na Argentina (quando fiz uma viagem para Buenos Aires, logo após o título gremista da Recopa de 1996 ante o Independiente de Avellaneda/ARG, comprei a camisa do clube e pude conhecer melhor a história da entidade), mas entendo que o time é mais experiente, mais acostumado a jogar decisões e tem expoentes técnicos melhores. O Defensor/URU tem todo o direito de tentar surpreender, mas entendo que “o raio não cairá duas vezes na mesma árvore”. Eliminar Boca Juniors/ARG e Estudiantes/ARG seria o mesmo que assumir a coroa de “grande favorito ao título da Copa Libertadores da América”…
Keirrison foi contratado pelo Porco junto ao Coxa para ser o goleador do time na Temporada 2009, todavia, o goleador tem amarelado nas decisões...
Dando prosseguimento ao exame dos 4 confrontos das quartas-de-final da Copa Libertadores da América, a bola da vez é a batalha entre Nacional/URU e Palmeiras-SP/BRA. O time brasileiro vem crescendo a cada jogo que passa. O Porco começou muito mal o torneio, tendo sido derrotado em casa pelo Colo-colo/CHI de Lukas Barrios, e fora pelo Sport Recofe-PE/BRA de Paulo Baier. De quebra, o Porco fora eliminado nas semi-finais do Campeonato Paulista pelo Santos-SP/BRA do garoto Neymar na mesma época. Tudo indicava que o Palmeiras seria eliminado sumariamente da Libertadores da América 2009, cedendo a sua vaga para o Colo-colo/CHI, mas ninguém contava com a estrela de Cleiton Xavier, que nos segundos finais do jogo decisivo da Fase Classificatória, na casa do time chileno, marcou um gol histórico. Até a cabeça do treinador Wanderley Luxembugo já estava sendo colocada a prêmio. Como se não bastasse, o Palmeiras-SP/BRA reencontrou o Sport Recife-PE/BRA nas oitavas-de-final do torneio. Novamente duas batalhas memoráveis, e a decisão foi levada para os pênaltis. Aí São Marcos, o grande e eterno goleiro catador de pênaltis do Parque Antárctica, foi mortal: pegou 3 pênaltis e classificou os paulistas para a atual fase de quartas-de-final. Agora, os palmeirenses têm um novo desafio pela frente: o Nacional/URU. Não será nada fácil, haja vista que os uruguaios voltaram a formar um time de muita raça e bem competitivo este ano. O atual esquema adotado por Luxemburgo é o 3-5-2 com a seguinte escalação: Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Fabinho Capixaba, Pierre, Souza, CLeiton Xavier e Armero; Diego Souza e Keirrison. A formatação do time o Brasil inteiro já conhece, mas não custa recordar: Marcos vive grande fase novamente e vem operando milagres como nos velhos tempos, tanto que já anda pensando em Seleção Brasileira; o trio de zagueiros não é nada confiável, a começar pelo tosco Marcão (dispensado melancolicamente pelo Internacional-RS/BRA), até porque, nenhum deles sabe sair jogando, ou seja, os três são beques do estilo “bicador”; os dois alas são sofríveis, muito embora sejam esforçados (Fabinho Capixaba é um projeto de lateral, enquanto o lateral-esquerdo colombiano trazido do América de Cáli/COL demonstra muita raça e pouquíssima técnica); Pierre é um cabeça de área que não compromete, sabe fazer o “feijão com arroz”; na meia de ligação, Cleiton Xavier não vem repetindo suas grandes atuações do ano passado quando representou as cores do Figueirense-SC/BRA, mas o Porco tem vivido de seus lampejos; já o ataque formado por Diego Souza e Keirrison é, deveras, o ponto forte do time, sendo desnecessárias quaisquer colocações acerca destes dois profissionais. O time de Luxa costuma atacar pelo meio, a partir das jogadas individuais de Cleiton Xavier e das arrancadas a dribles de Diego Souza. Os alas são apenas “simbólicos”, haja vista que pouco contribuem ofensivamente. O oportunismo e a velocidade de Keirrison segue o credenciando como um centroavante muito perigoso, em que pese a sua má fase atual.
Nacional/URU foi favorecido pela manobra reprovável da Conmebol que não soube conduzir o caso dos clubes mexicanos em relação à Gripe Suína.
Do lado uruguaio, a expectativa é muito grande pela busca de mais um título continental. Dizem os jornais uruguaios que há tempos não se via um time tão compacto e astuto como o atual do Nacional/URU. Favorecido por uma manobra equivocada de parte da Conmebol, haja vista que não entrou em acordo com os clubes mexicanos em razão da epidemia da Gripe Suína que assolou o México, e nem convocou para as oitavas-de-final os teceiros colocados Everton/CHI e Universitário/PER, o Nacional/URU nem precisou se desgastar para chegar até a fase de quartas-de-final. O Nacional/URU classificou-se como primeiro colocado do Grupo 3 da Fase de Grupos do torneio, com um total de 14 pontos, ficando em segundo lugar o San Martin/PER com 8 pontos, clube já eliminado na fase de oitavas-de-final pelo Grêmio. River Plate/ARG com 7 pontos e Nacional/PAR com 4 pontos foram eliminados. O time do treinador Geraldo Pelusso joga num ousado 3-3-2-2 com a seguinte escalação: Muñoz; Vitorino, Coates e Romero; Rodrigues, Morales e Arismendi; Fernández e Lodeiro; Bizcayzaku e Mondaini. Os três zagueiros jogam fixos na defesa, pouco saindo para o jogo. Os três volantes cobrem a defesa e têm o dever de conduzir a bola até os dois articulares, que por sua vez, armam as jogadas para a dupla de ataque. Muñoz é o terceiro goleiro da Seleção Uruguaia, mas não é excepcional. O trio de zagueiros é extremamente rápido e ágil, porém, têm um problema que tira o sono do treinador Geraldo Pelusso: todos são de estatura baixa, razão pela qual, as bolas levantadas para a área de Muñoz são sinal de perigo iminente. Na meia de ligação, Fernández é um meia daqueles velocistas, lembrando Éder Luís (atualmente no Atlético Mineiro-MG/BRA), enquanto Lodeiro é considerado o cérebro do time. Quanto aos atacantes, Mondaini é uma espécie de “quase gol” do Uruguai, lembrando o atacante Germán Herrera do Grêmio, ao passo que Bizcayzaku é tido como um matador impiedoso .O Nacional/URU é um dos clubes mais tradicionais do mundo, isso porque, sagrou-se tricampeão da América e tricampeão do mundo (1971, 1980 e 1988), além de ter sido campeão da Recopa em 1988, da Copa Inter-americana em 1972 e 1989, e 30 vezes campeão uruguaio. Caso o clube uruguaio passe de fase, haverei de entrar em maiores detalhes sobre o histórico do Nacional/URU, que é bem interessante.
Símbolo do Nacional/URU, da cidade de Montevidéu.
Todos sabem que não sou de ficar em cima do muro. Desta vez não será diferente. Torço pela classificação do clube uruguaio, até porque, faz anos que um clube do Uruguai não chega às finais (não fossem os erros de arbitragem escabrosos do ano de 2006, quando o Nacional/URU, na época liderado por Vanzini, teve dois gols legítimos anulados em pleno Estádio Beira-rio, no confronto ante o Internacional-RS/BRA, válido pela fase de “mata-mata” da Libertadores da América, o time uruguaio teria chegado às finais e o clube gaúcho jamais teria conquistado os maiores títulos da sua recente história – Campeonato Americano e Mundial). Contudo, creio que as individualidades de Diego Souza, Keirrison e Cleiton Xavier devam fazer a diferença em prol do time de Luxemburgo, o qual acredito que será o classificado para as semi-finais. Mas não será nada fácil. Se não respeitar o Nacional/URU, serão surpreendidos. Basta observar o video logo abaixo para ver o que aconteceu com o River Plate/ARG na Fase Classificatória lá em Montevidéu. O narrador chega a dizer: “mas que paulada em time de Gorosito” (numa alusão à goleada sofrida pelo clube argentino comandado pelo ex-volante do Independiente de Avellaneda/ARG. No papel, os times de Nacional/URU e Palmeiras-SP/BRA se equivalem, com exceção das três individualidades que acabei de elencar nas linhas supra. Baita jogo de bola!
Rogério Ceni fará muita falta ao atual bicampeão brasileiro...
Dando prosseguimento à analise dos confrontos válidos pelas quartas-de-final da Copa Libertadores da América, é a hora de falarmos sobre São Paulo-SP/BRA e Cruzeiro-MG/BRA. A meu ver, o confronto mais difícil desta fase. Totalmente imprevisível. Tentarei fazer as devidas considerações sobre as duas equipes, mesmo sabendo que corro sério risco de cometer algum tipo de heresia. O fato é que o São Paulo-SP/BRA, treinado há mais de anos pelo casmurro Muricy Ramalho, é o maior clube do Brasil. Em razão disso, o São Paulo-SP/BRA sempre será um dos favoritos, sempre será um adversário de respeito. É um clube que tem saúde financeira, que tem uma ótima direção, ótimo grupo de jogadores e uma histórica magnífica em termos de futebol. O time bem articulado de Muricy Ramalho costuma jogar no 3-5-2 (por vezes ele mexe no esquema e transforma em 4-4-2 no decorrer do jogo), com Wagner Diniz aberto pela ala-direita, Júnior César na esquerda, a zaga formada pelos experimentados Miranda, André Dias e Rodrigo, o meio com Richarlyson, Jorge Wagner e Hugo, e o ataque conta com o habilidosíssimo Borges e o eterno “coração de leão” Washington. Muricy Ramalho pode se dar ao luxo de deixar Dagoberto no banco de reservas. O problema de tudo, é que o maior ídolo e líder do clube não vem jogando já faz algumas semanas: Rogério Ceni. Uma lesão grave tirou de atividade o capitão do time de São Paulo por 6 meses. Ceni está fora da Libertadores e de grande parte do Campeonato Brasileiro. Abatido, o São Paulo sentiu a falta de seu maior jogador, símbolo de seus últimos títulos. Pior. O goleiro reserva, Bosco, se lesionou recentemente. O novo titular da meta são-paulina é o desconhecido Dênis, das categorias de base. O time de Muricy Ramalho segue sendo um dos favoritos ao título, mas não é o mesmo de anos anteriores, ainda mais sem Rogério Ceni.
O Gladiador vive o melhor momento da carreira com a camisa da Raposa.
Quanto ao Cruzeiro-MG/BRA, a única situação a lamentar é a ausência do “selecionável” Ramires no segundo jogo das quartas-de-final. O time mineiro comandado por Adilson Batista vive uma fase incrível. O centroavante Kléber (conhecido como “Kléber, o Gladiador”) parece ter reencontrado o bom futebol e, desta vez, sem violência. Kléber vem marcando muitos gols, tanto que na última partida marcou os dois gols da vitória cruzeirense sobre o Vitória-BA/BRA, até então, líder do Campeonato Brasileiro invicto. Ademais, o Gladiador Kléber chegou à marca de 19 gols em 19 jogos disputados com a camisa cruzeirense (média de 1 gol por partida). Fora o deslize ante o Estudiantes de La Plata/ARG, em jogo celebrado na casa do adversário, quando da fase classificatória, momento em que fora impiedosamente goleado pelos argentinos, o time está muito bem. Adilson Batista dá indícios de que acertou o time. Esquematizado no 4-4-2, o time de Adilson Batista tem atulamnete a seguinte escalação: Fábio (bom goleiro, seguro, mas que entrega às vezes); Jonathan, Leonardo Silva, Léo Fortunatto, Athirson; Fabrício, Henrique, Ramires e Marquinhos Paraná; Thiago Ribeiro e Kléber. O fraco do time mineiro é a defesa. Jonathan é uma promessa que vem se confirmando jogo a jogo (Jancarlos é banco), mas sai muito para o jogo, desguarnecendo a zaga. A dupla de zagueiros é extremamente lenta. Athirson já está bem rodado para jogar na lateral-esquerda (mais de 33 anos nas costas), e não tem mais a mesma pontaria e preparo físico da época em que surgiu no Flamengo-RJ/BRA. Ramires é o craque do time, o centro das jogadas. As jogadas intrínsecas do time passam por ele. O articulador Wagner, voltando de lesão, deverá estar à disposição para o jogo ante o São Paulo-SP/BRA (ótimo reforço). Os demais formadores do meio são jogadores medianos. Evidentemente, que o forte do time é o ataque. Além do Gladiador Kléber, Thiago Ribeiro é sempre uma ameaça à meta adversária, tendo em vista a sua grande habilidade para arremates a gol e ótimo posicionamento em campo. Soares está lesionado. Wellington Paulista é reserva.
No Campeonato Brasileiro 2008, deu São Paulo-SP/BRA 2×0 no Cruzeiro-MG/BRA, no jogo celebrado em São Paulo; já no Mineirão, deu Cruzeiro-MG/BRA 1 x1 São Paulo-SP/BRA. Como o time do São Paulo é praticamente o mesmo do ano passado (ou seja, envelhecido mais 1 ano), e agora conta com os desfalques de Rogério Ceni e Bosco, ao passo que o Cruzeiro vive uma fase muito positiva, contratou excelentes reforços e está com o time ajustadinho, creio que o time da Toca da Raposa deve classificar para as semi-finais. Se o São Paulo classificar, será por pura falta de competência do treinador do Cruzeiro, e pela estrela de Muricy Ramalho, até porque, faltam títulos importantes no currículo de Adilson Batista.
A partir de hoje, até o dia do primeiro jogo válido pelas quartas de final da Copa Libertadores da América, farei aqui neste espaço uma análise sobre cada um dos quatro confrontos que decidirão quem são os 4 melhores clubes da América. Pela ordem hierárquica (dadas as colocações dos clubes na Fase Classificatória), analiso no dia de hoje o confronto Grêmio X Caracas/VEN. O Grêmio, como todos sabem, é o time de melhor campanha em toda a Libertadores, tendo vencido todos os seus jogos e empatado apenas o jogo de sua estreia na competição ante o Universidad de Chile/CHI. O time vem numa boa ascendência desde a saída do treinador Celso Roth (atualmente no Atlético Mineiro-MG/BRA), tendo passado para a fase de oitavas de final e sequencialmente para a de quartas de final, sob o comando do técnico interino Marcelo Rospide, sem dificuldade alguma. Após 43 dias de espera, o Imortal Tricolor finalmente anunciou o novo dono da sua casamata: o festejado Paulo Autuori. Com ânimo renovado, o Grêmio enfrentará neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, na estreia de seu novo técnico, o Botafogo-RJ/BRA. O Grêmio é o 12º colocado no Campeonato Brasileiro 2009. Ademais, a tendência é de que Autuori modifique o esquema tático gradualmente. O atual 3-5-2, que tanto sacrifica o Capitão Tcheco e deixa o time vulnerável, deverá dar lugar a um clássico 4-4-2, aproveitando ao máximo as habilidades técnicas de Tcheco e Souza na articulação, e armando um paredão frente à defesa com os volantes Túlio e Adilson. Rafael Marques deve dar lugar a Túlio. Alex Mineiro deve disputar posição com Jonas, ao que tudo indica. Para o jogo deste domingo, o Tricolor deve ir a campo com Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy, Túlio, Tcheco e Souza; Jonas e Maxi López. Como Adilson está suspenso em razão do terceiro cartão amarelo e não enfrentará o Caracas/VEN no jogo de ida pelas quartas de final da Libertadores, Autuori deverá promover a titularidade de Túlio já neste domingo, até para entrosar o meio de campo. O problema de última hora que surgiu no Monumental já fora anunciado pelo meu amigo blogueiro Alemão Pizoni em post pretérito: Victor, peça fundamental no time do Grêmio, não jogará o jogo de volta pela Copa Libertadores da América e nem o jogo de ida das semi-finais, caso o Imortal Tricolor passe de fase.
Réver promete não dar sossego ao argentino Darío Figueroa no confronto ante o Caracas/VEN.
Do lado do Caracas/VEN, só boas notícias. O clube vive uma euforia sem pormenores, uma vez que jamais havia chegado tão longe no torneio mais importante da América. Os venezuelanos vêm credenciados pela eliminação na fase classificatória, além do Everton/CHI, do atual líder do Torneo Apertura 2009 válido pelo Campeonato Argentino, Lanús/ARG. Nas oitavas-de-final eliminaram o Deportivo Cuenca/EQU com uma derrota de 2 a 1 fora, e uma estrondosa goleada em seus domínios (4 a 0). Nota: os equatorianos vinham de vitória sobre o temido Boca Juniors/ARG. Caracas Fútbol Club é um clube sediado na cidade de Caracas, na Venezuela, o qual ganhou nove títulos do Campeonato Venezuelano de Futebol e três Copas da Venezuela. O clube é conhecido como Los del de Rojos Ávila, em alusão às camisas vermelhas usadas por seus jogadores, como também Cerro El Ávila, um monte situado perto da cidade. Originalmente fundado em 1967, o time jogou por muitos anos como clube amador. Em meados de 1980, o time se chamava Yamaha, e naquele momento, tinha êxito em vários campeonatos amadores. Em 1984, o time foi renomeado como Caracas-Yamaha, e foi apresentado à Liga de Futebol Americano Profissional Venezuelana para participar na Segunda Divisão daquele campeonato. O time obteve o ingresso à Primeira Divisão depois de ganhar o Segundona na primeira oportunidade em que teve. No uniforme, predominam as cores preto e vermelho. O atual presidente do clube é o também venezuelano Guillermo Valentiner. O Caracas/VEN manda os seus jogos no Estádio Cocodrilos Sports Park, com capacidade para 3.500 pessoas. Como o estádio não comporta a capacidade mínima que exige a Copa Libertadores da América, o clube vem atuando no Estádio Olimpico Ataualpa de Caracas, com capacidade para 30.000 pessoas. O time comandado pelo treinador venezuelano Noel Sanvicente joga no esquema 4-4-2 com a seguinte escalação: Javier Toyo; Barone (lateral-direito uruguaio), Rey, Cichero, e Bustamante; Edder Pérez, Luís Vera (capitão do time), Darío Figueroa (meia argentino) e Prieto (meia-atacante mexicano); Castellín e Rentería. O ponto forte do time é a velocidade que implementa em seus contra-ataques. Rentería, Figueroa e Prieto formam um tripé no ataque venezuelano. Muito rápidos, eles abusam das jogadas de 1×2 e chutam bem de fora da área. O argentino Figueroa é o centro do time. Todas as jogadas ofensivas passam pelos seus pés. Na defesa, o destaque é o xerifão Rey. Ele é zagueiro da Seleção Venezuelana há anos e transmite muita segurança a todo o time. Será um páreo duro, mas na minha análise, o Grêmio passa (e bem) pelo Caracas/VEN, tendo em vista a sua melhor qualidade técnica, melhor treinador e maior tradição.
O zagueirão Rey comemora o seu gol com o meia Prieto, ante o Deportivo Cuenca/EQU no jogo passado: um golaço de falta.
A Conmebol anunciou nesta sexta-feira os trios de arbitragens para as partidas de ida das quartas-de-final da Copa Libertadores. O uruguaio Roberto Silvera apitará a partida entre Caracas/VEN e Grêmio, dia 27 de maio, às 21h50min, na Venezuela. Ele será auxiliado pelos assistentes Miguel Nievas e Marcelo Gadea.
Roman parece não acreditar na eliminação sumária do seu Boca Jrs/ARG diante de um compenetrado Curbelo, seu marcador implacável.
E não é que o Defensor/URU eliminou o “favoritáço” Boca Juniors/ARG? Quem diria! Em pleno Estádio de La Bombonera, em Buenos Aires/ARG! O time liderado pelo hábil meia uruguaio Diego De Souza volta a disputar uma fase de quartas de final do torneio mais importantes da América – algo que não acontecia desde 2007 quando foi eliminado pelo Grêmio. No jogo de ida, válido pelas oitavas de final, o Defensor/URU havia empatado com o Boca Juniors/ARG, no Uruguai, em 2 a 2. O time uruguaio suou muito para obter o empate em sua própria casa, nos minutos derradeiros de jogo. Desta feita, o Boca Juniors/ARG entrou em campo com o reforço de Riquelme, que estava afastado por lesão, mas nem a presença do camisa 10 foi suficiente. De Souza marcou o único gol da partida ainda no primeiro tempo, na primeira chance do Defensor/URU, aos 27 minutos. O astro do time uruguaio recebeu um bom passe dentro da grande área e chutou forte no ângulo esquerdo do goleiro Pato Abbondanzzieri, após se desvencilhar da marcação do beque central. A bola bateu no travessão e morreu dentro no fundo do gol. No segundo tempo, o Boca Juniors/ARG fez as três substituições que tinha direito para deixar o time mais ofensivo. Entretanto, a equipe argentina ficou demasiadamente fragilizada na defesa. Assim como atacava, o Boca Juniors/ARG também era atacado. As duas esquadras tiveram chances claras de gol, mas nenhuma conseguiu marcar. Os uruguaios souberam suportar a pressão do caldeirão castelhano e (heroicamente) derrotaram o maior candidato ao título da Libertadores 2009. Nas quartas de final, o Defensor/URU vai enfrentar o Estudiantes de La Plata/ARG, que eliminou o Libertad/PAR. Baita jogo de futebol! As quartas de final, desta forma, estão definidas da seguinte forma: Grêmio X Caracas/VEN; São Paulo-SP/BRA X Cruzeiro-MG/BRA; Palmeiras-SP/BRA X Nacional/URU; e Defensor/URU X Estudiantes de La Plata/ARG. Os adversários (fundamentalmente os brazucas) adoraram esta zebrinha…
Ele fez a diferença. São Marcos deu a classificação ao Palmeiras ao defender três pênaltis. Além disso, fez defesas importantes durante os 90 minutos.
Fica a pergunta: a força da camisa pesou? O Palmeiras é, sem dúvida, um time de maior tradição que o Sport. Mas será que isso foi fator decisivo na disputa dos pênaltis?
Agora o Verdão encara o Nacional do Uruguai. Pedreira.
Achei injsuta a decisão da Conmebol que passou São Paulo e Nacional para as quartas-de-final. Creio que o mais sensato seria promover o 17º e 18º clubes da classificação geral para as oitavas. Fazendo com que São Paulo e Nacional disputassem a fase.
Nas últimas horas, tem-se discutido mais sobre política, do que jogado futebol em termos da Copa Libertadores da América. A maldita Gripe Suína (Vírus H1N1) pegou todos desprevenidos, forçando a Conmebol a adiar por prazo indeterminado os jogos dos clubes mexicanos San Luís e Chivas Guadalajara pelas oitavas de final do Torneio Continental. Ocorre que, inevitavelmente, os mexicanos estão sendo vitimados pelo que se chamou de “xenofobia futebolística”. Os clubes classificados para enfrentar os mexicanos (Nacional/URU e São Paulo-SP/BRA) se negam a jogar no México, tendo enviado (inclusive) material médico de entidades com reconhecimento mundial no ramo, asseverando que o país da América Central constitui risco de nível 5, no que tange à Gripe Suína. Os clubes mexicanos então se manifestaram no sentido de abandonar a competição (desta forma, Everton/CHI e Universitário/PER herdariam as vagas, ou São Paulo-SP/BRA e Nacional/URU se classificariam diretamente para as quartas de final). Passadas 12h, a Conmebol propôs a celebração de um único jogo, a ser realizado nas cidades dos clubes adversários dos mexicanos, dia 20 do presente mês. Novamente, os mexicanos rechaçaram (e com toda a razão) aludindo falta de igualdade nas medidas e descumprimento do regulamento (dois jogos, sendo um na casa de cada clube). Não deixe de cnferir a continuação desta novela neste mesmo horário, neste mesmo canal…
O vencedor de Sport Recife-PE/BRA e Palmeiras-SP/BRA não enfrentará o Grêmio nas quartas de final, caso classifique.
A Conmebol, através do seu próprio presidente, Nicolás Leoz, desmentiu qualquer possibilidade de mudança no regulamento da Libertadores da América. Desta forma, clubes brasileiros só irão se enfrentar obrigatoriamente nas semi-finais, automaticamente, o vencedor de Sport Recife-PE/BRA e Palmeiras-SP/BRA não pegará o Grêmio nas quartas de final do torneio. A Conmebol agiu muito bem, senão estaria dando vazão a uma virada de mesa. Não se pode mexer no regulamento em meio à competição, consoante já tive a oportunidade de afirmar aqui neste espaço. Uma medida judicial gremista haveria de trancar o torneio, e aí daria muito pano pra manga. O campeonato fica preservado assim. Mas não estranhem, meus amigos, se ano que vem o regulamento for reformulado para que haja cruzamento entre clubes do mesmo país (entenda-se Brasil) já nas quartas de final. Seria praticamente um Campeonato Brasileiro dos Melhores Clubes Nacionais. Suponhamos que este regulamento fosse aplicado ao Grêmio em 2009, então enfrentaria o Sport Recife nas quartas, o Cruzeiro nas semi e só não pegaria na final outro brazuca por sorte. Em resumo, seria caminho livre para o Boca Juniors/ARG chegar à final do torneio mais importante da América, enfrentando apenas adversários medianos, enquanto os brasileiros se aniquilariam entre eles – sendo que inegavelmente são clubes bem mais qualificados que os demais. Na minha opinião, o regulamento deveria voltar ao que era antes: clubes do mesmo país não precisam se enfrentar obrigatoriamente a partir das semi-finais. A Copa dos Campeões da Europa não admite qualquer restrição nesse sentido, e vem sendo dominada pelos ingleses nos últimos anos. Isso é natural. É o momento positivo que o país vive no futebol, o talento de seus profissionais, tudo refletido nos resultados. Abaixo os gols de Estudiantes/ARG 3×0 Libertad/PAR, sem dúvidas, o destaque da rodada.
Grande vitória do Cruzeiro contra a Universidad de Chile. Agora é só carimbar a vaga no Mineirão. O Estudiantes tabém já está com a vaga assegurada depois dos 3×0 contra o Libertad. Entre Deportivo Cuenca e Caracas tudo em aberto. Acho que dá Caracas.
Com o 1×1 no Maracanâ, o Fluminense vai encarar o Timão na próxima fase da Copa do Brasil. Ronaldo x Fred. Quem leva a melhor?
E o time de Messi teve mais sorte que juízo. Conseguiu um gol – golaço por sinal – nos acréscimos e está na final contra o Manchester. O Chelsea reclama da arbitragem, porém, parece que os deuses do futebol querem uma final inesquecível. Alguém acredita que ela não será? De um lado Messi, do outro Cristiano Ronaldo. Vai sair faísca!
Pela Libertadores, o Grêmio – que teve Mauro Galvão no reservado comandando a equipe junto com Rospide – venceu o fraco San Martín por 3×1 e está praticamente classificado para a próxima fase. Maxi fez dois. O rapaz parece ter estrela.
Na Copa do Brasil, o Inter venceu o Náutico também de barbada: 2×0. O Flamengo – próximo adversário colorado – aplicou 3×0 no Fortaleza de Rodrigo Mendes.
O Vasco – com dois gols de Léo Lima – fez 4×1 no Icasa. Na reestreia de Celso Roth, o Atlético/MG fez o mais difícil contra o Vitória. Reverteu a vantagem e levou a decisão para os pênaltis. Para azar do Galo, o time baiano venceu por 5×4. Quase quase hein Roth?
No Pacaembu, Ronaldo brilhou outra fez. Marcou os dois gols da classificação do Corinthians contra o Atlético/PR. O Timão aguarda a partida de hoje entre Fluminense x Goiás para saber seu adversário. Por fim, o Coritiba venceu facilmente o CSA por 3×0. Marcelinho Paraíba marcou novamente.
MATADOR: La Barbie já marcou 4 vezes na Libertadores e é o goleador gremista ao lado de Souza.
Com a vitória de 3 a 1 obtida ontem, dia 06 de Maio de 2009, na cidade de Lima, no Peru, ante o Universidad Santa Martin de Porres/PER, o Grêmio praticamente carimbou o seu passaporte para as quartas de final da Libertadores da América. Maxi López foi eleito o melhor em campo por quase toda a imprensa (autor de dois gols) mas, a meu ver, o melhor foi aquele que se notabilizou por ser o reduto de qualidade técnica e criatividade do time: Souza (autor do primeiro gol). Não foi um jogo fácil, como se previa, mas o Imortal Tricolor soube ter paciência para segurar a pressão do time da casa e mandar no jogo durante a primeira metade do primeiro tempo e toda a segunda etapa. O gol do centroavante “gordito” Arzuaga, o qual concedeu ao time peruano a igualdade no marcador, foi o primeiro gol sofrido pelo Tricolor nas mãos do técnico interino Marcelo Rospide, e não foi bem assimilado.
Jonas novamente não foi bem, mas sua atuação foi salva pela jogada do terceiro gol de Maxi López.
O San Martín começou a partida pressionando o Grêmio, principalmente na saída de bola, mas sem chutar a gol. Ocorre que o Imortal Tricolo tem um diferencial chamado Souza. Logo aos nove minutos do primeiro tempo, aproveitando passe de calcanhar de Maxi “La Barbie” López, deu um toque leve por sobre o carrinho perigoso desferido pelo zagueiro peruano Ramos, e da entrada da grande área disparou um forte chute de perna direita no canto esquerdo do goleiro Butrón. O Grêmio fazia 1 a 0 no San Martin/PER. Depois do gol, o Grêmio conseguiu alguns bons lances, mas não soube aproveitar. Na bola parada, Tcheco cobrou falta em chute direto, aos 17 minutos, mas o goleiro do time peruano tirou com uma das mãos, nitidamente mal posicionado. O goleiro Butrón haveria de aprontar outras situações bisonhas durante o jogo. Jonas perdeu outra boa oportunidade após uma bela jogada: deu um lençol no marcador na entrada da área, mas adiantou demais e o goleiro Butrón levou a melhor. O San Martín/PER passou a pressionar novamente, e chegou ao empate aos 34 minutos do primeiro tempo. Arzuaga recebeu lançamento dentro da área, passou por Fábio Santos com um toque de primeira com a perna direita, conduzindo-a até o meio da grande área, e chutou sem chances de defesa para o goleiro Victor com a perna esquerda. Desarrumado em campo, o Grêmio não conseguiu reagir após o gol peruano e passou a dar ,uitos chutões. No gol peruano, Réver deu um chutão, quando poderia ter posto a bola no chão e ter saído jogando. Eu, particularmente, achei que foi a primeira vez (desde a saída de Celso Roth) que o Grêmio mostrou a necessidade de um treinador experiente e que não seja interino. Era o momento de dar uma chacoalhada no time, e Marcelo Rospide não me parecia apto a tal função. O Imortal Tricolor me parecia desmobilizado naquele instante do jogo, entrando na correria proposta pelo time peruano. A empresa responsável pelas transmissões do jogo, chegou focar na mesma imagem (em tela dividida) os treinadores dos dois times naquela hora: de um lado aparecia o treinador do San Martin/PER – Victor Rivera, e de outro o diretor executivo do Grêmio - Mauro Galvão, como se fosse o “real treinador” digamos assim).
Na volta do intervalo, o técnico interino Marcelo Rospide pediu mais atenção na saída dos volantes e no setor defensivo. A chamada noticiada pelos repórteres, que Rospide havia dado no time, surtiu efeito imediato já no início da segunda etapa. E logo aos 25 segundos do segundo tempo, o argentino Maxi López marcou o segundo gol dos gremistas, no melhor estilo Jardel (de cabeça, ganhando do zagueiro no alto, sem chances de defesa para o goleiro que apenas ameaçou saltar). Lançamento perfeito de Souza. Aos oito minutos do segundo tempo, o San Martín/PER assustou, forçando o goleiro Victor a fazer duas ótimas defesas. A segunda foi mais complicada. Um verdadeiro milagre. Em chute forte de Pedro García, o camisa 1 gremista se esticou todo e conseguiu defender com a mão esquerda. Ele havia afastado de soco um cruzamento fechadíssimo, e a bola sobrara na entrada da grande área para o arremate de encoberta do atleta peruano, mais conhecido como “Romário dos Pobres”. A mística da camisa 16 do Imortal Tricolor, conexa à estrela de La Barbie, voltou a brilhar aos 16 minutos do segundo tempo (notem a predestinação – camisa 16, e gol aos 16 minutos). Jonas cruzou para o argentino ampliar de cabeça, numa cabeçada que pegou o goleiro da Seleção Peruana no contra-pé. Após o 3 a 1, o Grêmio, passou a administrar a partida. Quando chegou de novo à frente, levou perigo com Tcheco, aos 25, quando o capitão gremista driblou três adversários, e chutou rente ao poste esquerdo do goleiro peruano. Aos 31, Marcelo Rospide promoveu a estréia de Túlio no lugar de Jonas. A alteração isolou o ataque gremista, que contava apenas com Herrera, substituto de Maxi López. A vitória no Peru garantiu uma ótima vantagem para o Grêmio no jogo da volta, no Estádio Olímpico Monumental. Marcelo Rospide computa em seu currículo 4 jogos e 4 vitórias como treinador do Grêmio. Se confirmar a classificação, o Tricolor deverá enfrentar o vencedor de Caracas/VEN x Deportivo Cuenca/EQU.
Copa Libertadores – oitavas-de-final – 06/05/2009.
Local: Estádio Alejandro Villanueva, Lima, Peru. Horário: 21h50min (horário de Brasília). Arbitragem: Carlos Vera, auxiliado por Juan Cedeño e Carlos Herrera (trio do Equador). Cartões amarelos: Réver, Fábio Santos, Ruy (Grêmio); Arzuaga, Salas (San Martín). Gols: Souza e Maxi López, duas vezes (Grêmio); Arzuaga (San Martín).
SAN MARTÍN (1)
GRÊMIO (3)
Butrón; Salas, Cristian Ramos, Balló e Guizasola (Huamán); Fernández, José Diaz (Carrillo), Hinostroza e Cejas (Silva); García e Arzuaga.
Victor; Léo, Rafael Marques e Réver; Ruy, Adilson, Tcheco (Douglas Costa), Souza e Fábio Santos; Jonas (Túlio) e Máxi López (Herrera).
Técnico: Víctor Rivera.
Técnico: Marcelo Rospide (interino).
A hipótese levantada pela direção do Sport Recife-PE/BRA de que a Conmebol forçaria um confronto do Grêmio com o brasileiro vencedor de Palmeiras-SP/BRA x Sport Recife-PE/BRA foi totalmente afastada pela direção gremista. Foi classificada tal atitude como “virada de mesa”, haja vista que a previsão contratual, é de que os brazucas são obrigados a se enfrentar tão-somente a partir das semi-finais. Para alívio tricolor, o presidente do Canal Fox, detentor dos direitos de transmissão, já afirmou que não vê problemas e que pode, sim, ocorrer uma final brasileira: “Não vejo qualquer tipo de problema; hoje (entrevistada concedida ontem*) quase tivemos uma final de Copa dos Campeões com dois clubes ingleses, não fosse um gol aos 47 minutos do segundo tempo”. O fato é que, caso haja a imposição de tal medida, de nada adiantaria o Grêmio ter se classificado como a melhor campanha, se irá pegar clubes mais qualificados nas próximas fases. Seria mais fácil fazer um torneio brasileiro entre os clubes do nosso país, para então decidir quem irá jogar contra o Boca Juniors/ARG. Ridículo! Lamentável! Se isso prosperar, será um meio de desestimular os torcedores e todos aqueles que amam e idolatram a magia do futebol. É brincar com a paixão clubística. Por essa e por outras que, por vezes, chegam à final da Libertadores da América Once Caldas/COL, Liga Deportiva Universitária/EQU, Sporting Cristal/PER, entre outras infâmias…
Chave H: (8º) Caracas-VEN x Deportivo Cuenca-EQU (9º)
Chave D: (4º) SÃO PAULO x Chivas-MEX (13º)
Chave E: (5º) CRUZEIRO x Universidad de Chile (12º)
Chave B: (2º) Boca Juniors x Defensor Sporting-URU (15º)
Chave G: (7º) Libertad-PAR x Est. La Plata-ARG (10º)
Chave C: (3º) Nacional-URU x San Luís-MEX (14º)
Chave F: (6º) SPORT x PALMEIRAS (11º)
Quartas-de-final:
Chave I: Vencedor A x Vencedor H
Chave L: Vencedor D x Vencedor E
Chave J: Vencedor B x Vencedor G
Chave K: Vencedor C x Vencedor F
Semifinais:
Chave M: Vencedor I x Vencedor L
Chave N: Vencedor J x Vencedor K
Final:
Chave O: Vencedor M x Vencedor N
Fazendo uma previsão lógica sobre as cruzamentos, na minha visão, em termos de oitavas de final: Grêmio elimina San Martin/PER; o Deportivo Cuenca/EQU elimina Caracas/VEN (o Caracas/VEN vem jogando bem as fases classificatórias da Libertadores, mas além entregar na fase de “mata-matas” é time venezuelano, embora seja o maior de seu país); o São Paulo-SP/BRA elimina o Chivas Guadalajara/MEX (se os mexicanos pudessem jogar em casa, certamente criariam bem mais dificuldades aos brazucas, mas o surto da gripe suína atrapalhou); o Cruzeiro-MG/BRA elimina a Universidad de Chile/CHI (a princípio, sem sustos, bastando vigiar de perto Marco Estrada e Nelson Cuevas); o Boca Juniors/ARG elimina o Defensor/URU (não será fácil, até porque os uruguaios costumam dar a vida, mas os argentinos devem passar por cima do time do bom articulador Diego de Souza); o Estudiantes de La Plata/ARG elimina o Libertad/PAR (a meu ver, o confronto mais equilibrado das oitavas, mas os argentinos tem jogadores mais qualificados tecnicamente, em que pese os paraguaios terem se classificado em primeiro no grupo); o Nacional/URU elimina o San Luís/MEX (o time uruguaio é forte, sabe jogar bola, e não jogará fora de casa face a gripe suína que apavorou o México); e por fim, o Palmeiras-SP/BRA elimina o Sport Recife-PE/BRA (o segundo confronto mais disputado; os pernambucanos fizeram ótima fase classificatória, mas provaram ante o Porco que faltam jogadores de maior técnica individual; tentarão compensar na base da força). Partindo para a fase de quartas de final, entendo que o Grêmio elimina o Deportivo Cuenca/EQU (será um jogo pegado, mas deve prevalecer a maior tradição e técnica do Imortal Tricolor); o São Paulo-SP/BRA elimina o Cruzeiro-MG/BRA (a meu ver, o jogo mais disputado das quartas, porém, o São Paulo-SP/BRA é copeiro, e os mineiros têm como arma um jogador muito indisciplinado que volta e meia é expulso e prejudica o desempenho do time); o Boca Juniors/ARG elimina o Estudiantes de La PLata/ARG (clássico argentino, tudo pode acontecer, mas o Boca é bem melhor); e o Palmeiras-SP/BRA elimina o Nacional/URU (com sérias dificuldades, mas os brazucas passam, graças a estrela de Luxemburgo). Já nas semi-finais, creio que o Grêmio eliminaria o São Paulo-SP/BRA (freguês do Imortal há anos, embora sempre resista até o fim); enquanto o Boca Juniors/ARG eliminaria o Palmeiras-SP/BRA (entendo que se o adversário fosse o Nacional/URU os argentinos teriam maiores dificuldades neste confronto; jogo bom em São Paulo, e um massacre na Bombonera, eu prevejo). Agora na final, por óbvio, que eu desejo que o Grêmio se torne o grande campeão (seria o título do Tricampeonato da América), mas aí vai depender se Paulo Autuori vai vir, e se o time vai estar “na ponta dos cascos”. Deveras, o Boca Juniors/ARG não é mais o mesmo, seu time está envelhecido, mas segue sendo um páreo duríssimo, tendo em vista não apenas as condições adversas que impõe ao adversário em sua casa (a panela de pressão, a “caixa de bombons” de nome La Bombonera), mas também à grande técnica que possuem seus jogadores, mas acima de tudo, a tradição que esse clube detém no cenário mundial. Trata-se do maior clube da América, sem sombra de dúvidas. É, amigo…quem for cardíaco, é melhor que não assista as próximas fases da Copa Libertadores da América…
San Martin/PER: o próximo adversário do Imortal Tricolor.
Todos previam que o adversário do Grêmio seria o já conhecido Defensor/URU, o mesmo time, na época liderado por Sorondo (hoje no Internacional-RS/BRA), que deu trabalho para o Imortal Tricolor nas quartas de final da Libertadores em 2007. Para que o San Martin/PER fosse aclamado como adversário gremista, teria de perder por 2 ou mais gols para o já eliminado River Plate/ARG – algo inimaginável, tendo em vista a campanha pífia que os argentinos vinham fazendo. De quebra, o treinador do River, Nestor Gorosito, anunciou time reserva para a partida. E não é que o River Plate/ARG versão reserva goleou os peruanos por 3 a 0? Saiu melhor do que a encomenda. O Tricolor irá enfrentar um time de baixa qualidade técnica, sem tradição no futebol sul-americano e de pouca torcida. Mas o melhor ainda estava por vir. Com a combinação de resultados, o Grêmio enfrentará nas quartas de final o vencedor de Caracas/VEN e Deportivo Cuenca/EQU, dois clubes que não têm times ruins, porém, inequivocamente entidades de torcida pequena, sem a tradição de um Boca Juniors/ARG, ou de um São Paulo-SP/BRA e com times inferiores ao de Imortal Tricolor, se formos nos ater ao aspecto técnico. Em outras palavras, se não houver nenhum fator sobrenatural, pode-se afirmar que o Imortal Tricolor está virtualmente classificado às semi-finais.
Club Deportivo Universidad San Martín de Porres, conhecido por “Universidad San Martin”, é um clube peruano, fundado recentemente em 21 de Janeiro de 2004, na cidade de Lima, capital do país. A equipe é o resultado de uma parceria entre empresários e professores da Universidade de San Matin. É também o primeiro clube peruano a se tornar uma empresa de capital aberto. Manda seus jogos no Estádio Monumental de Lima do club Universitario de Deportes, com capacidade para 80.093 pessoas. Para estrear no Campeonato Peruano da primeira divisão no ano de 2004 sem disputar as divisões de acesso, o clube comprou o acesso do Club Sport Coopsol, que havia sido campeão da segunda divisão peruana em 2003. Chamada de “Los Albos”, a torcida do clube tem como mascote o “muela” (uma coruja). Atualmente presidido por José Antonio Chang, o San Martin/PER tem como material esportivo, desde Janeiro de 2009, a inglesa Umbro, sendo seu uniforme destacado com as cores branca e azul. O clube já conquistou os títulos do Torneo Apertura 2007 (sendo Campeão Peruano na decisão entre os vencedores do Apertura e do Clausura) e do Torneo Clausura 2008 (sendo Campeão Peruano na decisão). Atualmente, o clube é o sétimo colocado com 13 pontos no Torneo Apertura 2009.
Cultura presente até no mascote dos peruanos: uma coruja com chapéu de professor.
No que tange ao sistema tático adotado pelo treinador Victor Rivera, o implementado é o 4-4-2, com duas linhas de quatro jogadores. Mas não é o “clássico” 4-4-2 inglês. Em que pese se tratar de duas linhas de quatro jogadores, e do sistema de marcação por zona, no time do San Martin/PER falta a figura do meia de ligação que encosta nos atacantes e se movimenta ofensivamente por ambos os lados (o famoso “winger”). Fazendo uma analogia, é o Souza do Grêmio, o D’Alessandro do Internacional-RS/BRA, o Vágner do Cruzeiro-MG/BRA, etc. A escalação oficial é a seguinte: Butrón; Guizasola, Reyes, Ramos e Guillermo Salas; Hinostroza, Carrillo, Fernández e Pedro García; Ludueña e Arzuaga. Os jogadores que atuam nas pontas da linha de meio-campo do San Martín/PER – Fernández pela esquerda, e Pedro García na direita – apóiam tão somente pelas laterais, sem arriscar diagonais em direção à área adversária. Não se sabe se isso é orientação do treinador, ou se é falta de ambição dos atletas mesmo. O mais engraçado é que os peruanos cometem a heresia de chamar Pedro García pela alcunha de “Romário”. Atentem para os videos que seguem no post! Carrillo é o centro do meio de campo do time, caindo mais pelo lado esquerdo da linha de ataque. Os demais jogadores alternandamente o procuram. Ele é o cobrador oficial das faltas e participa ativamente dos principais lances de ataque do San Martin/PER. No comando do ataque, tem o ”fortinho” colombiano Arzuaga, um camisa 9 daqueles trombadores ao melhor estilo Zé Afonso, sem muita técnica. Arzuaga está acima do peso nitidamente, e prefere as jogadas de contato físico. Ludueña, argentino companheiro de ataque de Arzuaga, é um atacante que tenta cair pelos dois lados, mas meio desordenadamente. Ramos e Reyes formam uma dupla de zaga bastante lenta. Hinostroza e Butrón são os jogadores mais conhecidos do time. Butrón é o goleiro da Seleção Peruana, capitão do time, ex-jogador dos dois clubes mais importantes do Peru: Alianza de Lima/PER e Sporting Cristal/PER. Hinostroza também atua como titular na Seleção Peruana, e da mesma forma, jogou no Alianza de Lima/PER.
O Estádio Monumental de Lima aguarda o Imortal Tricolor.
De qualquer modo, o Grêmio precisa tomar muito cuidado no jogo que irá ser celebrado nesta próxima quarta-feira, às 21h45 de Brasília, em Lima ante o San Martin/PER. O bom time do Nacional/URU e toda a sua tradição continental sofreram para empatar com os peruanos no Estádio Monumental de Lima. O Nacional/PAR de Enciso e o tradicionalíssimo River Plate/ARG foram derrotados por 2 a 1 na casa dos peruanos. O time costuma pressionar bastante o adversário em sua casa, utilizando muito o porte do centroavante colombiano. Portanto, não dá para facilitar…
Deu a lógica na Copa do Brasil. O Internacional/RS goleou o “faceiro” time do Náutico/PE por 3 a 0, o CSA/AL se entregou já no jogo de ida, tendo perdido um pênalti no primeiro tempo, e levou em casa 4 a 0 do Coritiba/PR de Renê Simões (dois jogos como treinador do clube e duas goleadas), o Americano de Campos/RJ empatou em 0 a 0 com a Ponte Preta/SP, o Atlético/PR venceu o Corinthians/SP por 3 a 2 (vencia de goleada por 3 a 0, mas deixou o time de Mano Menezes marcar dois gols faltando 10min para o término do jogo, o que complicou a sua classificação no jogo de volta), o Vitória/BA goleou por 3 a 0 o Atlético/MG (que já havia levado uma sonora goleada no primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro ante o Cruzeiro/MG) e o FLamengo em patou em 0 a 0 com o Fortaleza/CE (a meu ver, uma “meia surpresa”). Hoje jogam em São Januário, no Rio de Janeiro, Vasco da Gama/RJ e Icasa/CE, e Goiás/GO e Fluminense/RJ no Serra Dourada, em Goiânia, finalizando a primeira rodada das oitavas de final da Copa do Brasil.
Falando agora do principal torneio da América, na penúltima rodada da Copa Libertadores, o Lanús/ARG empatou em casa com o Caracas/VEN por 1 a 1 (acreditem, mas os venezuelanos classificaram para as oitavas de final e os argentinos ficaram fora); o Everton/CHI empatou em casa por 1 a 1 com o Chivas Guadalajara/MEX (os chilenos ficaram fora e os mexicanos se classificaram); os pernambucanos do Sport Recife/PE foram até o Equador e derrotaram a decadente atual campeã LDU/EQU por 3 a 2 de virada (os brasileiros se classificaram em primeiro lugar no grupo, enquanto os equatorianos já estavam eliminados do torneio que foram campeões ano passado); e por fim, o Colo-colo/CHI de Lukas Barrios ”entregou a rapadura” para o Palmeiras/BRA faltando 5min para o término de jogo, quando Cleiton Xavier acertou um daqueles chutes conhecidos como “pombo sem asas”, de fora da área, passando por vários jogadores, até o goleiro tocar de ponta de dedos na bola, e ela morrer na gaveta esquerda de sua meta. Um golaço. Um dos mais belos do torneio. Vale a pena conferir no video abaixo. Quem diria que aquele “perna de pau” que jogava nas redondezas da Padre Cacique viria um dia a jogar tão bem como vem jogando no time de Palestra Itália. Com este gol, o Palmeiras/BRA se juntou aos outros 4 brasileiros classificados às oitavas de final, porém, foi o único classificado como segundo colocado. Todos os brazucas classificaram, enquanto apenas 1 argentino se classificou (óbvio que é o Boca Juniors/ARG). Quase metade dos classificados são brasileiros (5 em 16). Hoje serão celebrados os últimos jogos da fase classificatória da Libertadores, os quais seguem logo abaixo.
Victor: uma muralha no gol do Imortal Tricolor. Grande defesa no pênalti cobrado por Caneo.
Souza comemora o gol antológico marcado logo no início de jogo ante os colombianos. Para a crítica do Eixo Rio-SP, foi mais bonito do que o de Ronaldo ante o Santos, face à dificuldade do lance, o jeito como Souza bateu na bola e a pouca distância entre o arqueiro e a goleira.
O Grêmio patrolou o Boyacá Chicó/COL, conforme o esperado. Jogou um ótimo primeiro tempo, amassou o adversário e teve 3 atuações muito destacadas: Souza (o melhor em campo e atual goleador do time no torneio com 3 gols), Leo (atuação segura, com direito a mais um gol; é o vice artilheiro ao lado de Maxi Lópex com dois gols) e Victor (pegou um pênalti e foi extremamente seguro no restante do jogo). O Imortal Tricolor se notabilizou nesta primeira fase com a seguinte campanha (gize-se invicta): melhor aproveitamento do torneio, melhor ataque e melhor defesa, tendo feito 16 pontos em 18 possíveis, com 6 jogos, 5 vitórias, 1 empate, 8 gols feitos e apenas 1 sofrido. Campanha similar, com 5 vitórias e 1 empate, foi feita pelo Grêmio quando da primeira conquista da América em 1983.
O adversário nas oitavas de final será Defensor/URU ou San Martín/PER. Nos demais jogos de ontem, o Universitário/PER foi derrotado pelo San Lorenzo de Almagro/ARG fora de casa por 2 tentos a 0 e se despediu do torneio (os argentinos já estavam eliminados); enquanto o Universidad de Chile/CHI derrotou o Aurora/BOL (já eliminado) por 2 tentos a 1 fora de casa, classificando-se com 10 pontos, junto com o líder Grêmio para as oitavas de final (o Boyacá Chicó/COL foi eliminado com 9 pontos ganhos). Se o San Martín/PER perder por 2 ou mais gols para o River Plate/ARG fora de casa, então será o adversário do Tricolor Gaúcho, caso contrário, o inimigo será o já conhecido Defensor/URU (eliminado pelo próprio Grêmio em 2007 com Sorondo, Diego de Souza, e cia.).
GRÊMIO (3)
BOYACÁ CHICÓ (0)
Victor; Léo, Rafael Marques e Réver; Ruy, Adilson, Tcheco (Orteman), Souza e Fábio Santos (Jadílson); Jonas e Maxi López (Alex Mineiro).
Velásquez; Pino, Tejera (Giron), García e Madera; Ramirez, Palacios, Nuñez, Caneo e Tapia (Rada); Pérez (Duran).
Técnico: Marcelo Rospide (interino).
Técnico: Alberto Gamero.
Copa Libertadores – Grupo 7 – 28/04/2009.
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS). Horário: 19h30min. Arbitragem: Jorge Larrionda, auxiliado por Pablo Fandiño e Miguel Nievas (trio do Uruguai). Gols: Souza (2x), aos 12 e aos 17 do 1º tempo; Léo, aos 29 do 1º tempo (Grêmio). Cartões amarelos: Nuñez, Pino e García (Boyacá Chicó); Tcheco e Rafael Marques (Grêmio). Público: 34.974 (31.110 pagantes) Renda: R$ 636.914,00