Eu teria alguns assuntos de futebol para hoje de relevo, como o jogo do Internacional contra Atlétigo/MG, que pode sagrá-lo campeão do primeiro turno, ou a morte de Paulo Ramos que enlutou o mundo futebolístico. Teria ainda como assunto a semana do clássico Brasil e Argentina.
Mas resolvi divulgar uma prática esportiva que reúne o tradicionalismo gaúcho e o esporte favorito do brasileiro: o futebol.
Bueno, como poderia ser feita essa ligação, esse ‘link’, como diria algum “gaúcho de carpete” mais afrescalhado? A explicação está no título dessa postagem.
O esporte favorito do Gaúcho é o Rodeio, o tiro de laço, a gineteada e, em alguns lugares, a paleteada, entre outros. Bueno, mas esse mesmo guasca é também brasileiro e, por isso, quase sempre gosta de futebol.
Portanto, trago aos amigos que não conheciam, a modalidade do nosso glorioso esporte, adaptada ao tradicionalismo gaúcho. É conhecido como FUTEBOL DE BOMBACHA.
Apesar de pouco conhecido, existem competições organizadas e tradicionais sobre esse esporte dentro da programação dos Rodeios, meio em que o futebol de bombacha é famoso.
Em Bom Jesus, é um dos eventos mais engraçados do Rodeio. Normal e inusitadamente, o jogo ocorre abaixo de mau tempo. Quem já usou bota sabe o que é correr na grama molhada: vira um sabão. E tem maluco que joga de poncho… cada qual usa do bom humor e da criatividade pra deixar mais engraçado.
Mas nem precisaria. Normalmente a falta de técnica dos ‘atletas’, aliada ao estado etílico depreciável e ao ‘espírito farrapo’ dos jogos é motivo suficiente para gargalhadas. Vale à pena assistir.
Apesar de ser entre amigos, quando começa o jogo a coisa fica osca (pelagem escura, mesclada, quase preta, no linguajar gaudério). É coice pra todo lado. Dinho é carinhoso perto dos atletas bombachudos. Mas entre mortos e feridos, salvam-se todos.
Para ilustrar, segue a foto da 11ª Edição do evento realizado em Imbé. Era jogo dos Maragatos contra os Chimangos. A peleya deve ter sido buena:

Transcrevo parte da matéria extraída, assim como a foto, da internet (Jornal Dimensão):
“De um lado, os Chimangos, representado pelo CTG Capivarense, da cidade de Lindolfo Collor. De outro, os Maragatos, representado pela Academia Tiaraci, com alunos e ex-alunos. Todos devidamente trajados com seus uniformes: bombacha, bota, guaiaca, chapéu e camisa branca e lenço vermelho para os Maragatos e o inverso para os Chimangos.
Com equipes em campo e juiz a postos no centro do gramado (a cavalo), a partida começa bem disputada, como toda luta. Mas o resultado era o que menos importava. A cada lance, a torcida vibrava com a técnica, ou a falta dela, dos jogadores. Nas regras, uma muito inusitada: cada vez que o jogador deixasse cair o chapéu, era marcada falta. E para completar o espetáculo, o carro maca era um couro de boi puxado por um cavalo. O jogo terminou empatado em 1 a 1. Na disputa por pênaltis, os Maragatos venceram por 2 a 1. Ao final, os Maragatos receberam o troféu de ‘O menos pior’”.
Se a descrição da partida já é engraçada, imagina o jogo…
Finalizando, hoje não coloco trecho de poesia nenhuma, porque to mais apurado que carrasco em cancha de bocha.
Setembro 3, 2009 às 12:58 am |
Muito instrutivo, Bartt!!! Confesso que desconhecia tal modalidade futebolística. Siga divulgando as curiosidades e belezas do interior do nosso amado Rio Grande!!! O tradicionalismo gaúcho é muito rico em cultura e vasto em historicidade.
Abraço, Guasca!
Setembro 3, 2009 às 1:15 pm |
inclusive no dia 15 eu vou jogar de bota e bombacha! se deixarem na puc, hehehe
Setembro 3, 2009 às 7:38 pm
HAHAHAHAHHAHAHA…DUVIDEEEEEEEEEEEEEEEEEEI !!!
Setembro 3, 2009 às 11:36 pm |
Essa eu quero ver… eu pago ingresso com certeza hahahaha
Setembro 4, 2009 às 4:59 pm |
vale um churrasco com carne e ceva liberada pra mim?