AS GAÚCHAS… PARA OS GAÚCHOS
Primeiramente, gostaria de desculpar-me com meus companheiros de blog e leitores pela ausência desta coluna nas últimas semanas. Deveres, profissionais, reuniões de condomínio e até o temporal com falta de luz que ocorreu em Porto Alegre foram eventos que minaram o meu tempo, juntamente com uma boa dose de desorganização de este que vos fala. Após uma auto-análise profunda asseguro que os problemas foram resolvidos e este hiato não tornará a se repetir.
Em segundo lugar, já digo que NÃO FALAREI DO GRENAL 378 nesta coluna. É necessário equilíbrio e discernimento para tecer comentários pertinentes sobre o tema, e neste momento (domingo dia 25 as 20:45) meu ser é tomado por uma fúria monumental contra alguns jogadores e membros da comissão técnica tricolor que cometem e falam sandices, relegando a nós torcedores um sentimento de desamparo, pois não temos mais aonde recorrer. Zerbes e Pizoni com certeza falarão sobre o tema muito melhor do que eu.
Hoje falo por todos os gaúchos, homens, adoradores ou não de futebol. Nos últimos anos está se intensificando um fenômeno nefasto no nosso rincão. Nosso estado é reconhecidamente caloroso e hospitaleiro com os visitantes, e talvez por isso nós nativos estamos sendo vitimizados por isso. ”Estrangeiros” entram no nosso estado seja por trabalho ou diversão, e quando voltam para seus locais de origem levam embora o nosso maior patrimônio, nossa commodity mundial de exportação: as nossas mulheres.
Virou rotina… principalmente no meio futebolístico, onde as ascenções são meteóricas e a mídia é constante. Os jogadores vem para cá ganhar a vida. Se destacam, aparecem direto na televisão, são paparicados pela torcida e imprensa e de lambuja levam uma mulher a tiracolo quando vão embora. Ou pior… trocam a antiga que veio com eles por uma nova, modelo 2.0 turbinada que é claro daqui. E a maioria delas são, digamos, excessivamente bonitas. Já a maioria dos jogadores não pegaria nem vento se fossem trabalhadores comuns. Para mim especialmente, um trabalhador honesto, pagador de impostos e nascido aqui é uma competiçao desleal. Não tenho a grana nem a visibilidade deles, e tenho que engolir isso todos os dias. Não importa se é do Grêmio, Inter, Caxias ou Juventude. O fenômeno é repetido constantemente.
Mas agora passou dos limites do aceitável. Em Porto Alegre, temos que conviver com isso, tudo bem. É uma cidade cosmopolita, uma das metropoles do cone sul. Atrai gente de todos os locais e fica difícil de impedir. Agora me aparece o Adriano, vulgo “Imperador”, rei das personal treiners e de todas as mulheres fruta, na televisão e apresenta a sua nova namorada: gaúcha, de Cachoeirinha. Aí não dá… como diria Don Corleone em o Poderoso Chefão:- “O cara vem na minha casa, pisa no meu chão, come dá minha minha comida e nem um “Oi padrinho…” . Ele vem e invade o meu quadrado, faz o que bem entende e sai fora. O que ele tem que fazer aqui? Passa o carro geral no Rio de Janeiro e não chega pra ele? Para mim que trabalho, passo a maior parte do meu tempo semanal em Cachoeirinha e admiro as belezas locais foi uma “agressão gratuíta”.
Mas eu tenho uma solução. A governadora Yeda poderia promulgar uma lei estadual cobrando um imposto sobre os homens não gaúchos que tem vínculos afetivos com mulheres daqui. Seria uma preservação da matéria prima regional frente aos estrangeiros e inibiria certamente as investidas deles, tornando-se uma espécie de “reserva de mercado” para nós. Garanto que governo estadual apoiaria integralmente a idéia pois aumentaria fortemente a arrecadação, diminuindo os problemas de caixa. Não desmereço de foram alguma a capacidade dos homens gaúchos, que são também reconhecidos em todo Brasil, mas é notória mundialmente a beleza das nossas mulheres (só pra constar 2 das “Angels” da Victória´s Secret – Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio são daqui.) e fica difícil defender o nosso quinhão frente as hordas de estrangeiros que nos invadem em busca delas.
Preservar o que é nosso é dever de todo cidadão. E valorizar o que é bom mais ainda. Como já dizia a célebre música (não sei de quem é mas o meu amigo Bartt certamente saberá…) que exalta as melhores coisas daqui: ” Churrasco e bom chimarrão/ Fandango trago e mulher / É disso que o velho gosta / É disso que o velho quer.”
” Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu consentimento.” ( Eleanor Roosvelt )
Abraços a todos!!!